22.5.08
21.5.08
"A revolução que ninguém sabe se houve
José Pacheco Pereira dá conta de um livro sobre a revolução que, como diz, “ninguém sabe se houve”. Na Roménia, continuando muita informação relevante inacessível, ouvem-se as mais fantasiosas teorias sobre o que aconteceu ao regime que alguns acham que caiu e outros que se atirou ao chão.
20.5.08
A Mercedes na Roménia sem esperar pelas auto-estradas
Diz-se por aqui que a Daimler está perto de decidir instalar-se em Cluj ou em Timisoara para construir os Classe A ou os Classe B. Concretizando-se, será a maior fábrica automóvel da Roménia e consolidará significativamente o cluster automóvel que já conta com a Renault e, agora, a Ford, bem como com a deslocalização progressiva de empresas de componentes.
Do ponto de vista do desenvolvimento económico do país é mais um sinal de que a indústria tenderá a olhar para Norte, sem esperar pelas auto-estradas que hão-de pôr a fronteira a poucas horas dos grandes mercados do centro europeu.
Bucareste pode, com o tempo, vir a ser a capital administrativa localizada a sul de um país com o PIB a Norte. Nada que não se gira, mas a que os potenciais investidores que não se concentrem no curto prazo devem estar atentos na hora de definirem para onde ir.
19.5.08
A Companhia e o Estado
Na sequência dos posts que tenho dedicado à Rússia, à Alemanha e à Gazprom, chegou-me o link de um artigo que saiu no New York Times, que é bem elucidativo da fusão entre a Companhia e o Estado. Quem se mete com a Gazprom leva. Ou será com a Rússia?
18.5.08
Mais línguas com tradução automática pela Google
A Google acrescentou dez línguas ao seu mecanismo de tradução automática: Búlgaro, Croata, Checo, Dinamarquês, Finlandês, Hindi, Norueguês, Polaco, Romeno e Sueco.
17.5.08
O natalismo como política oficial
O Governo tem tomado medidas que visam aumentar a natalidade. Independentemente dos méritos de cada uma delas, é uma resposta adequada à conjuntura.
Defendo que o Estado não deve ter política natalista. Deve respeitar a diversidade de escolhas e a liberdade individual. Cabe-lhe apenas apoiar os cidadãos para que não ocorra, de facto, uma política anti-natalista por omissão, isto é, para que as circunstâncias não forcem à renunciar à paternidade e à maternidade, por impossibilidade material - falta de assistência médica, escassez de rendimentos, inexistência de serviços acessíveis e a preços comportáveis.
Neste sentido, o investimento em serviços públicos e o aumento do montante das prestações familiares são medidas adequadas e positivas. Tão importantes como seria o encorajamento a que os horários de trabalho se não estendessem recorrentemente para horas anti-sociais ou os aperfeiçoamentos na protecção na paternidade e na maternidade que reduzam a décalage de tempo fora do trabalho entre mulheres e homens, porque esta última, parecendo positiva, resulta em maior discriminação das mulheres no mercado de trabalho.
O que é manifestamente excessivo é erigir o natalismo em política oficial. Tal como seria o seu contrário.
Deparando-me com o conteúdo do Artº 27º da Lei de Bases da Segurança Social (ver infra), sinto que já se foi longe de mais nesse caminho. Por este andar, na próxima revisão constitucional, alguém se baterá por um artigo que institua o natalismo como política do Estado.
Artigo 27.º
Promoção da natalidade
1 - A lei deve estabelecer condições especiais de promoção da natalidade que favoreçam a conciliação entre a vida pessoal, profissional e familiar e atendam, em especial, aos tempos de assistência a filhos menores.
2 - As condições a que se refere o número anterior podem consistir, designadamente, no desenvolvimento de equipamentos sociais de apoio na primeira infância, em mecanismos especiais de apoio à maternidade e à paternidade e na diferenciação e modulação das prestações.
Querendo, leia a lei na íntegra. Em geral é bastante boa e revoga a contra-reforma da segurança social ensaiada por Bagão Félix.,
15.5.08
Pop, swing e Garbarek
Esta noite fui ver o Jan Garbarek Group featuring Manu Katche, no Palácio Nacional da Cultura de Sofia.
O concerto teve momentos de jazz, mas abriu bastante eléctrico e fechou a swingar, para voltar ao cânone Garbarek no encore.
Nunca tinha ouvido esta formação, cuja dinâmica se aproxima mais da pop que do jazz.
O primeiro protagonismo foi da bateria. Mas Manu Kache não faz o meu estilo. É (ou foi aqui) demasiado seco, muito enérgico mas pouco subtil.
O melhor desta fase acabou por ser o "solo a trio" do baixo, que gravou ali mesmo o refrão e uma segunda frase e sobrepôs o solo propriamente dito à repetição do ritmo.
O concerto já levava quase uma hora quando passou a uma fase zen: a tela que fazia de cenário passou de tons azuis a laranja e brilhou o dueto saxofone-piano. O piano pensativo e a harmonia das escalas do saxofone deram-me os melhores momentos da noite.
À medida que a segunda hora de música avançava, os sons abriram-se a um pop festivo em que a bateria voltou, francamente mais a meu gosto, e os músicos swingaram, enquanto a tela ruborescia.
Foi pena que não tenha resultado a passagem pelos sons folk, porque ao momento da flauta campestre faltaram outras percussões.
No fecho, ouviu-se o cânone Garbarek e o encore foi, naturalmente, do líder.
Sem ser um concerto fabuloso, a noite passou-se bem.
Reparo no ócio, que a banda passou, no ano passado, pelo Guimarães Jazz.
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