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14.7.11

Lei orgânica do governo: a tutela em rede e os perímetros indefinidos

A leitura da lei orgânica do Governo diz bem das dificuldades em clarificar funções e atribuir responsabilidades. Abundam as tutelas conjuntas, as tutelas "articuladas". A redução de ministros resultou menos em superministros que em ministros enredados nas intertutelas. E também tem o seu quê de curioso o perímetro de acção do Ministro dos Assuntos Parlamentares, que passa a incluir as autarquias.
Quando os serviços da PCM (ou será agora do PM?) fizerem o organigrama do governo vão ter uma certa dor de cabeça, dadas as àreas sobrepostas e indefinidas nos perímetros dos ministérios. O caso mais engraçado é o da tutela conjunta de dois ministérios em articulação com um terceiro.

3.7.11

Sem ironias ou segundas intenções. Um cumprimento a Mota Soares.

O novo Ministro da Segurança Social. Pedro Mota Soares, decidiu extinguir o lugar de director-adjunto distrital de segurança social. Cumprimento-o sinceramente pela decisão. Eram lugares desnecessários e mantidos, no mínimo, com alguma artificialidade. Isto sim, é simbólico da vontade de cortar despesa com critério.

11.3.10

Funcionários da cooperação britânica em missão têm residência oficial na blogosfera

O Rui descobriu que os funcionários de Sua Magestade em serviço overseas blogam e têm alojamento oficial na página do departamento de cooperação internacional. Enfim, uma boa prática e uma interessante experiência de administração aberta que nos dá a possibilidade de ver países muito diversos pelas lentes deste cidadãos britânicos. Coisas que não custam nada a fazer para quem queira e saiba pensar nelas.

6.3.10

Um inequívoco sinal de fraqueza dos sindicatos da administração pública.

A recusa liminar por parte de todos os sindicatos da função pública de uma proposta de monitorização conjunta dos indicadores de adesão às greves é um inequívoco sinal de fraqueza
O campeonato dos números de grevistas é ridículo e descredibilizador de ambas as partes. Quando, na mesma greve, uma parte diz que as adesões estão abaixo dos 20% e a outra as coloca  acima dos 80%, não há discrepâncias metodológicas que expliquem a diferença. Uma das partes, por ter sido enganada ou por querer enganar, não está a falar verdade.
O Governo deu um sinal correcto de ter vontade de haver transparência nos índices de adesão às greves o que lhe confere o direito à presunção de que procura divulgar os factos com verdade. Já os sindicatos, deixaram-se colocar numa posição que nos dá a legítima suspeita de que tentam manipular os números.
Isso é bom para o sindicalismo? Acho que não. Já há demasiada gente convencida de que os sindicatos portugueses vivem de jogos de espelhos e reivindicam representatividades e fidelidades que efectivamente só têm parcialmente para que o desinteresse pela medição comum das greves possa ser entendido como coisa diferente do medo da verdade.

23.2.10

Ideia simplex 2010, com mais mérito que muitos números de focas


Ouvir as ideias de quem trabalha nas coisas é um instrumento de mudança poderoso, mas negligenciado. Por estranho que pareça ao senso comum, continua a ser pouco utilizado nas organizações em geral e na administração pública em particular. Daí que iniciativas discretas como o concurso Ideia simplex (veja o regulamento aqui) tenham mais méritos do que muitos números de focas que se publicitam amplamente. faço com gosto propaganda à iniciativa. Se é funcionário público, participe. Se não é, também pode aplaudir, se quiser.