As economias de mercado não são feitas apenas de mercados. eis o que Milton Friedmann não percebeu, segundo Dany Rodrik. A sua imagem é poderosa: se o lápis de Friedmann deixou de ser global para passar a ser chinês há uma chave para o facto e não é o mercado; tal como uma limonada não se faz sem limão nem só de sumo de limão, quem pensa que o mercado é tudo alimenta erros sérios com consequências significativas. Leia na fonte:
Markets are the essence of a market economy in the same sense that lemons are the essence of lemonade. Pure lemon juice is barely drinkable. To make good lemonade, you need to mix it with water and sugar. Of course, if you put too much water in the mix, you ruin the lemonade, just as too much government meddling can make markets dysfunctional. The trick is not to discard the water and the sugar, but to get the proportions right. Hong Kong, which Friedman held up as the exemplar of a free-market society, remains the exception to the mixed-economy rule – and even there the government has played a large role in providing land for housing.
12.10.11
11.10.11
Gente séria a falar de coisas sérias: Krugman e as razões de ser Keynesiano
Há razões para ser Keynesiano perante a crise? Há. Paul Krugmann explica aos apóstolos do austerativismo contemporâneo.
9.10.11
Pode o ministro-patrão desrespeitar o ministro-àrbitro? Perguntem a Álvaro.
À medida que vou lendo os anúncios sobre as empresas de transportes vai crescendo em mim a convicção de que reflectem um misto de novo embrulho de coisas feitas com ideias gerais não devidamente amadurecidas. Esta mistura costuma dar boas páginas de jornal até que alguém lembre a nudeza real.
Ivo Gonçalves toca, aliás, num outro ponto curioso. Pode o Ministro que tutela as relações de trabalho espezinhar assim instrumentos previstos na legislação cujo cumprimento tem por missão garantir? Se o sindicalismo ainda não tiver morrido em Portugal, não pode. Caso contrário, o menor problema é o desinteresse do ministro em fazer cumprir as leis por que é responsável nas àreas que tutela.
Ivo Gonçalves toca, aliás, num outro ponto curioso. Pode o Ministro que tutela as relações de trabalho espezinhar assim instrumentos previstos na legislação cujo cumprimento tem por missão garantir? Se o sindicalismo ainda não tiver morrido em Portugal, não pode. Caso contrário, o menor problema é o desinteresse do ministro em fazer cumprir as leis por que é responsável nas àreas que tutela.
8.10.11
Sidónio Muralha, Roteiro [homem não tem avesso]
Parar. Parar não paro.
Esquecer. Esquecer não esqueço.
Se carácter custa caro
pago o preço.
Pago embora seja raro.
Mas homem não tem avesso
e o peso da pedra eu comparo
à força do arremesso.
Um rio, só se fôr claro.
Correr, sim, mas sem tropeço.
Mas se tropeçar não paro
- não paro nem mereço.
E que ninguém me dê amparo
nem me pergunte se padeço.
Não sou nem serei avaro
- se carácter custa caro
pago o preço.
Sidónio Muralha, "Poemas" Editorial Inova, Porto, p.196
(na blogosfera, publicado já em Além de mim)
Esquecer. Esquecer não esqueço.
Se carácter custa caro
pago o preço.
Pago embora seja raro.
Mas homem não tem avesso
e o peso da pedra eu comparo
à força do arremesso.
Um rio, só se fôr claro.
Correr, sim, mas sem tropeço.
Mas se tropeçar não paro
- não paro nem mereço.
E que ninguém me dê amparo
nem me pergunte se padeço.
Não sou nem serei avaro
- se carácter custa caro
pago o preço.
Sidónio Muralha, "Poemas" Editorial Inova, Porto, p.196
(na blogosfera, publicado já em Além de mim)
6.10.11
Oposição responsável: PS não dá desculpas para cortes sociais no município de Almada.
Maioria CDU não tem desculpa para cortes nas funções sociais no Município de Almada. É o tema em destaque no newsletter de Setembro dos vereadores do PS. Leia-o aqui.
Publicado também em Por Almada.
Publicado também em Por Almada.
4.10.11
À atenção dos inimigos do salário minimo
Não há evidências de que o salário mínimo prejudique o nível emprego, pelo menos, segundo este estudo de uma equipa da Universidade Autónoma de Madrid, assim foi no caso dos jovens espanhóis no período de 2000 a 2008.
1.10.11
Um carro movido a café
A BBC conta a história de um carro movido a café que roda a 65 milhas por hora. Quantos expressos consumirá aos 100?
30.9.11
Hard to believe?
Parece que o mundo vai deixar 750 000 pessoas morrer de fome. A ONU, pelo menos pensa que sim, na Somália. Leia Alex Perry no blog da Time.
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