Logo a seguir à Suécia e antes do Canadá, Portugal é o segundo melhor do mundo na integração de imigrantes, segundo o Migrant Integration Policy Index (MIPEX) criado pelo British Council e pelo Migration Policy Group. O que fez a diferença a nosso favor não foi a história, foi a política.
O honroso segundo lugar coloca-nos no topo do top ten mundial, que inclui ainda a Finlândia (4º), a Holanda (5º), a Bélgica (6º), a Noruega (7º), a Espanha (8º), os EUA (9º) e a Itália (10º).
Para este sucesso não vale a pena hipervalorizar o nosso passado de país de origem de emigração: também a Espanha, a Itália, a Grécia e a Irlanda - estas últimas empatadas em 16º lugar - o são.
O argumento do nosso passado colonial e de como a absorção de imigrantes das ex-colonias facilita o acolhimento também não colhe: outras grandes potências coloniais do passado, como a Espanha, o Reino Unido (12º com a Alemanha), ou a França 15º estão bem atrás.
Muito claramente o que fez a diferença a favor de Portugal foi a política e essa deve-se aos governos do PS e, em particular, aos Primeiros-Ministros José Sócrates e António Guterres e aos ministros que, nas diversas àreas construiram medidas não discriminatórias ou reverteram as discriminações que existiam.
Dado o papel que neste ranking tem a lei da nacionalidade, importa sublinhar em especial o papel do trio que a apadrinhou na legislatura anterior: José Sócrates, António Costa e Pedro Silva Pereira. Felizmente a lei da naconalidade de Cavaco Silva foi para o lixo, senão o nosso lugar não seria este.
Por outro lado, felizmente, os portugueses não alimentam com o voto a extrema-direita xenófoba que pressionou países com tradições cosmopolitas a adoptar medidas anti-imigrantes. O nosso honroso segundo lugar deve-se também, em última instância, a essa capacidade dos portugueses de manter PNR e quejandos na irrelevância que merecem.
PS. Obrigado à Câmara Corporativa e ao Osvaldo Castro, que deram a notícia.
27.2.11
O Alexandre Rosa vê bem a questão: crise das dividas soberanas: ajuda ou cast...
OLHARES DO LITORAL: A solução para as dividas soberanas: Ajuda ou castigo?: "A crise da divida soberana continua a ocupar um lugar de destaque na actualidade e ameaça não nos largar tão depressa...". Vale a pena ler.
18.2.11
A neutralidade pode ser um refúgio da parcialidade passiva.
A neutralidade raramente é imparcial e neste caso é óbvio quem receiam aqueles que a invocaram. Dois séculos e tal depois, a igualdade de direitos civis ainda incomoda, mesmo na Europa. Como sabem, os que se lhe opunham no século XVIII eram reacionários, agora são só pessoas que sobrevalorizam o sentido de oportnidade. Para quê ter problemas com assuntos tão incómodos? Essses militante irritam, pá.
PS. A tendência políica recente para o abuso do refúgio na neutralidade parcial nem é exclusivo do Ministério da Educação, nem destas matérias. Ainda me lembro, por exemplo, de o Parlamento não querer incomodar-se com a lei da (falta de) liberdade de imprensa na Hungria, que vai agora ser emendada por iniciativa dos seus próprios autores, porque noutros foruns houve quem se desse ao trabalho de os pressionar. E quantos partidos apresentaram moções de regozijo pelo Prémio Nobel da Paz preso na China? Sabem quantos foram?
PS. A tendência políica recente para o abuso do refúgio na neutralidade parcial nem é exclusivo do Ministério da Educação, nem destas matérias. Ainda me lembro, por exemplo, de o Parlamento não querer incomodar-se com a lei da (falta de) liberdade de imprensa na Hungria, que vai agora ser emendada por iniciativa dos seus próprios autores, porque noutros foruns houve quem se desse ao trabalho de os pressionar. E quantos partidos apresentaram moções de regozijo pelo Prémio Nobel da Paz preso na China? Sabem quantos foram?
Janis Joplin - Mercedes Benz
Sempre dava uma ajudinha à economia alemã e melhorava a nossa qualidade de vida.
17.2.11
Anda Passos perdido ou nem no PSD dão crédito às mensagens da magistratura activa do Presidente?
O Presidente da República vetou a 6 de Janeiro o diploma que cria o procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil, considerando desejável que a Assembleia da República proceda a um novo debate que permita congregar as várias opiniões sobre um tema de tão grande relevância.
Esse debate ocorreu hoje. Naturalmente os que acham que o diploma não carece de alterações não viram razões para lhe mudar a identidade. Os outros, de quem Cavaco esperaria o mínimo de solidariedade laboriosa, tinham a sua oportunidade de sublinhar os argumentos do Presidente apresentando as soluções técnico-jurídicas de cuja ausência ele se lamentou. Ora, a Ana Catarina Mendes disse na sua intervenção quantas propostas de alteração os Grupos Parlamentares dos partidos que apoiaram o Presidente apresentaram: nenhuma. Anda Passos perdido ou nem os deputados do PSD dão crédito às mensagens da magistratura activa do Presidente?
Esse debate ocorreu hoje. Naturalmente os que acham que o diploma não carece de alterações não viram razões para lhe mudar a identidade. Os outros, de quem Cavaco esperaria o mínimo de solidariedade laboriosa, tinham a sua oportunidade de sublinhar os argumentos do Presidente apresentando as soluções técnico-jurídicas de cuja ausência ele se lamentou. Ora, a Ana Catarina Mendes disse na sua intervenção quantas propostas de alteração os Grupos Parlamentares dos partidos que apoiaram o Presidente apresentaram: nenhuma. Anda Passos perdido ou nem os deputados do PSD dão crédito às mensagens da magistratura activa do Presidente?
16.2.11
Tiago Tibúrcio chama ao debate o direito ao esquecimento
Na net, desde que algo é colocado até que seja retirado, o tempo não existe. É um presente permanente medido não pela sucessão de acontecimentos mas pela intensidade de links.
Um acontecimento recente mas pouco visto pode não chegar a existir. Um acontecimento antigo, posteriormente desmentido ou ultrapassado ou corrigido, mas popular, será sempre o presente. O Tiago Tibúrcio chamou de modo excelente esta questão ao debate. Vá ler. Se tiver dúvidas, google dois ou três nomes de personalidades públicas de qualquer quadrante. Verá como o que a net recorda é uma questão de popularidade e como as leis da popularidade não têm relação linear com a sucessão cronológica dos acontecimentos.
Um acontecimento recente mas pouco visto pode não chegar a existir. Um acontecimento antigo, posteriormente desmentido ou ultrapassado ou corrigido, mas popular, será sempre o presente. O Tiago Tibúrcio chamou de modo excelente esta questão ao debate. Vá ler. Se tiver dúvidas, google dois ou três nomes de personalidades públicas de qualquer quadrante. Verá como o que a net recorda é uma questão de popularidade e como as leis da popularidade não têm relação linear com a sucessão cronológica dos acontecimentos.
15.2.11
Moção de censura do Carnaval
Les jeux sont faits. A moção de censura fez caír... o Bloco no ridículo.
14.2.11
Temos algo a aprender com a indústria turística turca: em 2010, perto de 10 mil pessoas por dia foram visitar o Topkapi
Segundo o Taraf, um jornal em turco citado pelo Hürryiet Daily News, o ano passado mais de três milhões e meio de turistas visitaram o Palácio Topkapi, pagando trinta milhões de liras turcas (perto de 15 milhões de euros). A Hagia Sophia foi visitada por 2,9 milhões de turistas gerou perto de 27 milhões de liras de receita. É certo que o ano passado Istambul foi capital europeia da cultura. Mas a experiência também diz que, tendencialmente, no ano a seguir a um grande acontecimento, as receitas ainda sobem.
Antes de fazer qualquer comparação com Portugal temos também que ter em conta, pelo menos na Hagia Sophia, que estamos perante tesouros únicos do património da humanidade. Mas num país que se quer turístico e em que os principais estádios de futebol atraem mais visitantes por ano que qualquer museu nacional, há algo a aprender com a indústria turística turca, se eu não estou a ver mal.
Antes de fazer qualquer comparação com Portugal temos também que ter em conta, pelo menos na Hagia Sophia, que estamos perante tesouros únicos do património da humanidade. Mas num país que se quer turístico e em que os principais estádios de futebol atraem mais visitantes por ano que qualquer museu nacional, há algo a aprender com a indústria turística turca, se eu não estou a ver mal.
A "doença infantil censória" da esquerda: O BE devia ouvir a Renovação Comunista
Agora João Semedo devia responder com clareza se está com a Renovação Comunista ou com o directório Louçã-Fazenda. A dita Renovação Comunista não podia ser mais clara na denúncia da "doença infantil censória" do BE. Escrevem eles:
Para os porta-estandarte da censura o que parece contar é a utopia de um pólo de contestação à esquerda que trabalhe para uma reversão do governo na quimera de uma forte aceleração do processo social em Portugal. Linha que os dispense de, no imediato, meter a mão nas dificílimas tarefas de tirar urgentemente o nosso País do declínio económico. Das duas uma, ou o poder vem parar às mãos de uma esquerda que não se compromete, ou então a esquerda faz uma espécie de greve às responsabilidades incontornáveis de reconstruir o espaço da esquerda para montar renovadas condições para a governação alternativa. Há certamente muito bluff nesta linha demonstrativa das moções de censura, mas o que há acima de tudo é uma perigosa recaída na doença infantil de censurar para tentar defender-se eleitoralmente. Sem compreender que, em última análise, a esquerda se fortalece ou enfraquece consoante seja capaz de mostrar de forma credível como tem uma política para governar Portugal, mesmo nas mais difíceis e impopulares condições. E a doença infantil vai ao ponto de permitir a imagem de inaceitável competição entre o BE e o PCP na disputa dos respectivos territórios de influência. A doença infantil censória da esquerda é muito perigosa porque pode fornecer todos os pretextos para separar o que começava a ser juntado e para dotar a direita socialista de mais fortes argumentos para hegemonizar o PS e as suas inclinações atávicas para entendimentos à direita.
Leia todo o texto da Renovação Comunista, aqui.
Para os porta-estandarte da censura o que parece contar é a utopia de um pólo de contestação à esquerda que trabalhe para uma reversão do governo na quimera de uma forte aceleração do processo social em Portugal. Linha que os dispense de, no imediato, meter a mão nas dificílimas tarefas de tirar urgentemente o nosso País do declínio económico. Das duas uma, ou o poder vem parar às mãos de uma esquerda que não se compromete, ou então a esquerda faz uma espécie de greve às responsabilidades incontornáveis de reconstruir o espaço da esquerda para montar renovadas condições para a governação alternativa. Há certamente muito bluff nesta linha demonstrativa das moções de censura, mas o que há acima de tudo é uma perigosa recaída na doença infantil de censurar para tentar defender-se eleitoralmente. Sem compreender que, em última análise, a esquerda se fortalece ou enfraquece consoante seja capaz de mostrar de forma credível como tem uma política para governar Portugal, mesmo nas mais difíceis e impopulares condições. E a doença infantil vai ao ponto de permitir a imagem de inaceitável competição entre o BE e o PCP na disputa dos respectivos territórios de influência. A doença infantil censória da esquerda é muito perigosa porque pode fornecer todos os pretextos para separar o que começava a ser juntado e para dotar a direita socialista de mais fortes argumentos para hegemonizar o PS e as suas inclinações atávicas para entendimentos à direita.
Leia todo o texto da Renovação Comunista, aqui.
Muitos de nós consumimos medicamentos para os quais há genéricos. Mesmo depois de decidirmos pelo genérico e ´nos munirmos de receita médica com o princípio activo - e se estamos paenas interessados no produto e não em qualquer marca - podemos fazer mau negócio na farmácia.
Num mundo em que nada é fácil de perceber nos preços, da tarifa de telemóvel ao bilhete de avião, a Deco presta um serviço público com o sei comparativo de medicamentos. Pode bem descobrir que podia popuar uns bons euros e continuar a mesma medicação. Faça uma pesquisa e verá que vale a pena dizer ao farmacêutico a marca de genérico que quer, por contraditóriq que a expressão possa parecer.
Num mundo em que nada é fácil de perceber nos preços, da tarifa de telemóvel ao bilhete de avião, a Deco presta um serviço público com o sei comparativo de medicamentos. Pode bem descobrir que podia popuar uns bons euros e continuar a mesma medicação. Faça uma pesquisa e verá que vale a pena dizer ao farmacêutico a marca de genérico que quer, por contraditóriq que a expressão possa parecer.
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