30.1.09
Pacheco Pereira merece bengaladas
Pacheco Pereira faz parte do leque de pessoas que se santifica a si mesmo e acha todos os outros capazes de todas as vilanias. Junta a esse pessimismo antropológico um grande desinteresse pela verdade material e uma visão conspirativa do mundo.
A combinação dessas atitudes faz dele um guionista de telenovela, num mundo amoral. Não hesita em associar-se a difamações, a acusar sem provas, a julgar sem contraditório e em transformar as suas opiniões, mesmo as mais disparatadas, em verdades absolutas.
Se as vítimas dessa sua maneira de ver o mundo não fossem pessoas a coisa não seria grave. Mas são e ele tem a fria consciência dos ditadores, conhece o poder destrutivo da sua influência e usa-o.
Depois de tudo o que já li, escrito por si sobre mim, desejo-lhe apenas que nunca passe pelo que tive que passar. Aprenderia muito sobre a condição humana. Mas ele não conhece o sofrimento humano nem sequer a diferença entre a verdade e a mentira.
Num mundo de gente de honra, coisas como as que escreve aqui merecem um processo por difamação ou bengaladas. Como a justiça portuguesa acha os opinion-makers irresponsáveis não terá processo, como não uso bengala fica este testemunho: Pacheco Pereira mente descaradamente sobre cabalas e contra-cabalas e fala de mim como um reles porta-voz dos difamadores, deliberadamente emprestando o seu nome e credibilidade a uma série monstruosa de falsidades.
27.1.09
Promiscuidades tristes,mas bem reais
Marinho Pinto denúncia promiscuidades tristes, mas bem reais. No Público.
26.1.09
Saúde 24: problemas laborais em vias de solução?
O Director-Geral de Saúde e a empresa concessionária da Linha Saúde 24 chegaram sexta-feira a uma «plataforma de entendimento para a célere resolução de problemas de natureza laboral», que passa pela «reanálise do processo de classificação e de dispensa de prestadores de serviços», segundo a notícia da TSF na sexta-feira passada.
Faço votos pelo sucesso da iniciativa, porque o serviço é necessário e os conflitos laborais que vieram a público têm dimensões inaceitáveis.
25.1.09
O caso dos dadores de sangue: a irritação dos oportunistas
O Bloco de Esquerda está n0 seu legítimo direito de apresentar a votação as propostas que entende quando acha mais oportuno. Pessoalmente, acho que o caso das alegadas discriminações de cidadãos homossexuais enquanto dadores de sangue são para resolver e não para agitarem bandeiras partidárias. Quando, pela mão do próprio Bloco, tive a informação de que há pessoas que se queixam dessa discriminação, agi em consciência, perguntei, sem cuidar de saber se isso era cómodo ou incómodo para o meu partido.
O BE sabendo perfeitamente que esta pergunta estava feita, decidiu submeter a sua recomendação a votação. Como o Pedro Salles, que me critica irritadamente no Arrastão, deve saber, essa recomendação não teria nenhum efeito na eliminação da discriminação que exista, apenas traria a causa contra a discriminação para a lapela do Bloco. Não conte comigo para isso. Não porque ache mal que o Bloco a defenda, mas porque acho que a defende mal se age visando transformá-la em sua causa partidária. Acusa-me de ânsia mediática. Seguramente que teria mais destaque mediático se tivesse votado com o BE e contra o PS.
A minha preocupação é outra. Quero que me respondam sobre como os serviços de sangue entendem o problema e depois agirei como entender e em função da resposta que obtiver. Compreendo a irritação dos oportunistas, mas quero contribuir para eliminar as discriminações dos cidadãos homossexuais, não para a transformação de uma agenda de igualdade que deveria ser um consenso democrático numa causa partidária, de toda a esquerda ou de parte dela e não quero brandir este tipo de problemas para efeitos eleitorais, mas ajudar a resolvê-los. A diferença que a atitude faz, caro Pedro Salles. Vai por caminho errado quando me vê no carneirismo ortodoxo por ter votado como votei uma proposta de resolução que acho ser um exercício meramente oportunista e inconsequente. Ou o Pedro Salles acredita que, se houver discriminação, ela se resolve com o que a resolução diz?
O Pedro Salles critica-me duramente por não ter votado desta vez contra a minha bancada. Mas reparo que nunca nenhum deputado do BE votou contra a sua bancada. Estarão todos de acordo com tudo o que o BE propõe? Se não é por isso, então porque será?
24.1.09
Almada: sim
O Expresso (disponível online apenas para assinantes) perguntou-me como reagia às notícias sobre a minha eventual candidatura à Câmara Municipal de Almada. Esta foi a minha resposta, como pode ser lido na edição de hoje do jornal:
Sim, estou disponível para dedicar os próximos oito anos da minha vida a Almada. Se for essa a vontade das cidadãs e dos cidadãos do concelho, abrir-se-á um novo ciclo na minha intervenção cívica, dedicado à qualidade da vida urbana.
22.1.09
Saúde 24: a liberdade de expressão não pode ficar à porta das empresas
A liberdade de expresão não pode ser posta em causa em nenhuma empresa, muito menos numa que tenha um contrato com o Estado. A notícia é do JN, a frase é minha e reflecte o que penso sobre o conflito laboral na linha de atendimento Saúde 24, na linha, aliás, do que foi dito aos deputados pelo Director-Geral de Saúde.
21.1.09
Diz-me como tratas os teus inimigos, dir-te-ei que democracia és
Não podemos esquecer nunca que o modo como tratamos os nossos inimigos diz muito de que democracia somos. Por isso saúdo, no Canhoto, a medida de Barack Obama em relação aos prisioneiros de Guantánamo.
20.1.09
Exterioridade crítica e fractura: resposta à resposta de Elísio Estanque
O Elísio Estanque respondeu-me. Deixemos de lado as questões menores. No que interessa e nos afasta, repito, julgo que ele marca mal a distância entre a exterioridade da crítica e a lógica de exterioridade em relação ao PS. No que nos aproxima, partilho a leitura de que houve excessivo tacticismo centrista nos últimos anos e, acrescento, sem abandonar esse espaço será dificil combater eficazmente a crise.
Pessoalmente, sempre senti a necessidade do conforto da distância crítica, mesmo quando estive em funções de direcção e esta troca de posts fez-me lembrar um artigo que escrevi em tempos para o JN, sobre a função da divergência. Estou convencido da sua actualidade e de que entre a homogeneidade e a fractura há o espaço para a crítica, reforçando a diferença de opiniões e a qualidade da casa comum. Como fica claro, por exemplo, lendo o que o Luis Tito escreveu a propósito desta mesma questão.
19.1.09
Moção de José Sócrates: primeira leitura
O PS entendeu a natureza e profundidade da crise, sabe que foi gerada pelo neoliberalismo e diz com coragem que já não basta ajudar mais quem mais precisa. É também necessário pedir mais a quem mais tem para que se possa ajudar as classes médias a viver melhor.
18.1.09
Dadores de sangue: há discriminação em função da orientação sexual?
Os potenciais dadores de sangue são discriminados em função da orientação sexual? A Maria Antónia Almeida Santos e eu próprio fizemos a pergunta à Ministra da Saúde.
Subscrever:
Mensagens (Atom)