12.7.11
OS subsídios ao emprego postos em causa: não beneficiam os desempregados de longa duração, diz estudo sobre a Alemanha.
Os subsídios ao emprego de desempregados de longa duração têm efeito na sua empregabilidade? Um estudo da Universidade de St. Gallen, acabado de sair, que analisou os subsídios ao emprego de DLD na Alemanha entre os anos de 2000 e 2002, conclui que não, ao contrário de estudos anteriores, pondo em causa a relevância deste tipo de medidas, bastante usadas - e encorajadas pelos organismos internacionais - nas políticas activas de emprego. O estudo está disponível aqui.
Nem é tempo para o PSD brincar às ofensivas liberais nem para o PS passar a negar a que a crise mundial existe.
A economia portuguesa está doente há uma década e isso notou-se, entre outras coisas, nos crescimentos muito moderados e na incapacidade de conter o aumento do desemprego. Agora que está submetida a terapia intensiva terá dois anos sucessivos de recessão, "o maior recuo combinado da história portuguesa", diz-se. É preciso acreditar na cura para ter ânimo para sobreviver à terapia. Daí que não seja tempo para o PSD brincar às ofensivas liberais nem para o PS se substituir ao PSD de há 6 meses, de modo populista e irresponsável, negando a evidência da crise. Se não foi Sócrates que inventou a crise mundial, ela também não passou a ser ficção quando Passos Coelho chegou a Primeiro-Ministro. Deixemos o PCP e o BE brincar com as dificuldades dos portugueses, convencidos que as capitalizam e concentremo-nos em separar o trigo do joio nas medidas que aí vêm, ou se preferirem, em separar os princípios farmacológicos activos dos placebos e estes ainda dos alucinógenos liberais.
A pílula é tão mais amarga quanto sabemos que a falta de visão europeia da crise fez de nós vítimas precoces de um problema que mais cedo que tarde chegará às barbas de Paris e Berlim. Então, à europeia, serão tomadas as medidas que agora foram recusadas e a pressão sobre nós aliviar-se-á. O que o austeritativismo já nos terá feito não tem regresso, mas nem temos agora alternativa a seguir este caminho nem podemos ter outra esperança que não a de que a Europa prove que existe na hora de gerir o Euro, nem que o faça tarde. tardíssimo, como historicamente sempre faz. Sob pressão, contudo, a Europa tem acabado por tomar boas decisões. Oxalá a história se repita agora.
A pílula é tão mais amarga quanto sabemos que a falta de visão europeia da crise fez de nós vítimas precoces de um problema que mais cedo que tarde chegará às barbas de Paris e Berlim. Então, à europeia, serão tomadas as medidas que agora foram recusadas e a pressão sobre nós aliviar-se-á. O que o austeritativismo já nos terá feito não tem regresso, mas nem temos agora alternativa a seguir este caminho nem podemos ter outra esperança que não a de que a Europa prove que existe na hora de gerir o Euro, nem que o faça tarde. tardíssimo, como historicamente sempre faz. Sob pressão, contudo, a Europa tem acabado por tomar boas decisões. Oxalá a história se repita agora.
11.7.11
Esquerda à esquerda do PS: "E agora, que vai ser de nós sem os Bárbaros?"
“E agora, que vai ser de nós sem os Bárbaros? /Essa gente era uma espécie de solução”. Termina citando Cavafis, a melhor análise da esquerda até agora vinda a lume da esquerda à esquerda do PS sobre o que a esquerda precisa de aprender com os meses que nos levaram do PEC ao PSD-CDS. A ler, Cipriano Justo, aqui.
Que partido, quando e a propósito de que eleições escreveu esta frase?
Em relação ao aumento das receitas fiscais, o esforço será feito sem aumento de impostos, baseando-se na melhoria da eficácia da administração fiscal, do combate à economia informal e à fraude e evasão fiscal, o que permitirá um alargamento da base tributável.
Leia a página 28 deste documento, se quiser obter a resposta.
Leia a página 28 deste documento, se quiser obter a resposta.
9.7.11
RIP Diogo Vasconcelos
Não me atrevo a escrever sobre ele. Conheciamo-nos muito superficialmente, de uma meia dúzia de reuniões e encontros casuais. Recordo, sobretudo, o seu sorriso bem-educado, a sua militância na defesa das suas causas e, não posso deixar de dizê-lo, a solidariedade pessoal que dele recebi nos momentos mais difíceis, em que podia ter escolhido a distância ou o silêncio, mas escolheu o abraço e a palavra.
Se escrevesse mais do que isto, gostaria de ter escrito como a Maria Manuel Leitão Marques e o Carlos Zorrinho.
Se escrevesse mais do que isto, gostaria de ter escrito como a Maria Manuel Leitão Marques e o Carlos Zorrinho.
8.7.11
Quais são as marcas portuguesas?
Quais são as marcas portuguesas mais conhecidas, perguntou-me genuinamente um colega turco. Olhando em volta, no escritório, nas lojas por onde passei, na cidade, em Ankara, na última semana, só descobri três, estas:
Bem sei que não sou um especialista em branding, mas de repente dei por mim a pensar que em toda a União Europeia só há seis economias maiores que a da Turquia, país que anda com taxas de crescimento perto dos nove por cento. Não temos marcas, não penetramos neste mercado em especial ou andamos distraídos? Noutros países fora dos nossos destinos tradicionais passar-se-á o mesmo?
PS. E não discuto a estratégia destas marcas, provavelmente a mais inteligente, que leva, nos dois primeiros casos, a que só um português saiba que são portuguesas.
PS2. Na primeira versão tinha-me esquecido do Mateus Rosé. Mas, sim, já o vi por aqui. Ao contrário, para minha surpresa, do Vinho do Porto.
Bem sei que não sou um especialista em branding, mas de repente dei por mim a pensar que em toda a União Europeia só há seis economias maiores que a da Turquia, país que anda com taxas de crescimento perto dos nove por cento. Não temos marcas, não penetramos neste mercado em especial ou andamos distraídos? Noutros países fora dos nossos destinos tradicionais passar-se-á o mesmo?
PS. E não discuto a estratégia destas marcas, provavelmente a mais inteligente, que leva, nos dois primeiros casos, a que só um português saiba que são portuguesas.
PS2. Na primeira versão tinha-me esquecido do Mateus Rosé. Mas, sim, já o vi por aqui. Ao contrário, para minha surpresa, do Vinho do Porto.
Medidas alternativas de combate ao crime: o exemplo das casas na Holanda
Atenção, legisladores, a Holanda reduziu em 26% o risco de assalto a novas residências sem mexer no código penal, por reduzir o "convite ao crime", como dizem dois economistas neste artigo. Como? Foi simples, mexendo nos requisitos de segurança no regulamento das edificações urbanas. Os nossos securitários precisam de estudar exemplo destes que não mostram capturas espectaculares nem fazem primeiras páginas mas são efectivos na redução da criminalidade.
7.7.11
De links bem abertos: O BCE salta só num pé
Nuno Teles tem razão: Talvez nunca tenha sido tão clara a divergência entre os interesses do capital financeiro e os do resto da economia, se pensarmos à escala europeia. Contudo, como classifica o João Galamba a obsessão neurótica do BCE com a inflação resulta da leitura predominante do seu mandato, a qual, regste-se, é provavelmente a que mais fiel e à letra do dito mandato, ele próprio desequilibrado, resultado dos defeitos institucionais de fundação do Euro e que, diria, faz o BCE saltar só num pé por contraponto à necessidade de um bom banco central ter os dois bem assentes na terra.
Tudo o que se estar a passar neste momento é mau para a Europa real. Mas convenço-me que Europa, hoje, é coisa na qual pensa quem não manda e na qual quem manda não pensa.
Tudo o que se estar a passar neste momento é mau para a Europa real. Mas convenço-me que Europa, hoje, é coisa na qual pensa quem não manda e na qual quem manda não pensa.
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