11.10.10

Um golpe na credibilidade de quem?

O PCP considera que a atribuição do Nobel da Paz deste ano a Liu Xiaobo é um golpe na credibilidade do galardão. A ser um golpe na credibilidade de alguém, este comentário do PCP sê-lo-ia na do Partido que o escreve, se alguma tivesse em matéria de defesa dos Direitos Humanos.

Que partido, quando e a propósito de que greve escreveu esta frase?

"Face à greve______, o Partido _________ tem o dever de alertar os trabalhadores e o povo português para as implicações políticas e sociais dela decorrentes, no contexto da complexa situação que o país atravessa". Leia a resposta, querendo, aqui.

2.10.10

De links bem abertos: restrições necessárias

Um governo masoquista? (Francisco Clamote recorda que um forte ataque à dívida soberana pode ser explcação suficiente para estas medidas).
Estado de Necessidade (Não deve surpreender ninguém a extensão do meu nível de concordância com a análise de Ana Gomes sobre o que há a fazer em relação às medidas durissimas anunciadas).
A despesa, o desperdício e os funcionários (João Ricardo Vasconcelos propõe que se pergunte aos funcionários públicos que despesa cortariam no seu serviço. Não é necessário partilhar das suas premissas bloquistas para compreender que há mecanismos participativos que dão origem a grandes ideias e andamos a precisar de algumas).
Samba de uma nota só (Rui Namorado fala sobre o pluralismo do Plano Inclinado da SIC/N).

1.10.10

Anti-sindical, eu? Deixe-me rir, Tiago.

Há uma malta na blogosfera que confunde o seu alinhamento acrítico com os locais de onde vem com o comportamento dos outros.  Por vezes surpreende, às vezes irrita, outras vezes diverte. A frase que Tiago Mota Saraiva me dirige é do terceiro tipo e por isso até a repito aqui para que os leitores do Banco possam sorrir comigo:

Daqui até 24 de Novembro, seguirá a dança de cinzentos engravatados catastrofistas a proferir ameaças e a repetir chavões anti-sindicais, nos termos e moldes utilizados pelo disciplinado Paulo Pedroso, eterno actor de um certo discurso de esquerda sebastiânica que varre os socialistas em tempos pré-eleitorais.


Acontece que tenho o péssimo hábito de dizer o que penso. Às vezes irrito uns, às vezes irrrito outros. Mas não tenciono mudar e, caro Tiago Mota Saraiva, postura anti-sindical a longo prazo, como já se sente no Portugal de hoje, acaba por ser a de quem pensa que os sindicatos podem ser por muito tempo pavlovianos cães de qualquer partido, seja ele qual for, fosse ele o seu ou o meu.

A areia dos dias, nasceu um novo blogue.

O Grupo de economia e sociedade da Comissão Nacional Justiça e Paz decidiu abrir o blogue A areia dos dias. Conhecendo os percursos de vida e o nível de intervenção cívica do seu grupo de autores, a blogosfera em português acaba de receber um reforço de peso, se eles levarem este compromisso tão a sério como levaram tantos outros nas suas vidas.

Ao trabalho, camaradas!

Vitor Dias sabe bem e há muito que a espontaneidade das massas dá muito trabalho ao Partido. Jerónimo de Sousa já tinha feito pré-anúncio ontem, mas respeitando, claro, as decisões que aí viriam. Contudo, Vitor Dias é cauteloso e eu até acho que tem boas razões para baixar as expectativas a certos camaradas.