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12.3.12

CDU/Almada, sozinha contra todos os outros partidos, recusa apoio aos comerciantes de Cacilhas, divulgação dos resultados de mais de 5 anos de planeamento na costa da Trafaria e pluralismo nas publicações autárquicas.

Na última Assembleia Municipal, o PS defendeu a criação de um mecanismo de compensação para o comércio local de Cacilhas, decorrente do atraso das obras na Rua Cândido dos Reis em Cacilhas; pediu informação da Câmara Municipal sobre o progresso dos trabalhos de planeamento referentes à costa da Trafaria que duram desde 2006 e exigiu o pluralismo informativo nos orgãos de comunicação autárquicos. As três tomadas de posição foram votadas favoravelmente por PS, PSD, Bloco de Esquerda e CDS-PP, ou seja, todos os outros partidos excepto a CDU. O isolamento da CDU levou a que o Presidente da Assembleia Municipal tivesse que usar o voto de qualidade, ao lado da CDU, para impedir a aprovação dos textos. Veja por si o que a CDU recusa, no newsletter dos autarcas socialistas:
informACÇÂO março 2012

26.1.12

A manipulação não resolve problemas: como a CDU/Almada tentou evitar que os cidadãos soubessem de um atraso sério numa obra vital para Cacilhas


No fantástico mundo do Boletim Municipal da CDU Câmara Municipal de Almada a obra da pedonalização da Rua Cândido dos Reis esteve sempre a correr às mil maravilhas. Mesmo sabendo que o prazo normal para a execução das obras implicava que elas estivessem prontas em Dezembro de 2011 e que uma primeira prorrogação de prazo fora já concedida em Setembro de 2011, o boletim de Outubro ainda proclamava que a  "obra está a decorrer com toda a normalidade" antes de guardar silêncio sobre a incapacidade de o empreiteiro a concluir nas condições fixadas.
Ao silêncio no Boletim, a CDU tencionou juntar uma aprovação à porta fechada para que os exageros da sua máquina de propaganda pudessem passar despercebidos. Mas o PS deixou claro que compreendia o problema mas não alinhava nessa tentativa de o esconder debaixo dos tapetes de uma reunião à porta fechada.
Sabemos agora que na reunião a que o PS decidiu não comparecer, a CDU - apesar de estarem presentes 8 dos 11 vereadores, incluindo o PSD e o BE - percebeu que há limites para o autismo do poder e depois de não ouvir a oposição se viu forçada a recuar.
Assim, ontem e à porta aberta, o problema foi discutido com a presença dos interessados e a decisão necessária foi tomada. Mas o atraso que o Boletim Municipal escondeu, já ninguém o evita, nem os prejuízos que isso provoca, em particular à restauração local.

PS. Para evitar as caneladas do costume ou para que quem as quiser dar saiba que são esperadas: por razões profissionais, não pude estivar na reunião extraordinária, mas lá estiveram os Vereadores do PS, que os socialistas na Câmara de Almada não vivem de nenhum solista mas de um trabalho colectivo a sério, com uma intensidade que outros proclamam mas se vê a olho nú que deixaram de ter há muito tempo. 

29.8.10

Parabéns pela coragem de falar por si, Ermelinda.

"Em Almada, a subserviência do Bloco de Esquerda à CDU revolta-me e indigna-me. Por uma questão de honra e dignidade pessoal, não posso pactuar com este defraudar das expectativas que criámos nos nossos eleitores". 
Esta frase vem na carta dirigida aos eleitores por Ermelinda Toscano, que foi eleita pelo BE para a Assembleia Municipal de Almada e para a Assembleia de Freguesia de Cacilhas e reflecte o estado de espírito de quem acreditava que votar no BE era votar contra o domínio asfixiante da CDU sobre o concelho.
A divisão entre os que queriam a afirmação de independência e autonomia do BE e os que o usam para prolongar e dar conforto ao marasmo do poder da CDU já era evidente há bastante tempo. Eu próprio já tinha perguntado quantos Blocos de Esquerda há em Almada e tinha denunciado que o Bloco devolveu à CDU através da sua vereadora o que os eleitores lhe tiraram, a maioria absoluta.
Também se percebia que havia eleitos do BE embaraçados com o servilismo ao PCP de alguns dos seus camaradas. Mas não se sabia o desfecho. Agora soube-se. Vamos ter mais três anos de BE atento e venerando à grande irmã CDU.
Mas não se perde tudo. Acredito que as vozes independentes da CDU hão-de fazer ouvir-se nos seus partidos, incluindo dentro do BE. Os que acreditam na construção de uma plataforma de mudança no concelho, vindos de vários partidos, sabem também que Ermelinda Toscano, liberta do espartilho da facção filoCDU do BE local, vai ser uma voz ainda mais importante do que ja é na denúncia dos desmandos do círculo do poder de Maria Emília de Sousa. Os textos mais recentes no blogue Infinitos são indicadores inequívocos de que assim será.  Parabéns pela coragem de falar por si, Ermelinda.

(Publicado também no blogue Por Almada)

1.7.10

PS quer que a Assembleia Municipal debata o futuro da política de estacionamento e circulação em Almada

"O Partido Socialista irá apresentar um requerimento para a marcação de uma Assembleia Municipal extraordinária para um debate profundo sobre o modelo de gestão e funcionamento da Empresa Pública Municipal ECALMA. Vamos pois debater aqui se queremos ou não que haja uma empresa de gestão de estacionamento e circulação em Almada, e em que é que ela deve ser diferente da ECALMA que a CDU tão mal ergueu.", disse, em declaração política na AM, a 29 de Junho, Ana Margarida Lourenço em nome do PS.
Esse debate é urgente, porque há quem defenda a ECALMA tal qual existe sem qualquer abertura à crítica, como a CDU, quem critique, mas baixinho, como o BE e até quem defenda a extinção da empresa mas vote a favor da extensão das suas responsabilidades na àrea do estacionamento, como o PSD.
O PS acha que a empresa tem que ser fortemente reformulada para cumprir as suas atribuições e quer que essa reformulação seja discutida nos lugares próprios. Assim ficará claro quem é coerente no que defende para a política de circulação e estacionamento no concelho. Vamos, pois, ao debate.
Se quiser ler a declaração de Margarida Lourenço na íntegra, ela está disponível aqui.

27.6.10

Lembram-se da verdade a que temos direito?

"A verdade a que temos direito" era o mote do defunto O Diário, que dava a visão PCP do mundo não como um olhar mas como o olhar.
A muitos títulos o Boletim Municipal é, em Almada, um sucedâneo de péssima qualidade da dificuldade do PCP em lidar com o pluralismo. Para o Boletim, existe o mundo do PCP e é só. O resto, mesmo que exista, não devia existir, portanto apaga-se.
Ermelinda Toscano pôs o dedo na ferida a propósito de uma das "notícias" do último boletim. Escreveu ela que nele se transcreve, a propósito da novela da Loja do Cidadão, parte da Moção da CDU (aprovada apenas por maioria) como se essa fosse a única posição da Assembleia Municipal... quando houve uma outra moção, apresentada pelo Bloco de Esquerda, que colheu a unanimidade de todos os presentes.
Este "pequeno" erro de perspectiva poderia ser exemplificado de outro modo. A propósito, deixo aqui um exercício aos que se queiram dedicar à Kreminologia do Boletim. Depois de o verem de fio a pavio (nem precisam de ler), quantas fotografias encontram de:

a) membros da Assembleia Municipal do CDS, do BE, do PSD, do PS e da CDU?
b) vereadores do BE, do PSD, do PS e da CDU?

Garanto que o exercício terá um resultado absolutamente ilustrativo do pluralismo do Boletim e tem guardada uma surpresa para os que queiram perceber sem margem para dúvidas quem é que os autores do Boletim julgam ser os seus patrões.
Alguém quer fazer apostas sobre o resultado deste pequeno exercício de iconografia kremnilológica?

(Publicado também em Por Almada)