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28.7.09

Almada precisa de nova política para o centro da cidade

A Lusa noticia um novo episódio no conflito que opõe os comerciantes à Câmara Municipal de Almada. A intrânsigência da CDU, que governa o município, bem como a incapacidade de corrigir os seus erros, está a alimentar focos de tensão que poderiam ser evitados, que já chegaram a extremos que, aliás, todos os democratas devem condenar veementemente, como as injúrias a um dos comerciantes em protesto. (Contudo, ainda se espera que a CDU repudie os actos de vandalismo e as injúrias. Nós, no PS,temos uma visão muito clara sobre o que tem que ser feito. Como já escrevi anteriormente e repito: Agora há que fazer tudo o que poderia ter sido feito em tempo e corrigir o que for possível. O Município tem o dever de constituir um fundo de apoio à modernização comercial, para ajudar os comerciantes que desejem investir na modernização das suas lojas, a construção do estacionamento tem que ser acelerada, o Plano de Mobilidade tem que ser revogado. Em particular, a zona chamada pedonal, onde até passam autocarros, que excentricamente corta ao meio o principal eixo de avenidas da cidade e torna o trânsito caótico tem que ser revogada como, justamente, os comerciantes reclamam . Faz sentido que se criem zonas realmente pedonais, mas nas vias laterais e que se deixe bater o coração da cidade nas suas grandes avenidas. Faz sentido que se limite a velocidade do trânsito,mas não que se desvie das avenidas mais largas para as ruas mais estreitas, algumas delas centenárias.

24.7.09

Em Almada, 35 anos depois, a intimidação sobre quem pensa diferente não acabou

O DN noticia hoje que um "comerciante em protesto foi injuriado" em Almada e que "fonte da associação comercial receia novos episódios de violência como os que aconteceram em Maio, quando apareceram montras partidas, após os comerciantes, tal como agora, terem colocado dísticos nas fachadas das lojas contestando o novo plano de mobilidade da autarquia" (notícia na pg. 25, link não disponível). Infelizmente, 35 anos depois do 25 de Abril ainda há em Almada quem não aceite a diferença de opiniões e tente intimidar quem pensa de maneira diferente, como que relembrando-nos que a liberdade se reconquista todos os dias. Estou convencido que os vândalos prestam um mau serviço a quem julgam beneficiar, mas reparo que a Câmara Municipal e o PCP de Almada se mantêm em total silêncio sobre este tipo de intimidação, quando não chegam mesmo próximo de dar-lhe cobertura, com frases como "quem semeia ventos,colhe tempestades". Felizmente, em Almada nunca se viveu sob o signo do medo. Não houve medo do fascismo, não iria haver agora de quem se julga proprietário do concelho ou de uns esbirros que se imaginam a si próprios ao seu serviço.

O PS está na rua. Continuam as apresentações públicas nas freguesias de Almada.

Depois do Pragal, da Trafaria, da Charneca de Caparica, da Caparica, da Sobreda e da Costa de Caparica, continuam este fim-de-semana as apresentações públicas das candidaturas aos orgãos autárquicos nas freguesias, ao ar livre, cara a cara com os eleitores. Hoje, sexta-feira, às 18h30, no Laranjeiro, na Rua Dr. António Elvas, junto à Farmácia Moderna, tendo como convidado Pedro Marques, Secretário de Estado e membro da Comissão Política Nacional do PS. Amanhã, sábado, às 11 horas, em Cacilhas, na Rua Comandante António Feio (junto à estátua do burro), tendo como convidada Manuela de Melo, Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS e ex-administradora da Porto Capital Europeia da Cultura. Amanhã, sábado, às 18h30, na Cova da Piedade, no Largo 5 de Outubro (o jardim da Cova da Piedade), tendo como convidado José Magalhães, Secretário de Estado e membro da Comissão nacional do PS:

23.7.09

O Governo deu um passo importante no projecto do Arco Ribeirinho Sul

O projecto do Arco Ribeirinho Sul é uma oportunidade numa geração para a reconversão das grandes zonas industriais desactivadas da cidade do Sul do Tejo. É também uma oportunidade para integrar melhor essa cidade, aproximando Almada, Barreiro e Seixal numa visão estratégica comum, que lhes permita beneficiar melhor dos efeitos positivos da terceira travessia do Tejo (a ponto rodoferroviária Chelas-Barreiro) e do novo aeroporto de Lisboa. Hoje o governo deu um passo decisivo para transformar esse projecto em realidade, aprovando o Plano estratégico e a constituição da Arco Ribeirinho Sul, S. A., sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, com um capital social de 5000000 de euros.

A CMA é responsável por não haver uma Loja do Cidadão no centro da cidade

Os anos passam e a rede nacional de Lojas do Cidadão vai-se alargando, sem que chegue a Almada. Já esteve prevista uma que acabou em Odivelas. Ontem, o município do Seixal e o Governo deram um passo fundamental para a criação de mais uma. A total incapacidade negocial da Câmara Municipal de Almada está a prejudicar os Almadenses e é a grande responsável por continuar a faltar uma loja do cidadão no centro da cidade. Desta vez nem sequer é possível jogar com a habitual desculpa partidária, já que o município do Seixal é tão gerido pela CDU quanto o de Almada.

22.7.09

O MST deve ser integrado num sistema de passes que deve ser revisto

O Parlamento apreciou hoje uma petição para a integração do Metro do Sul do Tejo no passe social. A petição parte de um problema sério e que carece de resposta urgente, dado que é incompreensível e injusto que os utentes dos transportes públicos, para fazer o mesmo percurso, tenham que pagar de modo diferente consoante o modo de transporte que utilizam. A resolução deste problema obriga-nos a ter em conta como se gerou. Os utentes de Almada estão a ser vítimas da crise do velho sistema de passe social e do abandono a que foi votado a certa altura. O passe resulta de um acordo voluntário entre operadores de transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa, que chegou a ser denunciado pelos operadores e que desde 2005 apenas se manteve pelo esforço do actual Governo em, apesar da grave crise orçamental, negociar a sua manutenção. Neste quadro não foi possível garantir a entrada de novos operadores no sistema, quando surgiu o Metro do Sul do Tejo, daí nascendo a injusta situação actual. No entanto, felizmente, na legislatura que agora termina, foram lançadas as bases para que esta injustiça desapareça. Em 2007 foi, finalmente, realizado um novo estudo de mobilidade na Àrea Metropolitana de Lisboa, para substituir o de 1989, tendo-se uma nova base para a repartiçãO de receitas do passe entre operadores. Muito recentemente, entrou em funcionamento a Autoridade Metropolitana de Transportes, participada paritariamente pela administração central e a adminsitração local, que deve ter na revisão do sistema de tarifário de transportes públicos na AML uma das suas primeiras prioridades de acção. Na nossa visão, o próprio sistema do passe social deve agora ser revisto, substituindo-se o sistema de coroas, que gera distorções de preço para os utilizadores, por um novo sistema, com preço adequado para o utilizador e favorável à mobilidade sustentável, que beneficie da generalização da inovação tecnológica da bilhética sem contacto e que meça agora as tarifas em termos de tempo efectivo de utilização (por exemplo, cada passe corresponder a um determinado número de horas em transporte público). Por isso entendemos que a justa preocupação dos cidadãos deve ser atendida, sem demoras, no contexto da revisão urgente de todo o sistema de passe social. Isso mesmo foi defendido pelo PS na Assembleia Municipal de Almada e, inexplicavelmente para nós, reprovado pela CDU.

21.7.09

Numa terra pensada, o comércio local não morre

O conflito que opõe os comerciantes do centro de Almada à actual gestão da Câmara Municipal é o resultado de uma série de omissões e erros do município, que lesaram o comércio local. A chegada das grandes superfícies e em particular do Forum Almada deveria ter sido acompanhada de medidas de compensação, favoráveis ao centro da cidade a ele atraíndo mais pessoas e nele tornando a mobilidade mais fácil. Por outro lado, dado que o município recebeu vultuosas contrapartidas dessa infraestrutura, parte delas deveria ter sido encaminhada para ajudar o pequeno comércio a enfrentar a nova pressão competitiva, nomeadamente sob a forma de apoios ao investimento à sua modernização. Nada disso aconteceu. Pelo contrário, essa pressão competitiva foi acompanhada do agravamento das condições de acessibilidade ao centro do concelho. O arrastamento, por motivos fúteis, das obras do Metro do Sul do Tejo e a incapacidade de as gerir de modo faseado fizeram com que os anos passassem e se perdesse genericamente o hábito de deslocação ao centro para fins comerciais. A descoordenação entre serviços municipais fez com que ainda estejam a ser agora construídos parques de estacionamento que deveriam ter entrado em funcionamento com o início do Metro. Até as soluções encontradas para o desenho das vias, a ausência de escapatórias para os autocarros ou as verdadeiras "gincanas" que acompanham as passadeiras paecem ter sido desenhadas para tornar difícil e incómodo chegar ao centro. A tudo isto juntou-se um Plano de Mobilidade que os seus próprios autores consideraram que exigiria grande acompanhamento para ser executado e que teria grande complexidade, Plano esse que se revelou um desastre quando aplicado. Agora há que fazer tudo o que poderia ter sido feito em tempo e corrigir o que for possível. O Município tem o dever de constituir um fundo de apoio à modernização comercial, para ajudar os comerciantes que desejem investir na modernização das suas lojas, a construção do estacionamento tem que ser acelerada, o Plano de Mobilidade tem que ser revogado. Em particular, a zona chamada pedonal, onde até passam autocarros, que excentricamente corta ao meio o principal eixo de avenidas da cidade e torna o trânsito caótico tem que ser revogada como, justamente, os comerciantes reclamam . Faz sentido que se criem zonas realmente pedonais, mas nas vias laterais e que se deixe bater o coração da cidade nas suas grandes avenidas. Faz sentido que se limite a velocidade do trânsito,mas não que se desvie das avenidas mais largas para as ruas mais estreitas, algumas delas centenárias. A actual gestão municipal não consegue perceber essa necessidade. Por isso teima em reprovar o fndo de apoio ao investimento e por isso resiste a rever o esquema de circulação do trânsito no concelho. Essa incapacidade do actual poder camarário de dar valor aos problemas que afectam os munícipes, escravizado que está por uma visão autocrática da cidade está entre os factores mais importantes que levaram a que me candidatasse e a que esteja a tentar derrotá-lo.

14.7.09

Bases para o contrato com os cidadãos de Almada: participe na discussão

Foram apresentadas no domingo e desde então que pode encontrar online as bases do contrato com os cidadãos de Almada que o PS propõe. esta iniciativa resulta das conclusões dos 55 encontros do forum Espaço Almada 2009 e é um novo começo. Para esta nova etapa contamos com a Comissão de Cidadãos, que agora vai elaborar connosco esse contrato e depois fiscalizar a sua execução. Mas contamos também com os contributos de todas as cidadãs e de todos os cidadãos que queiram associar-se à iniciativa, comentá-la ou debater as ideias que nela são apresentadas. Como já é evidente, o nosso processo participativo é aberto e constrói-se realmente em diálogo com os cidadãos, não resulta de conclusões pré-cozinhadas. Assim será também a nossa gestão municipal. A sua opinião, para nós, conta mesmo. Vai ver que também pode ajudar a a fazer o futuro de Almada, 35 anos depois.

6.7.09

Um conselho aos vândalos (actualizado)

O vandalismo é lamentável, sejam quais forem as suas vítimas e as circunstâncias em que ocorrem. Em Almada há vândalos que têm alvos focalizados. Eu próprio dei aqui conta de um desses casos. O blogue Em Almada dá relevo a outros, envolvendo lojas que optaram por protestar contra as dificuldades que enfrentam. Ermelinda Toscano, autarca do Bloco de Esquerda, a quem agradeço o gesto, cujo valor é reforçado por nem sequer ser suspeita de ser parcial a favor do PS, registou as vagas que têm atingido os cartazes da minha campanha. O mesmo fizeram o blogue liberdade para Almada e o PS em Almada, a quem igualmente agradeço. Sobre tudo isto, gostaria apenas de deixar um conselho aos vândalos: parem, porque estão a prejudicar quem julgam proteger.

Sinalização de trânsito em Almada e stand-up comedy

A foto é de Gustavo Vieira e vem publicada no blogue do artista acompanhada do seguinte comentário: Não percebo esta sinalização em Almada. Afinal, é para parar... ou para seguir... com precaução... obrigatoriamente à direita... mas está vermelho... e ao mesmo tempo... intermitente... por isso avanço... ou não... É melhor ir a pé. Comentários adicionais para quê?

4.7.09

Fragmentos de uma conversa com jornalistas de Almada

Esta semana organizámos uma conversa ao almoço com jornalistas. Não era uma entrevista, mas tudo o que eu dissesse era citável. Os fragmentos dessa conversa com os jornalistas que consegui respigar na net aqui ficam:

  1. Prioridade de Paulo Pedroso é revogar plano de mobilidade, Lusa, via Expresso online.
  2. Almada tem que ser uma cidade construida "do rio ao mar", Rostos.
  3. Candidato socialista a Almada quer nova imagem para o concelho, Setúbal na rede.

30.6.09

Em Almada, o PS defende a criação de um novo passe que integre todos os operadores de transportes

O PS apresentou ontem na Assembleia Municipal uma moção em que propunha as seguintes prioridades para a intervenção da Câmara Municipal no âmbito da Autoridade Metropolitana de Transportes: 1. Revisão do sistema tarifário de transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa, criando condições para a criação de um passe que integre os vários operadores de transportes, tendo em atenção uma política de preços que favoreça os utilizadores de transporte público e uma política de mobilidade sustentável. 2. Acompanhamento da execução do Plano de Deslocações Urbanas e do Programa Operacional de Transportes, os quais deverão reflectir, designadamente, (i) a extensão do Metro Sul do Tejo a zonas do Concelho de Almada que não se encontram hoje servidas, bem como a sua ligação a todo o Arco Ribeirinho Sul; (ii) a reestruturação do sistema de carreiras de transporte colectivo rodoviário, que permita que as zonas do Concelho que não são servidas por transporte público o possa passar a ser; (iii) o reforço do transporte fluvial entre as duas margens do Tejo, e sua extensão a todo o Arco Ribeirinho Sul, no quadro do projecto de requalificação promovido pelo Governo. A moção pode ser lida na íntegra aqui. O PCP o que fez? Votou contra. Ficamos a aguardar para saber quais são as suas prioridades. As que defendemos estão claramente expressas desde já.

22.6.09

Há alguém de esquerda que não se indigne com esta concepção de política de habitação?

Já sabia que a Câmara Municipal de Almada não tinha política social de habitação, apenas se limitava a realojar pessoas e que isso não diminuia factores graves de tensão social. Agora, por esta notícia, fico a saber que tem uma política de realojamento irresponsáel e que corre o risco de agravar tais factores. Obriga pessoas que não se conhecem a serem realojadas no mesmo apartamento e força-as a partilharem cozinhas e casas de banho. Nestas circunstâncias, como poderiam não surgir conflitos graves entre as pessoas? Como é possível que num país democrático e europeu uma câmara municipal realoje na mesma habitação pessoas que não se conhecem umas às outras e as force a partilhar um apartamento? Como é possível que a política de realojamento gere situações em que 3 famílias sejam forçadas a partilhar a mesma cozinha? A resposta da fonte do município, citada na notícia, é irresponsavelmente falaciosa. Diz a fonte que "na sequência da demolição da matas de Santo António, em que foram realojados os indivíduos inscritos no Plano Especial de Realojamento (PER), a autarquia, não querendo deixar ninguém na rua, alojou também alguns indivíduos que não estavam inscritos no Plano". Importa-se de repetir? Então, para a CMA realojar é forçar famílias a partilharem casas? E ainda tem o desplante de embrulhar acto tão indigno em retórica de preocupação social? Compreende-se que a fonte tenha permanecido não identificada. Deve ter tido vergonha do disparate que dizia. Não sei quantas mais famílias no município terão sido forçadas a esta violação do direito fundamental à habitação, ainda por cima disfarçada de concessão desse mesmo direito. Compreendo que não queiram que se conheça a situação, de tal modo ela é humilhante. Mas garanto-lhes que todos estes casos serão revistos e eliminados, se os almadenses me confiarem a responsabilidade pela Câmara Municipal. E espero que os almadenses percebam quanto a política que irresponsavelmente gera estas situações,em vez de resolver problemas sociais, está a espalhar barris de pólvora em factores de risco. O caso retratado na notícia da Lusa que ontem vinha no JN simboliza, só por si, a falência total da política social municipal e desqualifica completamente a gestão da CDU do mínimo de sensibilidade social para poder autoclassificar-se de esquerda. Como se não bastasse a guetização, a CDU de Almada, junta-lhe a convivência forçada. Há alguém de esquerda que não se indigne com esta concepção de política municipal de habitação?

14.6.09

Entrevista ao RCP e ao CM: o PS deve ser o partido-âncora da Esquerda. Eu sou exclusivamente candidato a Almada.

O PS tem que reflectir sobre os resultados das eleições europeias. O eleitorado mostrou que é preciso ter atenção à esquerda, embora os partidos à esquerda do PS também não percebam o que quer o eleitorado que dá sinais de os procurar. Penso que o PS deve ser o partido-âncora da alternativa de esquerda para Portugal e não um partido equidistante entre a direita e a esquerda. Nas próximas eleições sou, exclusivamente, candidato a Almada. Em síntese, a minha entrevista ao Rádio Clube e ao Correio da Manhã. Quer ouvir? Em podcast, Aqui. Quer ler? Aqui.

13.6.09

Entrevista ao Rádio Clube Português e ao Correio da Manhã sobre a situação política pós-europeias. Sou candidato a Almada, nada mais

Domingo, às 12 horas o Rádio Clube Português difunde a entrevista na íntegra. O Correio da Manhã publica-a. Passou-se pela análise das eleições para o Parlamento Europeu e pela estratégia do PS para as legislativas e autárquicas. No que me diz respeito, deixei claro, como publicou em antecipação o RCP, que apenas serei candidato à Câmara Municipal de Almada. Se os eleitores de Almada assim quiserem, dedicarei os próximos oito anos plenamente ao município.

9.6.09

Resultado do PS em Almada: reconfortante, apesar de tudo

O resultado do PS em Almada não minimiza o sentimento de desaire, mas reconforta todos os que têm vindo a trabalhar para afirmar uma alternativa política local que vire o concelho para o futuro e o cosmopolitismo. Felizmente, são muitos e mobilizados e estão a desenvolver um notável trabalho de promoção do debate político e da participação cidadã, contra poderes instalados e formas esclerosadas de entender a política e de a fazer. Tendo o PS ganho Almada nas eleições europeias, quando perdeu no distrito de Setúbal e no país, a responsabilidade dos socialistas do concelho é ainda maior na preparação da alternativa municipal que entendemos necessária. Cada eleição é diferente de todas as outras. Mas cada sinal do eleitorado é uma mensagem que deve ser entendida.

8.6.09

Eu estou descontente com a política do município para o turismo de Almada

A maioria que governa a Câmara Municipal de Almada reagiu ao que eu disse sobre a necessidade de desenvolver o turismo em Almada, nos moldes do costume. Acham que fizeram tudo o que a Câmara pode fazer. Compreendo-os. Perderam a capacidade de imaginar coisas novas, estão contentes com a situação a que o município chegou. Esse auto-contentamento é um dos principais adversários do futuro do concelho. Insisto, h´razões para estarmos descontentes e, em especial no turismo, há muito trabalho por fazer da responsabilidade do município. Agora, também já sabemos que a CDU não o vê.

4.6.09

O município de Lisboa tem a sensibilidade de esquerda no apoio a desempregados que hoje falta a Almada

Quando o desemprego cresce e a economia tem maior dificuldade em gerar empregos é ainda mais importante criar condições para que pessoas vulneráveis ao desemprego de longa duração não caiam em situação de exclusão social. Os programas de apoio a experiências profissionais de transição cumprem, então, um papel fundamental. Em Portugal esse papel tem sido desempenhado pelas actividades ocupacionais e as empresas de inserção. O Governo reformulou recentemente as actividades ocupacionais, estimulando o surgimento de protocolos que permitam experiências de trabalho de inserção. As autarquias e as instituições de solidariedade que o desejem podem acolher desempregados proporcionando-lhes uma nova experiência profissional e melhorando os serviços sociais às populações. Esta experiência tem enormes potencialidades na prevenção e combate à exclusão, não apenas dos desempregados beneficiados como das comunidades em que prestam serviço. Da melhoria da limpeza do espaço público aos serviços a idosos, das funções auxiliares em escolas ao zelo pelos equipamentos dos bairros, da manutenção de edifícios às pequenas reparações, há muitas oportunidades de melhorar a qualidade de vida quer de desempregados quer das populações em geral. A Câmara Municipal de Lisboa. tal como muitas outras, percebeu bem o que está em jogo e admitiu ontem 159 desempregados de um total de mais de três centenas que vai acolher de seguida. A Câmara Municipal de Almada não percebeu nada do que está em jogo ou, o que é pior, não teve o mínimo de sensibilidade necessário para contribuir com o seu próprio esforço para dar uma nova oportunidade a desempregados melhorando os serviços à população. Se o município acolhesse duas a três centenas de desempregados em funções sociais tinha um grande impacto na diminuição do risco social de exclusão no concelho. Se estes desempenhassem funções em alguns bairros em risco de degradação melhorariam substantivamente o espaço público, se coadjuvassem na limpeza e no cuidado de várias zonas da cidade, diminuiriam seguramente o desmazelo que se vê em amplas zonas do concelho. Se colaborassem na calcetagem de passeios teriamos menos àreas esventradas e esquecidas de obras passadas e mal acabadas. Se prestassem serviço em escolas, centros de dias e lares de idosos, teriamos pessoas mais bem apoiadas. Todas estas oportunidades de inclusão social se estão a perder por desinteresse do município. Para que não se perca tudo, valha-nos que as instituições de solidariedade e em particular a Misericórdia de Almada tiveram a sensibilidade que falta à Câmara. Para mim, poder de esquerda que não cumpre mínimo de sensibilidade social não merece a designação. O desinteresse do município pela inserção de desempregados é mais um sintoma de que Almada gerida pelo PCP não é governada por uma sensibilidade de esquerda.

3.6.09

Já está na barra lateral o registo audio e vídeo da acção de campanha de 2 de Junho, com Vital Moreira, na Trafaria.

2.6.09

O Ginjal podia já não ser assim

Com esta fotografia, Luis Milheiro, do Casario do Ginjal, assinalou o que fica e o que passa nos três anos de vida que o blogue leva. Já vou atrasado para lhe dar os parabéns, mas não para me associar ao lamento pelo Ginjal, que continua lá como o diamante por lapidar.