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9.9.10

Fidel voltou a dar entrevistas a torto e a direito

Ana Margaria Craveiro acha surpreendente que, na mais recente entrevista de Fidel Castro, este tenha zurzido o antisemitismo de Ahmadinejad. Mas verdadeiramente surpreendente é ele voltar a dar entrevistas a torto e a direito.
Algo se passa em Cuba e não é por Fidel dizer o óbvio sobre o Holocausto ou "arrepender-se" agora das perseguições aos homossexuais que há qualquer coisa de novo. A metamorfose é uma velha capacidade do homem que talvez nunca tenha sido comunista e até queira hoje dizer que achou desagradável ter sido ditador. Mas o seu regime foi ambas as coisas, comunista e ditadura.
Yoani Sanchez já se tinha apercebido disto no início de Agosto. O activismo recente de Fidel é perigoso. Dizia ela: Fidel watchers now see him as unpredictable, and many fear that the worst may happen if it occurs to him to rail against the reformers in front of the television cameras.
Sanchez conclui que Fidel não regressará nunca. Oxalá tenha razão, mas quando os velhos ditadores não se conseguem calar e não conseguem passar o poder, lançam frequentemente confusão.
Não sei o que se passará com Fidel, mas pode bem ser que ainda seja tentado a voltar a ser protagonista da história de Cuba. Nesse caso, como na velha frase de Marx, a sua participação ocorreria uma primeira vez como tragédia e uma segunda como farsa. Para mal dos cubanos.

29.3.10

Ojala, Silvio, "tu viejo gobierno de difuntos y flores"...

A carta a Garcia traz uma boa notícia para começar a semana. O sobressalto cívico em relação à evolução da ditadura cubana contará agora com gente como Pablo Milanés e Silvio Rodriguez. Oxalá o Osvaldo, mais treinado nessas coisas, esteja a ler melhor que eu as palavras de ambos, já que eu vejo aqui e aqui mais o desejo de evolução na continuidade, combatendo os excessos indefensáveis mesmo de dentro da ditadura que já foi uma revolução, do que qualquer reconhecimento da necessidade de verdadeira mudança. Oxalá ele tenha razão e a nueva trova seja capaz de saber qual é agora o "viejo gobierno de difuntos y flores" de que fala a canção.

25.2.10

Lula e o castrismo: realpolitik a quanto obrigas

Não acredito que nos dias de hoje Lula morra de amores pela ditadura castrista, mas quer ele quer os Castros sabem que o Brasil não pode ser potência regional, pelo menos enquanto durar o bloqueio, sem dar sinais de estar com Cubs contra os ianques. No contexto extremamente embaraçoso de visitar a ilha a seguir à morte de um preso político em greve de fome, Lula, político habilidoso, bem passou para o lado de cá da objectiva, mas o Wall Street Journal não deixou de ver a foto por causa disso.

24.2.10

RIP Orlando Zapata



(via Ana Matos Pires) Como aconteceu com outras ditaduras, os movimentos de mães estão entre as vozes mais difíceis de calar em Cuba. Orlando Zapata era um prisioneiro de consciência adoptado pela Amnistia Internacional. Foi condenado a mais de três décadas de prisão por perturbação da ordem pública, a propósito de ter organizado manifestações de solidariedade com presos políticos cubanos.
Morreu na sequência de uma greve de fome. Saiba mais sobre esta nova vítima da ditadura cubana.