"Não podem constituir-se partidos que, pela sua designação ou pelos seus objectivos programáticos, tenham índole ou âmbito regional" (Artº 54º, nº 1 da CRP).
Mas para que quereria Alberto João Jardim um partido de âmbito regional de jure se já o tem de facto, como reconhece implicitamente Passos Coelho, escudando-se na autonomia do PSD/Madeira para não retirar confiança ao companheiro? Até nisto Aberto João joga com mestria as técnicas da acção psicológica e consegue ter e não ter um partido próprio, consoante lhe dá ou não jeito.
Se não fosse um pouco patético era, aliás, delicioso ver como ele substituiu na mitologia dos inimigos da Madeira os cubanos (mais apropriados a atacar o que pareça de esquerda) pela Maçonaria (mais credível como força oculta também da direita). Se o Governo fosse dominado pela hierarquia da Igreja, aposto que estaria agora a invectivar, qual anti-clerical,"a padralhada". Ele sabe fazê-las. Mas é tudo em legítima defesa.
Sanção política do PSD ao desvario orçamental dos companheiros? Passos Coelho não vai lá. É de homem.
21.9.11
Quem ajuda o Álvaro?
Transporte de mercadorias: o Alexandre pergunta ao Álvaro como é que as mercadorias chegam, ao centro da europa, em bitola europeia se as linhas de mercadorias em Espanha são em bitola ibérica. Quem ajuda o Álvaro a responder?
O custo salarial escondido da licença parental
Um estudo australiano recente mostra que, no regresso ao trabalho após a licença parental as mulheres australianas perdem 4% do salário que teriam se não tivessem tido uma criança. O estudo discute alternativas de política para contrariar este efeito. Entre nós, quanto custará o regresso?
20.9.11
RIP Johnny Raducanu. Vals Nostalgic.
Um amigo aterrou ontem em Cluj e difundiu a notícia da morte do Mr. Jazz romeno. O mesmo que manteve esta música viva no país quando era permitida às vezes e que é o inspirador dos jazzistas da actual geração, eles próprios dignos de nota. A escolha deste tema é também desse amigo. Nos últimos anos, Raducanu era mais eléctrico. Mas esta valsa nostálgica poderia ser um apropriado epitáfio.
"Há mais medos de coisas más que coisas más propriamente ditas" (Mia Couto)
(recolhido em O Cheiro da Ilha, a conselho do meu amigo Acácio Lima, )
19.9.11
Peço ajuda para compreender a inteligência de João Gonçalves.
Este post do Portugal dos pequeninos deve fazer sentido e ter destinatário. Mas começa com o meu nome, pelo que deveria ter algo a ver com o que eu escrevi ou pelo menos comigo. Acontece que não vejo em quê. Peço ajuda para compreender a inteligência de João Gonçalves.
Os desafios actuais do PS. O que eu quis dizer na Comissão Nacional.
Na última Comissão nacional do PS fiz uma intervenção que surgiu referenciada na comunicação social. Naturalmente, atendendo a que se trata de reuniões fechadas e os jornalistas têm acesso ao que lá se diz apenas em segunda mão, é-lhes dificil relatar fielmente o que se passou. E não os culpo se possa ter sido aqui e ali mal-entendido ou se algo do que disse e julgo mais importante não tenha sido publicado.
Entendo que em pleno Século XXI, as reuniões do orgão máximo do mais aberto partido português não necessitariam de portas fechadas e o partido teria a ganhar com total transparência, mas isso não vem ao caso.
Gostaria de partilhar com os leitores o espírito da reflexão que deixei nesta minha partida para um interregno na política activa quotidiana. O texto que vão ler a seguir não é o relato fiel do que disse. Mas é a síntese possível, reconstruida de memória, entre o que disse e o que tinha planeado dizer, que expressa o que penso sobre os desafios actuais do PS e da sua nova direcção, que saúdo.
0. Há um tempo para tudo na vida.
Durante este mandato na Comissão nacional faria 25 anos que entrei neste orgão e 20 que entre na Comissão política Nacional pela primeira vez. Um político tem que saber quando é o seu tempo para estar na acção e o tempo de se recolher para pensar e estudar, caso queira continuar a ser útil. Entendo que neste momento o meu melhor contributo para o PS passa por uma fase de recolhimento, participação em debates e não pelo dia a dia da actividade política, pelo que pedi a Francisco Assis para não ser incluido na lista para a CPN. Solidário com ele. apoiante até ao fim do Congresso, que a bem dizer ocorre nesta CN, aceitei ser suplente na lista, como penúltimo suplente. Ponto final, parágrafo, pois, neste quarto de século em que o PS esteve em primeiro lugar na minha vida cívica.
Deixo aqui, também, a minha reflexão actual sobre os desafios imediatos.
1. A necessidade de uma gestão adequada dos recursos políticos
O PS tem uma linha estratégica definida. Caberá à nova direcção dar os sinais adequados e escolher os protagonistas certos. Recordo que deve evitar-se o erro das exclusões cirúrgicas. Disse-o no momento próprio e não agora, a exclusão de António José Seguro de uma pasta ministerial é um exemplo de má gestão dos recursos políticos do partido. Um erro que espero que Seguro não repita agora.
Os primeiros sinais preocuparam-me. Não creio que seja uma boa opção do partido que é a alternativa de esquerda escolher para Vice-presidente do seu Grupo Parlamentar, um homem cujo pensamento político está seguramente à direita do actual Primeiro-Ministro.
Tem que se pensar a renovação e saber trazer de novo aos partidos os melhores, incluindo os que vêm de fora da actividade partidária. A geração anterior de socialistas soube-fazê-lo. A nossa não está a demonstrar ser capaz. E não se confunda renovação com a substituição de gente mais velha ou de outros pequenos grupos dentro do partido com os que seguem o líder A ou B há décadas, desde a JS ou na sua distrital. Essa mudança de rostos nada tem que ver com renovação.
2. Uma boa gestão da conjuntura política
O PS tem que ter plena noção de que a crise, se não começou após a queda do governo Sócrates também não acabou com ela. A nossa posição tem estado estritamente colada à ideia de que cumprimos o memorando de entendimento nas medidas operativas porque somos um partido de palavra. Mas não creio que se possa esgotar aí o nosso discurso.
Não podemos olhar para trás usando o que fizemos no anterior ciclo governativo como o PCP olha para a Constituição de 1976, tratando de modo imobilista e cerrando fileiras sobre o que foi feito. temos que ter consciência que haverá possivelmente ainda um aprofundamento da crise, novas medidas serão necessárias e o contributo de uma oposição ideologicamente sólida mas leal ao país será necessária,
Nesse quadro, há que dizer de modo claro que o país teve eleições que tiveram um resultado: os portugueses entregaram o Governo auma coligação PSD-CDS. O PS só pode aceitar voltar ao governo com uma nova legitimidade popular saída de novas eleições e no quadro de soluções que sejam apresentadas abertamente ao país.
3. Não cair na tentação do populismo de esquerda
É fácil tentar correr atrás do descontentamento inorgânico que muitas medidas terão que causar. Essa tentação pode conduzir-nos por caminhos pouco sólidos. O PS é um partido responsável, institucional, que procura contribuir para a resolução dos problemas do país. A sua agenda tem que ser uma agenda posicionada na esquerda reformadora e sintonizada com os problemas das classes médias e trabalhadoras.
Temos eleito o combate à corrupção como primeira prioridade política. Não contesto a sua importância, mas há um enorme risco de cair no populismo, quando se ergue esta causa que devia ser nacional e integradora em identitária e identificadora de uma força política.
Também aqui foi proclamado que o PS é federalista. Sou federalista eu próprio, mas temo pela consistência desta afirmação no quadro actual. O consenso discursivo que entre nós temos sobre federalismo pode acabar no mesmo impasse em que nos colocámos quando somos há trinta anos todos pela regionalização sem que daí tenha saído nenhum resultado prático.
Perante a crise, a primeira prioridade dos socialistas deve ser o emprego. Esse deve ser o eixo central das nossas propostas e temos que imaginar propostas realistas e consistentes que se adaptem às novas circunstâncias e aos novos problemas.
4. Temos que saber o que nos distingue à esquerda e à direita.
O PS pode orgulhar-se do resultado histórico do ciclo de poder que durou de 1995 a 2011 com um pequeno intervalo. Nesse período avançou-se no Estado social, nos direitos sociais e nos direitos cívicos, na mdoernização da sociedade portuguesa. Somos um país mais cosmopolita e menos injusto. Esse foi or esultado do programa que começou a forjar-se sob a liderança de Vitor Constâncio, se prolongou com Jorge Sampaio e se executou a partir de António Guterres. Esse foi o programa que resultou da Convenção da Esquerda Democrática e dos Estados Gerais, aperfeiçoado com as Novas Fronteiras.
Podemos dizer que fomos os arquitectos do Estado Social que hoje temos e ganhámos autoridade moral para atacar os que pretendem miná-lo nas suas bases, como a direita liberal. Mas fizémo-lo empreendendo reformas muitas vezes solitárias, em que nos faltou o respaldo expectável de uma esquerda à nossa esquerda igualmente orientada para o futuro, o que fragiliza esses resultados perante os ataques da direita.
O PS tem tanto que manter a sua demarcação da direita quanto que abrir diálogos, porventura conflituosos, com a esquerda maximalista e fixista. Há que desbloquear a esquerda exigindo mais de nós mesmo mas também sabendo que não há esperança se os outros não mudarem também.
Desbloquear a esquerda é necessário para que o PS não esteja condenado a governar solitariamente e/ou ao centro quando ganha eleições.
5. Agora, elaborar o programa para depois da crise.
O Programa elaborado nos anos oitenta e aplicado pelo PS desde os anos noventa produziu os seus resultados. Esgotou-se. Saúdo a iniciativa do "laboratório de ideias". O PS terá que voltar a ganhar a confiança dos eleitores com uma nova plataforma política adaptada ao mundo que surgirá depois da crise mundial. Há valores que são os que deveriam ter sido os de sempre: a liberdade, a igualdade, a solidariedade. Mas a expressão concreta e a tradução em medidas de política desses valores precisa de uma nova partida, adaptada ao que mudou na sociedade portuguesa, na Europa e no mundo. Atenta às aspirações actuais das pessoas. Capaz de reconhecer o que não funciona em caminhos anteriormente percorridos, os efeitos perversos que se tenham produzido e as áreas que ficara por abordar e desenvolver.
Na oposição é que os partidos reaprendem como governar a seguir. Oxalá o PS consiga fazer essa aprendizagem neste período de oposição.
Entendo que em pleno Século XXI, as reuniões do orgão máximo do mais aberto partido português não necessitariam de portas fechadas e o partido teria a ganhar com total transparência, mas isso não vem ao caso.
Gostaria de partilhar com os leitores o espírito da reflexão que deixei nesta minha partida para um interregno na política activa quotidiana. O texto que vão ler a seguir não é o relato fiel do que disse. Mas é a síntese possível, reconstruida de memória, entre o que disse e o que tinha planeado dizer, que expressa o que penso sobre os desafios actuais do PS e da sua nova direcção, que saúdo.
0. Há um tempo para tudo na vida.
Durante este mandato na Comissão nacional faria 25 anos que entrei neste orgão e 20 que entre na Comissão política Nacional pela primeira vez. Um político tem que saber quando é o seu tempo para estar na acção e o tempo de se recolher para pensar e estudar, caso queira continuar a ser útil. Entendo que neste momento o meu melhor contributo para o PS passa por uma fase de recolhimento, participação em debates e não pelo dia a dia da actividade política, pelo que pedi a Francisco Assis para não ser incluido na lista para a CPN. Solidário com ele. apoiante até ao fim do Congresso, que a bem dizer ocorre nesta CN, aceitei ser suplente na lista, como penúltimo suplente. Ponto final, parágrafo, pois, neste quarto de século em que o PS esteve em primeiro lugar na minha vida cívica.
Deixo aqui, também, a minha reflexão actual sobre os desafios imediatos.
1. A necessidade de uma gestão adequada dos recursos políticos
O PS tem uma linha estratégica definida. Caberá à nova direcção dar os sinais adequados e escolher os protagonistas certos. Recordo que deve evitar-se o erro das exclusões cirúrgicas. Disse-o no momento próprio e não agora, a exclusão de António José Seguro de uma pasta ministerial é um exemplo de má gestão dos recursos políticos do partido. Um erro que espero que Seguro não repita agora.
Os primeiros sinais preocuparam-me. Não creio que seja uma boa opção do partido que é a alternativa de esquerda escolher para Vice-presidente do seu Grupo Parlamentar, um homem cujo pensamento político está seguramente à direita do actual Primeiro-Ministro.
Tem que se pensar a renovação e saber trazer de novo aos partidos os melhores, incluindo os que vêm de fora da actividade partidária. A geração anterior de socialistas soube-fazê-lo. A nossa não está a demonstrar ser capaz. E não se confunda renovação com a substituição de gente mais velha ou de outros pequenos grupos dentro do partido com os que seguem o líder A ou B há décadas, desde a JS ou na sua distrital. Essa mudança de rostos nada tem que ver com renovação.
2. Uma boa gestão da conjuntura política
O PS tem que ter plena noção de que a crise, se não começou após a queda do governo Sócrates também não acabou com ela. A nossa posição tem estado estritamente colada à ideia de que cumprimos o memorando de entendimento nas medidas operativas porque somos um partido de palavra. Mas não creio que se possa esgotar aí o nosso discurso.
Não podemos olhar para trás usando o que fizemos no anterior ciclo governativo como o PCP olha para a Constituição de 1976, tratando de modo imobilista e cerrando fileiras sobre o que foi feito. temos que ter consciência que haverá possivelmente ainda um aprofundamento da crise, novas medidas serão necessárias e o contributo de uma oposição ideologicamente sólida mas leal ao país será necessária,
Nesse quadro, há que dizer de modo claro que o país teve eleições que tiveram um resultado: os portugueses entregaram o Governo auma coligação PSD-CDS. O PS só pode aceitar voltar ao governo com uma nova legitimidade popular saída de novas eleições e no quadro de soluções que sejam apresentadas abertamente ao país.
3. Não cair na tentação do populismo de esquerda
É fácil tentar correr atrás do descontentamento inorgânico que muitas medidas terão que causar. Essa tentação pode conduzir-nos por caminhos pouco sólidos. O PS é um partido responsável, institucional, que procura contribuir para a resolução dos problemas do país. A sua agenda tem que ser uma agenda posicionada na esquerda reformadora e sintonizada com os problemas das classes médias e trabalhadoras.
Temos eleito o combate à corrupção como primeira prioridade política. Não contesto a sua importância, mas há um enorme risco de cair no populismo, quando se ergue esta causa que devia ser nacional e integradora em identitária e identificadora de uma força política.
Também aqui foi proclamado que o PS é federalista. Sou federalista eu próprio, mas temo pela consistência desta afirmação no quadro actual. O consenso discursivo que entre nós temos sobre federalismo pode acabar no mesmo impasse em que nos colocámos quando somos há trinta anos todos pela regionalização sem que daí tenha saído nenhum resultado prático.
Perante a crise, a primeira prioridade dos socialistas deve ser o emprego. Esse deve ser o eixo central das nossas propostas e temos que imaginar propostas realistas e consistentes que se adaptem às novas circunstâncias e aos novos problemas.
4. Temos que saber o que nos distingue à esquerda e à direita.
O PS pode orgulhar-se do resultado histórico do ciclo de poder que durou de 1995 a 2011 com um pequeno intervalo. Nesse período avançou-se no Estado social, nos direitos sociais e nos direitos cívicos, na mdoernização da sociedade portuguesa. Somos um país mais cosmopolita e menos injusto. Esse foi or esultado do programa que começou a forjar-se sob a liderança de Vitor Constâncio, se prolongou com Jorge Sampaio e se executou a partir de António Guterres. Esse foi o programa que resultou da Convenção da Esquerda Democrática e dos Estados Gerais, aperfeiçoado com as Novas Fronteiras.
Podemos dizer que fomos os arquitectos do Estado Social que hoje temos e ganhámos autoridade moral para atacar os que pretendem miná-lo nas suas bases, como a direita liberal. Mas fizémo-lo empreendendo reformas muitas vezes solitárias, em que nos faltou o respaldo expectável de uma esquerda à nossa esquerda igualmente orientada para o futuro, o que fragiliza esses resultados perante os ataques da direita.
O PS tem tanto que manter a sua demarcação da direita quanto que abrir diálogos, porventura conflituosos, com a esquerda maximalista e fixista. Há que desbloquear a esquerda exigindo mais de nós mesmo mas também sabendo que não há esperança se os outros não mudarem também.
Desbloquear a esquerda é necessário para que o PS não esteja condenado a governar solitariamente e/ou ao centro quando ganha eleições.
5. Agora, elaborar o programa para depois da crise.
O Programa elaborado nos anos oitenta e aplicado pelo PS desde os anos noventa produziu os seus resultados. Esgotou-se. Saúdo a iniciativa do "laboratório de ideias". O PS terá que voltar a ganhar a confiança dos eleitores com uma nova plataforma política adaptada ao mundo que surgirá depois da crise mundial. Há valores que são os que deveriam ter sido os de sempre: a liberdade, a igualdade, a solidariedade. Mas a expressão concreta e a tradução em medidas de política desses valores precisa de uma nova partida, adaptada ao que mudou na sociedade portuguesa, na Europa e no mundo. Atenta às aspirações actuais das pessoas. Capaz de reconhecer o que não funciona em caminhos anteriormente percorridos, os efeitos perversos que se tenham produzido e as áreas que ficara por abordar e desenvolver.
Na oposição é que os partidos reaprendem como governar a seguir. Oxalá o PS consiga fazer essa aprendizagem neste período de oposição.
18.9.11
Universidade Católica, PIDE religiosa e direito de defesa.
Ainda me custa a acreditar no que li no Machina Speculatrix. O Reitor da UCP, que foi tradutor de Gramsci e me ensinou Marx com rigor académico e foi também meu chefe directo no ISCTE reduziu-se à condição de receptor de dossiers de uma PIDE religiosa, sem sequer direito de defesa.
O Porfírio, que sei homem livre e espirito dialogante com a doutrina da igreja, ainda que do seu exterior, por razões pessoais e até familiares que não têm que ser chamadas ao espaço público, foi reduzido à condição de inempregável por motivos de consciência.
No Portugal em que eu cresci, para os sacerdotes que ele e eu conhecemos e com quem aprendemos e discutimos entre muitas outras coisas a noção da dignidade humana, este episódio só pode ser aviltante e seguramente alheio à cultura do cristianismo contemporâneo.
O Porfírio, que sei homem livre e espirito dialogante com a doutrina da igreja, ainda que do seu exterior, por razões pessoais e até familiares que não têm que ser chamadas ao espaço público, foi reduzido à condição de inempregável por motivos de consciência.
No Portugal em que eu cresci, para os sacerdotes que ele e eu conhecemos e com quem aprendemos e discutimos entre muitas outras coisas a noção da dignidade humana, este episódio só pode ser aviltante e seguramente alheio à cultura do cristianismo contemporâneo.
16.9.11
Algo vai mal. Será no reino da Dinamarca?
Na Dinamarca, vitória dos socialistas implica coligação de esquerda. Em Portugal é impensável. Culpas? Repartidas por PS, CDU e BE em proporções a apurar quando houver coragem política em simultâneo nas três forças para resolver a questão. Até lá resta ao PS a solidão de ser um partido de esquerda responsável e ao país, quando o PS ganha, ter governos virados para o centro. Erros nossos, sectarismos ardentes, má fortuna.
15.9.11
Tarifa de telemóvel Ho Chi Minh
É vietnamita, tem menos de 42 anos e pertence à Juventude Comunista? Tem direito à tarifa de telemóvel Ho Chi Minh. Viva o socialismo!
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