30.9.11
Hard to believe?
Parece que o mundo vai deixar 750 000 pessoas morrer de fome. A ONU, pelo menos pensa que sim, na Somália. Leia Alex Perry no blog da Time.
Pois é
É o Euro, estúpido, diz o João Galamba remetendo-nos para uma boa explicação à senhora Merkel de que esta crise tem dois lados e não apenas o lado PIGS. Coisa que custa a perceber até alguns dirigentes dos ditos.
29.9.11
A deslocalização: fenómeno também da periferia europeia
Há menos de cinco anos debatia-se na Europa a deslocalização da Nokia de Bichum na Alemanha para a Roménia. Três anos e meio depois, a unidade de produção romena vai fechar, deslocalizando para a Ásia. Segundo o Adevarul, a empresa valeu no ao passado 1,3% do PIB do país e foi o segundo maior exportador (a seguir à Dacia).
Este movimento segue-se a outros de unidades de produção de grandes empresas como a Policolor e a Kraft que deslocalizaram em 2007 e 2009, respectivamente, para a Bulgária; a Colgate-Palmolive que mudou para a Polónia e a Coca-Cola que partiu para o outro lado da fronteira, na Moldávia. Poderíamos acrescentar a esta lista empresas de menor dimensão, por exemplo na confecção que também partiram nos últimos anos. Outros países da periferia da UEsofrem o mesmo efeito.
A deslocalização da produção industrial deixou de ser um fenómeno do centro da Europa.
Este movimento segue-se a outros de unidades de produção de grandes empresas como a Policolor e a Kraft que deslocalizaram em 2007 e 2009, respectivamente, para a Bulgária; a Colgate-Palmolive que mudou para a Polónia e a Coca-Cola que partiu para o outro lado da fronteira, na Moldávia. Poderíamos acrescentar a esta lista empresas de menor dimensão, por exemplo na confecção que também partiram nos últimos anos. Outros países da periferia da UEsofrem o mesmo efeito.
A deslocalização da produção industrial deixou de ser um fenómeno do centro da Europa.
Haverá algum bispo português pronto a fazer o papel de Warren Buffett em tempo de crise e de solidariedade nacional? Irá a Igreja Católica dispôr-se a abdicar de algum dos seus vastissimos privilégios fiscais? Talvez alguma alma caridosa surja e tenha piedade dos portugueses sem 13º mês, etc. etc.
28.9.11
Esta era a semana dos direitos das mulheres na Arábia Saudita, não era?
Neste blogue da Time fica tudo dito:
Just days after King Abdullah granted Saudi women the right to vote and run in municipal elections scheduled for 2015, a court convicted a woman of driving without permission and sentenced her to lashing. It is the harshest sentence yet and a stark reminder that despite real gains, the Kingdom's rigid social order endures.
Just days after King Abdullah granted Saudi women the right to vote and run in municipal elections scheduled for 2015, a court convicted a woman of driving without permission and sentenced her to lashing. It is the harshest sentence yet and a stark reminder that despite real gains, the Kingdom's rigid social order endures.
Estamos em 2011, sabem?
Muita coisa me separa da análise que Carlos Brito faz do último governo e muita pedra haveria que partir para chegar de modo sério ao ponto de convergência política a que apela. Mas, perante o ataque ideológico da direita, cá como lá fora, a esquerda precisa de uma nova agenda se quiser ser alternativa. Por isso partilho inteiramente desta perspectiva:
Nada desculpa que perante a ofensiva violenta da direita, que está a provocar o brutal agravamento das condições de vida dos trabalhadores e de todo o povo, a esquerda permaneça dividida. Nenhuma das grandes formações políticas desta área pode ser desculpada.
O que é possível, por exemplo, na Dinamarca só é impossível em Portugal porque todas as esquerdas ainda vivem determinadas politicamente pelo lado da barricada em que estiveram no PREC, perante o Muro de Berlim ou ambos. Estamos em 2011, sabem?
PS. Para que não me avaliem mal. Entre o bloco central, a maioria de direita e o caos, o princípio da realidade continua a fazer-me preferir o bloco central. Mas esse é o resultado de erros nossos, sectarismo ardente, má fortuna.
Nada desculpa que perante a ofensiva violenta da direita, que está a provocar o brutal agravamento das condições de vida dos trabalhadores e de todo o povo, a esquerda permaneça dividida. Nenhuma das grandes formações políticas desta área pode ser desculpada.
O que é possível, por exemplo, na Dinamarca só é impossível em Portugal porque todas as esquerdas ainda vivem determinadas politicamente pelo lado da barricada em que estiveram no PREC, perante o Muro de Berlim ou ambos. Estamos em 2011, sabem?
PS. Para que não me avaliem mal. Entre o bloco central, a maioria de direita e o caos, o princípio da realidade continua a fazer-me preferir o bloco central. Mas esse é o resultado de erros nossos, sectarismo ardente, má fortuna.
27.9.11
Yes he tries: teologia política de Obama e campanha eleitoral no ano novo judaico.
Escrevi já sobre a teologia política de Obama e aquilo a que chamei o seu pós-secularismo ecuménico, que nada tem que ver com laicismo nem com o seu contrário. Essa visão da relação entre religião e política encoraja-o a buscar os votos onde eles estão, a ver as linhas de demarcação religiosa como quaisquer outras linhas de identidade de grupo. E em época eleitoral todos os grupos valem o peso dos seus votos e da sua influência social. Em dia de ano novo judaico, Obama escolheu dizer aos judeus, para além da promessa de amizade eterna a ISrael, que "as Jewish tradition teaches us, we may not complete the work, but that must never keep us from trying."Claro, yes he tries.
26.9.11
FC Oţelul Galaţi, pequena nota sobre fonética
Ouvi esta manhã na TSF um spot referente ao jogo entre o Oţelul Galaţi e o Benfica. Um pequeno esclarecimento fonético, apenas: a letra "ţ" em romeno não se pronuncia t. Com a introdução do diacrítico pronuncia-se "ts". O Benfica vai, pois, jogar com um clube cujo nome se pronuncia "Otselul Galatsi" e não Otelul Galati. O clube dos metalúrgicos (dai o nome Oţelul) desta cidade que vivia da metalurgia pesada e da construção naval, situada junto ao Danúbio, do sudeste da Roménia.
25.9.11
Do 25 de Abril à Primavera árabe, a mesma luta?
Há quem ache que sim, que a terceira vaga da democratização global que agora chega ao Médio Oriente começou aqui. Leia-se o primeiro parágrafo da introdução desta colectânea. Como comenta o Direitos Outros, não deixa de ser comovente.
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