24.1.09

Almada: sim

O Expresso (disponível online apenas para assinantes) perguntou-me como reagia às notícias sobre a minha eventual candidatura à Câmara Municipal de Almada. Esta foi a minha resposta, como pode ser lido na edição de hoje do jornal: Sim, estou disponível para dedicar os próximos oito anos da minha vida a Almada. Se for essa a vontade das cidadãs e dos cidadãos do concelho, abrir-se-á um novo ciclo na minha intervenção cívica, dedicado à qualidade da vida urbana.

22.1.09

Saúde 24: a liberdade de expressão não pode ficar à porta das empresas

A liberdade de expresão não pode ser posta em causa em nenhuma empresa, muito menos numa que tenha um contrato com o Estado. A notícia é do JN, a frase é minha e reflecte o que penso sobre o conflito laboral na linha de atendimento Saúde 24, na linha, aliás, do que foi dito aos deputados pelo Director-Geral de Saúde.

21.1.09

Diz-me como tratas os teus inimigos, dir-te-ei que democracia és

Não podemos esquecer nunca que o modo como tratamos os nossos inimigos diz muito de que democracia somos. Por isso saúdo, no Canhoto, a medida de Barack Obama em relação aos prisioneiros de Guantánamo.

20.1.09

Exterioridade crítica e fractura: resposta à resposta de Elísio Estanque

O Elísio Estanque respondeu-me. Deixemos de lado as questões menores. No que interessa e nos afasta, repito, julgo que ele marca mal a distância entre a exterioridade da crítica e a lógica de exterioridade em relação ao PS. No que nos aproxima, partilho a leitura de que houve excessivo tacticismo centrista nos últimos anos e, acrescento, sem abandonar esse espaço será dificil combater eficazmente a crise. Pessoalmente, sempre senti a necessidade do conforto da distância crítica, mesmo quando estive em funções de direcção e esta troca de posts fez-me lembrar um artigo que escrevi em tempos para o JN, sobre a função da divergência. Estou convencido da sua actualidade e de que entre a homogeneidade e a fractura há o espaço para a crítica, reforçando a diferença de opiniões e a qualidade da casa comum. Como fica claro, por exemplo, lendo o que o Luis Tito escreveu a propósito desta mesma questão.

19.1.09

Moção de José Sócrates: primeira leitura

O PS entendeu a natureza e profundidade da crise, sabe que foi gerada pelo neoliberalismo e diz com coragem que já não basta ajudar mais quem mais precisa. É também necessário pedir mais a quem mais tem para que se possa ajudar as classes médias a viver melhor.

18.1.09

Dadores de sangue: há discriminação em função da orientação sexual?

Os potenciais dadores de sangue são discriminados em função da orientação sexual? A Maria Antónia Almeida Santos e eu próprio fizemos a pergunta à Ministra da Saúde.

Um pé dentro e outro fora

Ou eu o estou a perceber muito mal e ele pode corrigir-me, ou o Elísio Estanque escreve com um pé dentro e outro fora do PS. Pior,não o faz por hesitar, como Manuel Alegre, na relação que o seu espaço de opinião deve ter com o futuro do PS, mas por medo de um eventual novo partido ainda não estar maduro. Respeito profundamente, umas vezes concordando e outras discordando, a reflexão que Alegre tem em curso. Acho,como ele, que é urgente uma renovação programática da esquerda que esteja disponível para põr em causa a tendência excessivamente centrista que se desenvolveu no PS Mas se o Elísio entende que a sua relação com o PS se tornou meramente táctica e exterior, terá que conceder que essa atitude, infeliz mas logicamente, conferirá a outros legitimidade para ver da mesma maneira o espaço político em que se insere.

16.1.09

Só para corrigir (e com gosto) a acta do debate sobre a esquerda e a governabilidade

O Porfírio Silva recorda "para a acta" que tem falado abertamente sobre o tema da relação do PS com a governabilidade do país. Corrijo, pois, a minha frase no post anterior. E faço-o com o gosto acrescido de, lendo-o, partilhar o sentido político do que escreveu sobre o tema na sua moção ao Congresso do PS de 2004. Quem nos conheça não deve ficar surpreendido com a consonância. Mesmo que tenha passado muito tempo sobre o período das longas conversas políticas da JS, parece-me que continuamos a ver o papel do PS no país de formas, no essencial, próximas, pelo menos a avaliar pelo que escreve no Machina Speculatrix. O que só aumenta o meu gosto em corrigir a acta da discussão com Vital Moreira.

10.1.09

As políticas de emprego em tempo de crise

Há muito que defendo que as políticas de emprego deveriam ajustar-se melhor ao ciclo económico, nomeadamente aforrando recursos nas fases boas do ciclo económico para libertar nas fases más. Por maioria de razão devem adaptar-se à crise económica. Foi isso mesmo que disse à Lusa, a respeito das propostas do Boletim económico de Inverno do Banco de Portugal.

9.1.09

Quanto mais fundo chega o mal, maior tem que ser o remédio

Paul Krugman acha o plano económico de Obama insuficiente, porque dotado de meios inferiores aos necessários e apostando parcialmente em reduções fiscais pouco eficazes. Sempre atento, o Bem-haja chamou a atenção. Eu secundo. Diz Krugman: the Obama plan is unlikely to close more than half of the looming output gap, and could easily end up doing less than a third of the job.