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1.10.10

Anti-sindical, eu? Deixe-me rir, Tiago.

Há uma malta na blogosfera que confunde o seu alinhamento acrítico com os locais de onde vem com o comportamento dos outros.  Por vezes surpreende, às vezes irrita, outras vezes diverte. A frase que Tiago Mota Saraiva me dirige é do terceiro tipo e por isso até a repito aqui para que os leitores do Banco possam sorrir comigo:

Daqui até 24 de Novembro, seguirá a dança de cinzentos engravatados catastrofistas a proferir ameaças e a repetir chavões anti-sindicais, nos termos e moldes utilizados pelo disciplinado Paulo Pedroso, eterno actor de um certo discurso de esquerda sebastiânica que varre os socialistas em tempos pré-eleitorais.


Acontece que tenho o péssimo hábito de dizer o que penso. Às vezes irrito uns, às vezes irrrito outros. Mas não tenciono mudar e, caro Tiago Mota Saraiva, postura anti-sindical a longo prazo, como já se sente no Portugal de hoje, acaba por ser a de quem pensa que os sindicatos podem ser por muito tempo pavlovianos cães de qualquer partido, seja ele qual for, fosse ele o seu ou o meu.

A areia dos dias, nasceu um novo blogue.

O Grupo de economia e sociedade da Comissão Nacional Justiça e Paz decidiu abrir o blogue A areia dos dias. Conhecendo os percursos de vida e o nível de intervenção cívica do seu grupo de autores, a blogosfera em português acaba de receber um reforço de peso, se eles levarem este compromisso tão a sério como levaram tantos outros nas suas vidas.

Ao trabalho, camaradas!

Vitor Dias sabe bem e há muito que a espontaneidade das massas dá muito trabalho ao Partido. Jerónimo de Sousa já tinha feito pré-anúncio ontem, mas respeitando, claro, as decisões que aí viriam. Contudo, Vitor Dias é cauteloso e eu até acho que tem boas razões para baixar as expectativas a certos camaradas.

Os ateus sabem mais sobre Deus que os crentes?

Os ateus sabem mais sobre Deus que os crentes? Na Esquerda Republicana fala-se de um estudo nos EUA que diz que sim.

10.9.10

Qual é a cobra não venenosa? Lula explica.

O marketing político no Brasil é fascinante. Lado a lado com técnicas sofisticadas, apenas comparáveis às americanas, fazem-se as campanhas mais kitsch e inacreditáveis.
Esta diversidade não é acidental. No Brasil, campanha é mesmo para procurar voto, todos os votos, de todos os eleitores, de todas as condições sociais. Campanha não é coisa que obedeça ao politicamente correcto, procure impressionar elites já decididas ou perca tempo com mediadores que não chegam ao povão..
Mesmo as figuras de primeiro plano arriscam na linguagem a níveis inimagináveis em Portugal e descem a um vocabulário que este país que só acha credíveis políticos que falem como doutores destruiria nos media.
Por cá, para pedir que votem no nosso candidato, apresentamos-lhe o currículo, as boas ligações, etc. Uma vez por outra lá se diz que é necessário separar o trigo do joio, distinguir a boa da má moeda, ou algo assim. Mas, para os protagonistas do primeiro plano (excepto Paulo Portas em dia em que perca o controlo) não passa disso. Coisas bíblicas ou da teoria económica, são o máximo defigura de estilo a que chegamos sem que os comentadorres zurzam nos políticos.
Mas no Brasil a campanha dói mais. E gostei de ler no blogue de Richard Widmark que Lula, ele mesmo e não qualquer político de terceira linha, explica assim em campanha em Belo Horizonte como devem os eleitores procurar decidir o seu voto:

 “Daqui a pouco, a gente não tem noção, colocam 10 cobras na nossa frente, e a gente não sabe qual é a venenosa e qual não é venenosa”.

Lula anda pelo Brasil, a explicar que cobra evitar, a ver se o eleitor morde o isco que lhe lança. E eu, que o acho um grande Presidente da República, sorrio a imaginar Cavaco ou Alegre a tentarem dizer coisas destas por aí.

6.9.10

O que é bom para a economia americana é mau para nós? Pergunta muito bem a Carta a Garcia. A resposta da Senhora Merkel é clara como àgua: é. E nós não temos alternativa a beber do seu remédio. Mas, das duas uma, ou a economia europeia não precisa de estímulos, está pujante e a gerar emprego a bom ritmo, ou o que é bom para a economia americana, em combate com a estagflação e o desemprego também devia ser bom para as economias europeias em risco de recessão.

25.6.10

Simuladores agregados: um serviço público do Economia e Finanças

O Economia e Finanças disponibilizou mais um serviço público: uma página em que agrega os simuladores disponíveis, sobre impostos, prestações sociais, rentabilidades de aplicações financeiras, custos de aquisição de imóveis, de viaturas, etc.

8.6.10

Ainda a entrevista ao Público. Obrigado pela atenção que me dispensaram.

A minha entrevista de ontem ao Público sobre a necessidade de debate político mereceu notícia e comentários sérios, evidentemente que nem todos positivos, em vários blogues. Agradeço aos autores  a atenção que me dispensaram e voltarei ao tema. Espero nesse exercício integrar e responder às críticas formuladas. Desde já fica o agradecimento  a: Atena2010, Congeminações, João Ferreira Dias, Luis Claro, José Carlos Mendes, Luz de Queijas, Miguel Serras Pereira, Osvaldo Castro, Parada de AguiarPau para toda a obra, Poliscópio e  Tiago Mendes, no Cachimbo de Magritte.

Cavaco falou para não ser ouvido além de Vilar Formoso.

Ou, como diz o Jumento, se Cavaco Silva sabe tanto de economia como diz também sabe que o seu apelo manhoso é uma negação do comércio internacional e que se todos fizessem o mesmo Portugal seria a primeira vítima pois é dos que mais depende das suas exportações. Vindo de um economista com tiques liberais este apelo é uma aberração, vindo de um político é um gesto pacóvio mais próprio de um presidente de uma junta de freguesia. 
Sejamos claros, o candidato presidencial Cavaco Silva fez bem as contas. Contou os eleitores portugueses que não vão de férias ou não vão ao estrangeiro e não sabem ou não querem saber de teorias do comércio internacional e pensou que iam gostar do que disse.

31.5.10

A terrível possiblidade de vermos o Parlamento dominado por espíritas

O Pedro Adão e Silva descobriu o primeiro ângulo. Sim, o totalitarismo do orgasmo é temível. O Miguel Abrantes chegou depois e ainda apanhou o segundo elemento mais relevante, o modelo chinês é uma alternativa.
Eu cheguei tarde, mas ainda a tempo de me arrepiar com a pior das maldições. Diz o visionário "Mas se um dia, em vez de uma maioria porcalhona, tivermos um parlamento nihilista, espírita, xenófobo ou iberista, o que salva a identidade nacional?
Que alguém a quem chamaram Alan Kardec jogue futebol ainda vá, mas já imaginaram mesas pé de galo a ditar pacotes de austeridade, Estaline a aconselhar Jerónimo de Sousa sem intermediários, Louçã possuído por Mandel, Marques Guedes de morada aberta para Santo António de Lisboa e  Paulo Portas em transe a dizer por extenso o terceiro milagre de Fátima? O que seria do país?

O que eu gostava mesmo era de ver João César das Neves a tomar o lugar deixado vago por Bagão Félix nas Eleições Presidenciais.

4.5.10

Como todos sabemos, o mercado é racional.

Como todos sabemos, o mercado é racional. É por isso que o voo em que viajei ontem me teria custado mais se tivesse comprado um bilhete só de ida, para a mesma hora e companhia, porventura sentado no mesmo lugar, do que tendo comprado um de ida e volta mesmo que nunca venha a usar a dita volta. Há vestígios dessa mesma grande racionalidade do mercado no facto de uma garrafa magnum de vinho ter o dobro do vinho de uma garrafa normal e custar o triplo, o quádruplo ou mais, como  se viu na mesa marcada, que me chegou via mainstreet.