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19.3.12

Porque não há uma intervenção militar na Síria?

Por enquanto não há mandato internacional para atacar a Síria e, claro, o precedente da interpretação extensiva do mandato concedido pela ONU na Líbia tornará mais difícil que o conselho de Segurança atinja um consenso. Como diz Vivienne Walt ,neste artigo da Time, Assad não está a repetir os mesmos erros de Kadaffi e procura segurar a amizade russa. Mas, tem também outra capacidade de dissuasão made in Russia, Armamento militar sofisticado, nomeadamente de defesa antiaérea que a Líbia não chegou a ter.
Um ataque à Síria não seria o passeio sobre o deserto líbio de há uns meses, mesmo sem contar com outras repercussões e ondas de choque regionais.

23.11.10

No dia da cimeira da NATO quantos conceitos estratégicos mudaram?

O Rui Herbon pergunta-se, com grande capacidade prospectiva, se a Rússia aceitará um papel periférico no sistema que estamos a construír. O que levanta a questão de saber para onde está a caminhar o centro e onde estará ele em 2050? No Oceano Índico, quem sabe?
Mas o que me parece mais importante salientar é que, ao que parece, em Lisboa não mudou um conceito estratégico, mudaram dois: o da NATO e o da Rússia. Mesmo se, a NATO e a Rússia têm já algum tempo, como bem recordou Alexandre Guerra, um relacionamento menos frio do que parece. Contudo, a Rússia quis vir a esta Cimeira dar muitos sinais e Obama quis aproveitá-los para consumo mundial e doméstico. Se somos parceiros cada vez mais próximos e pensamos em defender-nos em conjunto, que ameaças comuns temos e/ou imaginamos? Diria que o fundamentalismo islâmico é um perigo sério, mas de curto prazo e nunca uniu tão estreitamente a NATO e a Rússia como agora ambas parecem desejar, pelo que me parece necessário procurar noutros lugares e noutros sistemas de pensamento a razão desta parceria reforçada.

17.2.09

Complexopolítico-energético e risco de crise social na Rússia

Carlos Santos prevê vida curta ao Presidente Putin, depois de passar em revista os riscos de confronto social na Rússia. Terá razão? Certo é que o complexo politico-energético russo tem pés económicos de barro e, vendo a questão de outro ângulo, uma fragilidade interna que pode ser ameaçadora do exterior. De facto, com pouca riqueza para distribuir pode o sistema querer vender orgulho aos russos à custa dos vizinhos e da estabilidade mundial. A questão do empréstimo ao Kirquizistão em troco do fecho de uma base americana importante para as operações no Afeganistão, a afirmação militar na Geórgia e o impasse de Janeiro no fornecimento de gaz à Europa Ocidental não são factos desligados entre si. Joe Biden, na Europa e Hillary Clinton, no Senado, já nos avisaram de que podemos estar a descurar a segurança europeia mas os europeus - e em particular os alemães e os italianos - estão a ver antes o lado da parceria económica. Quem estará a definir a melhor estratégia?

28.10.08

Tratado sobre o Comércio de Armas: um passo na direcção certa

A Amnistia Internacional está a desenvolver uma campanha em apoio à celebração de um Tratado sobre o Comércio de Armas, que impeça a transferência de armas que possam vir a ser utilizadas em violações do direito internacional e humanitário. Nesse âmbito, promoveu uma Declaração de Parlamentares em Apoio ao Tratado do Comércio de Armas, subscrita por mais de 2000 parlamentares de 124 países, dos quais 26 portugueses, em que me incluo. Tal Tratado seria um passo na direcção certa.

29.5.08

Boas notícias: bombas de fragmentação banidas

Segundo os relatos, a Conferência de Dublin vaui aprovar um tratado banindo as bombas de fragmentação. Trata-se de um grande passo em frente, dado que estas bombas são particularmente letais para as populações civis, quer pela maneira como explodem (dispersando fragmentos por um raio alargado) quer porque as que não são detonadas e ficam no terreno, tal como acontece com as minas anti-pessoais, acabam por atingir, mais tarde, populações civis que buscam vidas normais. Mesmo sem que tenham participado na conferência os principais produtores e utilizadores destas bombas e(os EUA,a Rússia, a China, a India, o Paquistão e Israel), trata-se de um marco importante. Sob a égide das Nações Unidas, mais de uma centena de países apoia este tratado e o envolvimento do Reino Unido é da maior importância, até porque limitará a possibilidade do seu uso pelo aliado americano. O passo, significativo, está dado. É legítimo esperar que mais tarde ou mais cedo produza efeitos universais. Felizmente, foi assim com as minas. Oxalá a história se repita. (Foto: AFP)

25.5.08

A formação (militar) da Nova Europa

A empresa de sistemas de defesa Cubic Defense Applications fez saber que vendeu à Roménia e à Eslováquia material de formação militar idêntico ao que já tinha vendido à Hungria e que os seus produtos aumentam a operacionalidade militar na região por permitirem aos três países vizinhos treino millitar conjunto e entre eles e as forças americanas. Do ponto de vista militar, o Novo Continente continua a consolidar o alargamento da frente leste da Nova Europa. Um destes dias valerá a pena examinar, aliás, a redistribuição da presença militar americana na Europa depois do alargamento da NATO a Leste e das dificuldades levantadas pela Turquia à colaboração na invasão do Iraque. O guarda chuva americano, para o bem e para o mal "goes east".