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13.11.11

Circuito turístico Ceausescu? Há quem pense que sim.

Tenho um amigo que já tinha tido esta ideia aparentemente estranha e até já levou boa gente do centro-direita português a fazer-se fotografar num memorial à antiga comunista na aldeia do conducatore.

14.2.11

Temos algo a aprender com a indústria turística turca: em 2010, perto de 10 mil pessoas por dia foram visitar o Topkapi

Segundo o Taraf, um jornal em turco citado pelo Hürryiet Daily News, o ano passado mais de três milhões e meio de turistas visitaram o Palácio Topkapi, pagando trinta milhões de liras turcas (perto de 15 milhões de euros). A Hagia Sophia foi visitada por 2,9 milhões de turistas gerou perto de 27 milhões de liras de receita. É certo que o ano passado Istambul foi capital europeia da cultura. Mas a experiência também diz que, tendencialmente, no ano a seguir a um grande acontecimento, as receitas ainda sobem.
 Antes de fazer qualquer comparação com Portugal temos também que ter em conta, pelo menos na Hagia Sophia, que estamos perante tesouros únicos do património da humanidade. Mas num país que se quer turístico e em que os principais estádios de futebol atraem mais visitantes por ano que qualquer museu nacional, há algo a aprender com a indústria turística turca, se eu não estou a ver mal.

8.6.09

Eu estou descontente com a política do município para o turismo de Almada

A maioria que governa a Câmara Municipal de Almada reagiu ao que eu disse sobre a necessidade de desenvolver o turismo em Almada, nos moldes do costume. Acham que fizeram tudo o que a Câmara pode fazer. Compreendo-os. Perderam a capacidade de imaginar coisas novas, estão contentes com a situação a que o município chegou. Esse auto-contentamento é um dos principais adversários do futuro do concelho. Insisto, h´razões para estarmos descontentes e, em especial no turismo, há muito trabalho por fazer da responsabilidade do município. Agora, também já sabemos que a CDU não o vê.

1.6.09

Alguém fez uma associação estúpida entre imigração e desemprego a propósito de nadadores-salvadores brasileiros

Em Portugal não há nadadores-salvadores suficientes para a vigilância das praias, dificultando o cumprimento de requisitos de segurança durante a época balnear e tornando mais difícil, por exemplo, a sua expansão. Isso mesmo pude constatar eu próprio, em conversa com concessionários de praias na Costa da Caparica. Em Portugal, há também uma taxa de desemprego para o conjunto das profissões elevada. Que deveriamos concluir da relação entre estes dois factos? Que há uma boa oportunidade profissional para quem queira ser nadador-salvador ir fazer a formação adequada, nada mais. Não havendo pessoas disponíveis para o desempenho da profissão, o Instituto de Socorros a Náufragos fez um protocolo com a sua congénere brasileira para que ao abrigo de um protocolo cidadãos brasileiros viessem desempenhar esse papel entre nós. Aplaudo a iniciativa. Melhora o nosso turismo e dá mais segurança aos banhistas. Mas, se esta notícia de hoje do DN não for desmentida, alguém fez a mais estúpida das associações entre imigração e desemprego, a que costuma ser feita pelo CDS e pela extrema-direita e travou esse protocolo. O que ganham os portugueses em geral com isso? Menos vigilância e de pior qualidade nas praias. E os desempregados sem habilitações para serem nadadores-salvadores? Rigorosamente nada. No fim, perdemos em todos os planos. E, no das ideias, se est notícia for verdadeira, o pensamento de esquerda sofre uma derrota significativa.

Uma ideia simples: em Almada, praia segura e de qualidade todo o ano

Almada é o concelho do país em que há mais "praias de ouro". Acresce que estão pertissimo da capital. Parece óbvio que se deveria tirar partido da dimensão metropolitana e da qualidade das praias para um dinamismo turístico que o concelho não tem. Basta pensarmos nas praias à volta de Barcelona e como interagem com a cidade para imaginarmos o que poderia ser o turismo aqui e como poderiamos fazer a Costa ser, simultaneamente, destino autónomo e parte integrante do destino Lisboa. Faltou ao concelho estratégia. Felizmente, os recursos naturais persistem e a política de infraestruturas seguida nas últimas décadas evitou a sua contaminação, pelo que é mais fácil que sejam promovidos por quem quer tiver visão para tal. Eu tenho uma ideia, simples: as nossas praias são praias de todo o ano. Deve haver uma política municipal consequente e dotada de recursos, articulada com os concessionários e os operadores económicos, para melhorar as acessibilidades, promover eventos ao longo do ano, aumentar a qualidade dos serviços em geral e garantir vigilância doze meses por ano. Não consigo também perceber porque não temos no concelho um dos grandes festivais de Verão e porque não faz o município tudo o que está ao seu alcance para os atraír. Se não se sair do marasmo actual, o esforço do Polis pode ser inglório e os seus efeitos positivos desvanecerem-se no tempo em vez de serem catalizadores de uma nova oportunidade. Não há nenhum sinal de que o PCP tenha percebido isto. Por isso digo que esta é uma àrea extremamente fraca no desempenho da câmara e penso que é um dos capítulos em que as mudanças têm que ser imediatas.