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7.9.09
Saúdo a nova estratégia policial nos bairros sociais
O comando distrital de Setúbal da PSP anunciou uma nova estratégia de policiamento nos bairros sociais tidos como problemáticos. Vão agir "com maior proximidade, com elementos de ligação a trabalhar permanentemente em parceria com as entidades que já estão no terreno e com outras que se queiram juntar" e vão "trabalhar para que as pessoas que querem apenas governar a sua vida de uma forma normal, sem que os seus filhos estejam diariamente expostos a situações de tráfico de droga, tráfico de armas, não fiquem reféns de meia dúzia de criminosos, que utilizam aquele território para a sua actividade criminal", segundo declarou o comandante distrital da PSP à Lusa e leio no Público online.
Saúdo a nova estratégia, que acredito que produzirá melhores resultados do que a anterior, como referi na altura da violência no bairro da Bela Vista e que, como tenho vindo a defender, deve ser articulada com uma nova política social de habitação. Enquanto houver os bairros gigantes de habitação social que se produziram nas últimas décadas o problema não terá solução definitiva, mas podemos começar a mitigá-lo, parando de construir, desenvolvendo políticas sociais efectivas e métodos de policiamento adequados.
18.8.09
E se for necessário pensar alternativas para os contentores de Alcântara? A Arquitecta Ana Miguens pensa à escala correcta para a Margem Sul e a AML
A Arquitecta Ana Miguéns olha com a escala adequada e numa perspectiva de futuro para o problema eventual da necessidade de encontrar alternativas para a localização de um terminal de contentores:
Afinal, não passa tudo de um problema de escala!
Dos argumentos de Fonseca Ferreira,o terminal na Trafaria justificar-se-ia pelo aumento do tráfego anual de contentores, acima dos 600 mil, no terminal de Alcântara.No meio disto tudo, na mesma visão estratégica para a Grande Área Metropolitana de Lisboa, onde se inclui obviamente a Península de Setúbal, onde ficam os portos de Setúbal e Sines?? Fonseca Ferreira fala em "acautelar o futuro numa visão de desenvolvimento próprio da Península de Setúbal" e nas "oportunidades de desenvolvimento económico e social que, projectos como o novo aeroporto de Alcochete e a plataforma logística do Poceirão, podem justificar um terminal portuário para reforço da autonomia e desenvolvimento" da própria península, esquecendo que a Península está mais que equipada e subaproveitada, refira-se (!), não precisando de extensões à Trafaria. Um território sem escala e sem acessibilidades, para dar uma resposta verdadeiramente competitiva a este nível! Para além de comprometer sériamente a qualidade de vida dos trafarienses! Talvez FF ainda não tenha percebido, que a Grande Área Metropolitana de Lisboa só faz sentido, à escala mundial, quando engloba todo o seu território! E portanto a extensão do terminal de Alcântara, deve ser encarada a esta escala, também! Sendo Setúbal e Sines, as soluções expectantes, imediatas e naturais, diria mesmo!!!
PS. Para quem não saiba, fica aqui a informação de que a Arquitecta Ana Miguens lidera a candidatura do PS à Cova da Piedade.
17.8.09
Contentores na Trafaria? É uma visão passadista do papel da margem sul na AML, reafirmo.
Por muito que António Fonseca Ferreira se irrite com as minhas opiniões, continuarei a defender que a Trafaria não é o local próprio para instalar um terminal de contentores.
Se voltar a ser incorrecto comigo no plano pessoal, garanto-lhe que, tal como agora, não responderei na mesma moeda, porque discuto e qualifico ideias e não pessoas. A desqualificação pessoal de quem tem ideias diferentes das minhas não faz parte da minha maneira de agir e surpreende-me que faça parte da dele.
Se ele considera que a alternativa de futuro passa por, em caso de necessidade de expansão do terminal de contentores, o levar para a Trafaria, está no seu direito. Não será a primeira vez que tem uma ideia sobre o desenvolvimento da Área Metropolitana que não partilho e não será, provavelmente, a última. Estudarei sempre os seus argumentos e darei às suas posições os nomes que acho que elas têm. E sempre que ele defender uma visão passadista do futuro da margem sul e de Almada em particular, pode ter a certeza que continuarei a dizê-lo preto no branco, irrite-se e seja deselegante ou não, que esse tipo de reacção não muda nada.
30.7.09
Os estalinistas não mudam de atitude
Joaquim Judas escreve o panegírico de si próprio a propósito do Hospital do Seixal, talvez porque ninguém esteja disponível para o fazer por ele. Mas como a realidade não encaixa no seu quadro mental distorce-a. Atribui-me uma atiude de oposição ao Hospital do Seixal, aliás repetindo o que o PCP já tinha escrito em comunicado. Fico contente que me tome como adversário e ainda mais que tenha que me atribuir o que eu não disse para o conseguir. Desafio-o a encontrar uma frase dita por mim - as que o PCP me atribui não contam - em que eu não tenha apoiado que o Hospital do Seixal disponha de uma urgência básica. Pelo contrário, é o que sempre defendi, ao contrário do PCP. Eu sei que os estalinistas não mudam de atitude, nem de adversários. Sempre foi assim, em vez da direita foi na esquerda democrática que sempre escolheram os seus alvos, quando não entre as suas próprias fileiras. Quanto ao que disse e escrevi sobre o Hospital do Seixal é claro e pode ser consultado, não há reescrita da história que o elimine. Sobre as urgências escrevi isto:
O que neste momento está previsto é que tal hospital seja dotado de um serviço de urgência básica. Ora, essa urgência é precisamente o que está congestionado nas àreas que o novo hospital vai servir e, na minha opinião, uma das razões que justificam a sua necessidade.
Já quanto à coerência dos textos de Judas, recomendo que se compare este, em que julga absolutamente necessário que o novo hospital tenha "camas de agudos" e me acusa de "baralhada" por defender apenas a necessidade de novas camas de cuidados continuados, com o de agora, em que considera vitória sua a existência de camas para "cuidados de convalescença e cuidados paliativos", ou seja, exactamente o que antes achava condenável.Há quem não perca o hábito de duplipensar.
23.7.09
O Governo deu um passo importante no projecto do Arco Ribeirinho Sul
O projecto do Arco Ribeirinho Sul é uma oportunidade numa geração para a reconversão das grandes zonas industriais desactivadas da cidade do Sul do Tejo. É também uma oportunidade para integrar melhor essa cidade, aproximando Almada, Barreiro e Seixal numa visão estratégica comum, que lhes permita beneficiar melhor dos efeitos positivos da terceira travessia do Tejo (a ponto rodoferroviária Chelas-Barreiro) e do novo aeroporto de Lisboa.
Hoje o governo deu um passo decisivo para transformar esse projecto em realidade, aprovando o Plano estratégico e a constituição da Arco Ribeirinho Sul, S. A., sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, com um capital social de 5000000 de euros.
26.5.09
Em que unidade se mede um hospital? A propósito do Hospital do Seixal
Há quem confunda a melhoria das respostas às populações com a construção de edifícios e grandes obras. Tento que não seja o meu caso, mas vejo os exemplos multiplicarem-se à minha volta.
Esta tarde, na Comissão de Saúde, discutiu-se um projecto de resolução do PCP que queria recomendar ao governo "que o novo Hospital do Seixal seja dotado de camas de internamento e de um serviço de atendimento para situações de urgência que corresponda a uma adequada assistência hospitalar, que satisfaça as necessidades das populações."
À vista desarmada parece fácil concordar com a frase. Mas ela diz muito sobre o que a política pode ter de equívoco. Senão vejamos:
1. O PCP, pedindo "camas de internamento", explora a angústias das pessoas e a identificação que fazem entre tratamento de qualidade e número de camas. Mas há situações clínicas cada vez mais complexas e haverá ainda mais no futuro que se resolvem com cirurgia de ambulatório e os chamados "centros de alta resolução" responderão a cada vez mais segmentos das necessidades de saúde. Se um hospital sem camas pode contrariar o senso comum, não é menos verdade que pode, em articulação com um hospital de referência (no caso o Garcia de Orta), permitir cuidados diferenciados e de alta qualidade, sem duplicações nem sobreposições e utilizando racionalmente os recursos.
Ou seja, o hospital previsto para o Seixal, desdobrará o Garcia de Orta e terá cirurgia em ambulatório, telemedicina, meios complementares de diagnóstico e terapêutica modernos e consultas externas diferenciadas. Funcionará em rede com o Garcia de Orta e os Centros de Saúde e terá, ainda, camas de retaguarda para doentes em convalescença.
Assim sendo, qual é a questão? As camas do Garcia de Orta serão libertadas de ocupação que hoje têm, dada a expansão dos cuidados em ambulatório e mais cuidados de saúde serão prestados mais próximos dos cidadãos, sem que se construa tanto betão nem subam tanto os custos de funcionamento.
É certo que não haverá camas de internamento no Seixal, mas não é menos necessário recordar que o objectivo que pretendemos não é ter camas ao pé da porta, mas cuidados de saúde de qualidade próximos e eficientes no quadro do uso racional dos recursos.
2. Lendo a proposta do PCP fica-se com a ideia de que o que se antecipa é um hospital sem qualquer atendimento de urgência. Mas não é verdade. O que neste momento está previsto é que tal hospital seja dotado de um serviço de urgência básica. Ora, essa urgência é precisamente o que está congestionado nas àreas que o novo hospital vai servir e, na minha opinião, uma das razões que justificam a sua necessidade.
O PCP argumentará que ainda não foi formalmente escrito que assim será. Mas há hoje o compromisso público que será assim. Mais, se porventura tal questão se voltasse a colocar, toda a minha posição teria que ser revista, porquanto penso que o descongestionamento das urgências é uma prioridade essencial da melhoria dos cuidados de saúde em Almada, no Seixal e em Sesimbra.
Neste ponto, aliás, creio que os Presidentes de Câmara de Almada, Seixal e Sesimbra devem estar unidos na exigência ao Governo de que se reequacione as carências decorrentes do fecho dos SAP e tome iniciativas para o período que medeia até à construção do novo hospital, que podem bem passar por abrir pelo menos uma nova unidade para garantir a adequada assistência das populações.
Ou seja, acho o novo Hospital do Seixal, com o perfil que se anuncia, particularmente bem-vindo e um passo na melhoria dos serviços às populações metropolitanas do Sul do Tejo que deve ser apoiada e complementada com medidas imediatas. Não junto a minha voz aos que desvalorizam e atacam esta solução, antes vendo nela potencialidades elevadas para a melhoria da rede de cuidados e a colocação dos nossos concelhos no futuro, também na àrea dos cuidados de saúde. A mim, o que me preocupa é se o projecto continua a atrasar-se. Os hospitais devem medir-se em tipo de cuidados que prestam e adequação às necessidades e não em número de camas e toneladas de betão.
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