31.12.08

O Sol, o PR e o OE

O Sol anda enganador.

Ideias para aumentar a confiança dos trabalhadores

Dani Rodrik recorda que se tem feito muito pelo aumento da confiança no sistema financeiro e pouco pelo aumento da confiança dos trabalhadores. No seu blogue propõs um incentivo fiscal desenhado com a preocupação de incentivar o emprego em tempo de crise de confiança dos trabalhadores: Why not try to deal with the looming unemployment problem, and the huge sense of risk and uncertainty it creates, more directly? What I have in mind is subsidizing employment directly by providing employers incentives to keep people on the job. We could imagine for example a scheme whereby firms received tax incentives on a sliding scale in relation to the size of their payroll. If you reduce your payroll, you get nothing. If you keep it unchanged, you get tax benefits. If you increase it, you get even more tax benefits. This would allow firms to dismiss employees who are not performing and would not interfere greatly with the normal churning of the workforce. Firms could still lay off workers, but they would now have an incentive to hire enough new workers to make up for the reduction in their payroll. The idea is to target employment more directly and to deal head-on with the most severe consequence of a recession: job loss or the fear thereof. We have had a lot of thought on how to increase confidence in the financial system. We also need to think some of about the loss of confidence on the part of ordinary workers. So call this a worker confidence enhancement plan.

22.12.08

Guantanamo: a Alemanha também considera aceitar ex-detidos

A Alemanha está a seguir os passos do anúncio feito pelo Governo português no 60º aniversário da Declaraão Universal dos Direitos Humanos. Fez saber que está a considerar aceitar ex-presos de Guantanamo, no quadro de uma iniciativa europeia de ajuda à execução do plano de encerramento do campo. Ou seja, nos mesmos moldes que Portugal havia proposto.

As exportações do Japão caíram 27,6% em relação ao mês homólogo de 2007

A crise dos mercados mundiais aprofunda-se. A notícia da Reuters sobre as exportações japonesas, de que dei conta no Canhoto, documenta-o de forma impressionante.

18.12.08

Assim não, cara Câmara Corporativa

Miguel Abrantes foi desenterrar um anúncio do BPP em que se usa um texto literário do escritor Manuel Alegre. Aliás, um diálogo interessante do caçador de esquerda com o Dinheiro. Frequentemente não concordo com Manuel Alegre e ainda mais vezes gosto do que escreve Miguel Abrantes sobre o PS, mas não posso aceitar que se use esse texto para diminuir a crítica de Manuel Alegre à intervenção no BPP. Francamente, preferiria que a esquerda, dentro e fora do PS, discutisse estas questões fora dos ataques de carácter. Pense-se o que se pensar sobre o texto e sobre o anúncio, nada num texto literário pode diminuir o direito a fazer crítica política, senão a realidade começa a ficar pior que a ficção.

12.12.08

Luis Amado tomou uma iniciativa que nos orgulha

Portugal tomou a dianteira na ajuda à nova administração americana para que feche Guantanamo. Como escreveu a Ana Gomes e eu subscrevo, temos razões para perguntar aos outros governos europeus quando seguem este exemplo de defesa dos direitos humanos que nos orgulha.

Páginas soltas: parabéns a Bárbara Guimarães por uma ideia emocionante

Quem já esteve preso sabe quanto é importante para estar humanamente vivo manter a ligação possível a uma vida normal. Quem nunca esteve, dificilmente imaginará essa importância. Bárbara Guimarães, sem ter vivido a situação, percebeu quanto um elo, por fraco que seja, com o mundo exterior pode fazer renascer uma vida interior. Parabéns, o gesto que o Expresso retrata emociona. Veja o video de uma biblioteca de páginas soltas.

6.12.08

A possibilidade de negociação na educação incomoda o PCP

Hoje, Mário Nogueira abdicou da sua exigência de que a avaliação teria que ser suspensa para começar qualquer negociação com o Ministério da Educação. Isso incomoda o PCP. Mas, como para o estalinismo a propaganda não tem limites, Jorge Pires reage com "duplipensar". Leia no Canhoto. Felizmente, nas democracias do século XXI não é possível apagar personagens das fotografias, regravar edições audio ou video nem falsificar edições de jornais. Azar de Jorge Pires, que parece não conhecer os limites da propaganda.