20.10.11

O MES ainda mexe

Puseram fim à pulsão revolucionária com um jantar, agora comemoram a extinção com um almoço de famílias.
Caminhar da luta de classes nos campos e nas fábricas até um cozido à portuguesa em família não deixa de ser uma boa imagem do caminho do país nas últimas décadas. O MES continua na vanguarda.
Se é da família deles e tem orgulho nisso, não perca. Pessoalmente, vejo razões para o orgulho ex-MES, como escrevi no prefácio ao livro dos meus amigos António Silva e Paulo Bárcia. Veja como pode ir almoçar com eles, aqui.

Estás na mesma!

(recebido de uma amiga, por mail)

19.10.11

O que é que eles andam a fumar?

O que é que eles andam a fumar? (Pergunta-se Robert Reich sobre os republicanos, mas podia ser sobre os nossos austerativistas, a propósito da "armadilha mortal" da austeridade).

A análise definitiva do OE 2012

A análise, brilhante e definitiva, do OE 2012 e do Ministro Vitor Gaspar está feita por Pedro Lains. Mas como nos aconteceu isto? Tenho para mim que a chegada ao vértice superior do poder de políticos mal preparados é um dos ingredientes do fascínio por mentes brilhantes, perfeitas e irreais, incapazes de viver fora dos seus modelos. Se Passos Coelho estivesse mais seguro de si em economia ou Vitor Gaspar não tinha sido Ministro ou tinha deixado de o ser depois da preparação do OE. Deixar enfraquecer os partidos não é um gesto isento de consequências democráticas.

E se o nosso PIB formal fosse 19% superior ao valor que consideramos?

E se o nosso PIB formal fosse 19% superior e os rendimentos gerados por essa riqueza não contabilizada pagassem impostos, quantos sacrifícios a menos se justificaria pedir, quanto desceria o défice sem cortar em funções sociais e que efeitos teria sobre o rating da nossa dívida pública?
Segundo um estudo da Visa, citado pelo Economia e Finanças, o nosso PIB real tem 19% a mais que o nosso PIB formal, isto é, virtual.

15.10.11

Passos explicou o défice pela direita baixa. Mas não lucra nada com isso.

João Galamba, na Jugular, explica o embuste do desvio, depois de ser um porta-voz da Comissão a corrigir a politiquice do Primeiro-Ministro, pondo a origem do défice de 2011 nas causas que lhe pertencem. Ou seja, o estilo "a culpa é do outro" é apenas um truque para não assumir responsabilidade pelas escolhas feitas. Passos atacou pela direita baixa, neste ponto. Mas não lucra nada com o golpe feio. Até Seguro vai ser forçado a defender o governo de Sócrates.