8.4.09
Almada, o braço esquerdo e a nova centralidade
O Luis Tito, no Blogue de eleições do Público, colocou-me três questões. Aqui ficam extractos das respostas (perguntas e respostas, na íntegra, aqui):
Na minha visão, Almada integra-se numa grande cidade do Sul do Tejo, com o Seixal, o Barreiro e Sesimbra, que é simultaneamente braço esquerdo de Lisboa e nova centralidade em competição com a cidade Cascais-Sintra. Vendo estas três grandes cidades em competição, pode-se fazer com que dependam umas das outras mas cada uma delas gere a sua própria centralidade.
(...)
Há, naturalmente, uma capacidade de carga nas praias da Costa da Caparica que não pode e não deve ser ultrapassada. O que não percebo é porque é que o acesso, dentro desse limite, tenha que ser tão desconfortável. Estou convencido que só conseguiremos compatibilizar preservação do ambiente e fruição com qualidade da praia através de uma acção que combine disciplina do trânsito e do estacionamento e bons transportes públicos.
(...)
Estou completamente contra candidatos autárquicos descartáveis, que saem poucos meses depois de eleitos às ordens do partido. Se um partido tem confiança em alguém para desempenhar um cargo autárquico a regra tem que ser a de que só muito excepcionalmente e com fundamentação muitíssimo clara em incumprimento de deveres para com os cidadãos é que essa pessoa é removida. Discordo frontalmente da doutrina que vem sendo aplicada pelo PCP e que remove autarcas em início de mandato por mera gestão partidária.
Se os socialistas vencerem para o PE, não há razão para manter Barroso
A presidência da Comissão Europeia deve reflectir os equilíbrios políticos na Europa. Se os socialistas vencerem as eleições de Junho, não vejo porque hão-de conformar-se com um candidato a Presidente da Comissão vindo da direita. Por isso, parece-me lógico que apoiem um candidato próprio .
Se a nacionalidade e não as ideias fosse o primeiro critério de escolha de um candidato a Presidente da Comissão, então estaria plenamente demonstrado quanto a Europa não existe.
Li até aqui o apoio do Governo português a Durão Barroso apenas como a garantia de que, caso caiba ao Partido Popular Europeu escolher um candidato, o Governo português não inviabiliza essa candidatura, apesar de ser de esquerda. Não me entusiasma, mas é aceitável. Daí até fazer dele o candidato dos socialistas portugueses vai uma distância que nem precisariamos de recordar a Cimeira dos Açores para saber quanto é grande.
1.4.09
31.3.09
CDU: A classe operária já não é o que era...
Dos 30 candidatos da CDU ao Parlamento Eueropeu, 22 têm formação superior, a que acresce uma sindicalista finalista de direito. Destes, 2 são doutorandos e membros da Associação de Bolseiros de Investigação Científica, particularmente bem colocados (em 2º e 8º)
Dos 7 professores/educadores, 5 assumem-se como dirigentes da FENPROF e/ou sindicatos de professores.
A sindicalista Ana Avoila, um sindicalista judicial e dois da FEQUIMETAL completam o leque sindical.
A classe operária está sub-representada (quota de 12%): um metalúrgico, um pescador, uma operária da indústria de relojoaria, uma operadora especializada (a concluir o curso de direito). Da CGTP surgem 3 membros do Conselho Nacional, uma das quais - Ana Avoila - da Comissão Executiva.
Mudança de paradigma: antes, a classe operária e os seus aliados. Hoje, os aliados e a sua classe operária...
(O texto não é meu, recebi-o por mail, mas confio na fiabilidade da fonte)
30.3.09
A minha luta pela reposição da verdade
Os processos que coloquei contra os difamadores foram conduzidos exclusivamente pela vontade de contribuir por todos os meios ao meu alcance para que a verdade fosse descoberta.
À medida que esses processos se vão concluindo, fico com a consciência de que lutei até ao último limite para que a verdade fosse totalmente reposta e que, se não o for, não será por eu ter desistido, mas porque outros se desinteressaram de a buscar. Cumpri o meu dever.
Se os tribunais entendem que as mentiras que os difamadores disseram a meu respeito não eram dolosas mas resultantes de erros de identificação, se consideram que os difamadores se afastaram da verdade porque foram ouvidos diversas vezes e não porque tivessem intenção criminosa ou mesmo se considerarem que deixou de ser possível isolar a mentira nos seus depoimentos, tal corresponde a uma valoração judicial da prova que está para além de onde um cidadão vítima de difamação pode e deve ir.
Três eleições, um blogue
O Público e alguns bloggers acabam de abrir um blogue sobre o ano de todas as eleições. Seguirei, atento, como blogger e como parte interessada.
Medvedev, realista. E Putin, como reage?
"Medvedev, pelo menos, é realista. Talvez esta seja uma das razões dos atritos que se têm vindo a observar entre ele e Putin, que são cada vez mais evidentes", conclui José Milhazes da análise dos efeitos da crise mundial no seu país pelo Presidente da Rússia. A evolução da situação política russa após a sua base económica ser submetida à forte pressão da contracção dos mercados internacionais merece ser acompanhada.
Obama "salva" indústria automóvel: a política e a segunda onda da crise nos EUA
A crise económica global terá, provavelmente, três ondas. A primeira arrasou sectores significativos do sector financeiro especulativo que a gerou. A segunda está a sentir-se no mercado dos produtos devido à contracção da procura a nível mundial, que afecta o comércio internacional. Também nesta a economia americana é das primeiras afectadas.
Hoje é notícia que a administração Obama vai lançar um plano de injecção financeira no sector automóvel e que o Presidente da General Motors resignou sob pressão da Casa Branca, que exige concessões a accionistas e trabalhadores. Pareceria impensável ainda há um ano que a política recuperasse esta centralidade no governo da economia e se, por um lado não é um bom sinal, por outro, oxalá, se generalize a ideia da partilha de esforços e ela se encaminhe para a partilha de lucros, quando os houver. Em todo o caso, a indústria automóvel americana é pouco eficiente no mercado global e medidas proteccionistas ali terão forçosamente que originar outras algures.
Mas a terceira onda da crise, a crise social das famílias afectadas pelo desemprego e, consequentemente, a prazo mais ou menos longo pela pobreza, também se aproxima. Se as duas anteriores não forem eficazmente travadas, pode atingir proporções difíceis de controlar. Se, para esta última, ainda não é tempo de anunciar planos com a dimensão dos que vêm sendo apresnetados para "salvar" o sector financeiro e agora o da grande indústria, é tempo de os ter prontos para, se e quando se impuserem.
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