Esta minha ida a Lisboa, às sessões de Homenagem/ Evocação de João Martins Pereira, não podia “perder-se” na “desarrumação” da minha cabeça, pensando eu em fazer um texto corrido, mas muito simples, a propósito.
Só que o Dr. Paulo Pedroso, gentilmente, me incitou a escolher uma outra “formatação”, em textos curtos, suscétíveis de publicação no seu blog. Esta amabilidade do Dr. Paulo Pedroso, vem, de novo, “obrigar-me” a vencer a minha “preguiça” e tentar uma melhor sistematização no meu inicial registo.
Agradeço ao Dr. Paulo Pedroso, esta “disciplina”, esconjurando o meu “desleixo”, ditado por esta “desocupação” de pensionista “por invalidez” física.
1. Uma homenagem participada e de qualidade elevada
A Homenagem, com três sessões, uma na Sexta-feira e duas no Sábado, 25 e 26 de Novembro p. p., mobilizou cerca de cem pessoas, ao logo das sessões.
Para além das múltiplas intervenções dos organizadores e seus convidados, registaram-se diversas outras intervenções do público assistente, muitas delas revelando uma preparação prévia, refletida, maturada, organizada e com objetivos pré definidos.
Diria que, a “qualidade” das participações/intervenções, embora não homogénea, esteve acima do corrente.
Pese contudo que alguns dos intervenientes quase se “esqueceram” de que o centro do evento era a obra e vida, muito rica, de João Martins Pereira. E como advogo, que urge “chamar os bois pelo nome”, não posso deixar de referir Manuel Carvalho da Silva, como caso paradigmático deste desvio.
No polo oposto tivemos Manuela Cruzeiro, José Reis, João Cravinho, e, com alguma surpresa minha, Francisco Louçã fugiu ao tom panfletário, que normalmente usa.
Esta “Evocação de João Martins Pereira” resulta de uma vontade política do CES/CD 25 de Abril, que saudo, agradecendo, em particular, a Rui Bebiano e a Manuela Cruzeiro, todo o enorme esforço, empenho e mestria envolvidas. A mobilizaçao havida e a qualidade das intervenções serão, para eles, com certeza, uma reconfortante contrapartida.
2. A modernização: a articulação micro-macro era um tema caro ao homenageado
Francisco Louçã, acabou por introduzir e tratar eruditamente, mas de forma bem interessante, a apregoada “Modernização”. A parte do “Moderno”, a que eu, chamo o “Modernaço”, termo que o meu Amigo Alexandre Alves Costa, já na década de 60, usava.
Uma parte da “Modernização” centrou-se, efetivamente, na diversificação dos chamados produtos de consumo, mas o seu aparecimento não se cifrou numa alteração básica da estrutura do aparelho produtivo. Poderiamos até falar na “democratização do consumo”. Nesse ângulo, a intervenção de Louçã foi brilhante.
É claro, que do meu ponto de vista, Francisco Louçã omitiu a outra vertente, a da “Modernização” no aparelho produtivo e no aparelho de distribuição, recente, face e ditada pelo incremento decisivo do nível de incorporação técnica e tecnológica, alterando o mix de produtos fabricados, ora mais sofisticados, e alterando-se os métodos e tecnologias de fabricação e de gestão da produção. Tudo ligado a uma nova “Divisão doTrabalho” e “Divisão Internacional do Trabalho”.
Louçã também “omitiu” o “Moderno” que a Desburocratização encerra. Não teço comentários à opção de Louçã nessas “omissões”. É óbvia. A lacuna de Louçâ, no meu ponto de vista, prende-se com a não articulação dos processos micro económicos com os processos macro económicos, onde João Martins Pereira era “mestre dos mestres”.
Numa outra intervenção, que temáticamente entra no mesmo tom da acima referida, apontou-se que há muito, não se processam Cursos sobre Técnicas de Produtividade, o que é um facto que conheço bem pois estive em Paris frequentando um curso de pós gradução em “Técnicas de Produvidade” então ministrado por Jacques Delors. E partiu-se daí para para acusar o patronato de falhas na produtividade e na competividade. E no oposto, ilibava-se, e bem, que tal decorresse dos trabalhadores.
Mas também aqui, voltamos a ter uma “omissão”. As pequenas “astúcias” das Técnicas de Produtividade, em torno da organização dos postos de trabalho, em torno dos lay-out fabris, em torno das sequências de trabalho, em torno do aprofundamento da “preparação de trabalho” e dos “métodos”, o uso de novas ferramentas, nomeadamente de computação ( que muito bem João Cravinho referiu como bem dominados por João Martins Pereira) representam pouco, hoje, face à intervenção de fundo, essa sim,decisiva, decorrente e marcada pelo incremento do nível de incorporação tecnológica e técnica.
Nessa intervenção, e vinha bem a propósito, omitiu-se, quanto aos Trabalhadores, o factor “Qualificação”. Não comento a omissão, pois as razões são também óbvias.
Num segundo texto aludirei ao “Senso Comum” acrítico. Num terceiro texto, ocupar-me-ei das “Omissões” e dentro delas anotarei a respeitante aos “Excedentes Gerados na A,tividade Económica”. No quarto texto irão algumas Notas sobre a passagem ao largo de uma Crítica Radical à Doutrina Corporativa, que informou o anterior regime e continua bem presente na legislação e na mente de muitas pessoas. Tudo isto também ligado a um intervenção política no futuro próximo.
Acácio Lima
5.12.11
Não é com austerativismo sem estratégia e palavras na moda que se faz diplomacia.
O Rui Almas cuidou de que não me passasse ao lado este texto sobre diplomacia, onde se desmonta a falsa dicotomia entre diplomacia política e económica e se lembra que não fazemos "diplomacia em rede" dentro da União Europeia. Concordo e até já tinha escrito sobre o disparate diplomático de encerrar as embaixadas no báltico.
O texto alinha em alguns pontos numa leitura muito à direita da identidade nacional, mas para este efeito é secundário. Paulo Rangel, ao contrário de Paulo Portas, demonstra saber que não é com austerativismo sem estratégia e palavras na moda que se faz diplomacia.
O texto alinha em alguns pontos numa leitura muito à direita da identidade nacional, mas para este efeito é secundário. Paulo Rangel, ao contrário de Paulo Portas, demonstra saber que não é com austerativismo sem estratégia e palavras na moda que se faz diplomacia.
3.12.11
2.12.11
Europeus? Por este caminho seremos muitos e muito pequenos no mundo.
A União Europeia não conseguiu pôr-se de acordo sobre um veto ao petróleo do Irão. Não surpreende, dada a importância dos produtos petrolíferos iranianos para a Grécia, a Espanha, a Itália, Portugal... Claro que na defesa dos interesses próprios, numa Europa em que não há solidariedade, países esmagados pela sua situação orçamental não podem brincar às grandes potências e agir militantemente contra o programa nuclear iraniano.
Esta questão não é independente da que impediu a UE de convidar o MNE turco para a reunião sobre a Síria. Compreensivelmente, Chipre, provavelmente com o apoio da Grécia, boicotou esse gesto de interesse europeu em nome dos seus interesses nacionais. Os que criticaram o meu texto anterior sobre o tema na base dos inalienáveis direitos nacionais têm razão.
O problema é que uma Europa incapaz de impor sanções adequadas ao Irão ou de agir relevantemente no novo panorama político do Médio Oriente é um anão geoestratégico. Para ser diferente teria que ter mecanismos de compensação por perdas aos prejudicados por decisões de interesse europeu. Mas na UE de hoje quem acredita no interesse europeu? Se a Alemanha e a França não o percebem na questão do Euro, porque haviam Chipre ou a Grécia de o entender nas questões geoestratégicas?
Assim, muitos e muito pequenos seremos os europeus no mundo. Mas a escolha é nossa e talvez esta geração já esquecida das lições dos anos 30 esteja a demolir por ignorância ou incapacidade um edifício de equílibrios tão instáveis. A história nos julgará.
Esta questão não é independente da que impediu a UE de convidar o MNE turco para a reunião sobre a Síria. Compreensivelmente, Chipre, provavelmente com o apoio da Grécia, boicotou esse gesto de interesse europeu em nome dos seus interesses nacionais. Os que criticaram o meu texto anterior sobre o tema na base dos inalienáveis direitos nacionais têm razão.
O problema é que uma Europa incapaz de impor sanções adequadas ao Irão ou de agir relevantemente no novo panorama político do Médio Oriente é um anão geoestratégico. Para ser diferente teria que ter mecanismos de compensação por perdas aos prejudicados por decisões de interesse europeu. Mas na UE de hoje quem acredita no interesse europeu? Se a Alemanha e a França não o percebem na questão do Euro, porque haviam Chipre ou a Grécia de o entender nas questões geoestratégicas?
Assim, muitos e muito pequenos seremos os europeus no mundo. Mas a escolha é nossa e talvez esta geração já esquecida das lições dos anos 30 esteja a demolir por ignorância ou incapacidade um edifício de equílibrios tão instáveis. A história nos julgará.
30.11.11
Pode a política europeia para o Médio Oriente ser refém da questão cipriota?
É notícia na Turquia a possibilidade de Chipre ter vetado um convite ao Ministro dos Negócios Estrangeiros para participar na reunião de amanhã sobre a Síria. São conhecidas as razões diplomáticos para este veto, mas ele demonstra à saciedade os impasses da União Europeia em relação ao que se passa na região.
A Turquia é o país que mais influência ganhou com a Primavera àrabe em importância diplomática. Nas eleições livres da Tunísia e de Marrocos, os partidos-irmãos do partido no poder na Turquia ganharam as eleições. Provavelmente no Egipto vai acontecer o mesmo. A oposição síria reune-se em segredo e coordena operações em cidades turcas. Ainda hoje é notícia que houve um encontro secreto entre várias facções sedeadas no estrangeiro e a ala dissidente das forças armadas na cidade fronteiriça de Hattay.
Tudo aponta no sentido de que, provavelmente, a recente experiência de governo de um partido democrata-islâmico passe de uma excepção permitida pela institucionalização da democracia na Turquia a um modelo de governo hegemónico na região. Não é difícil imaginar que os partidos-irmãos que podem vir a estar no poder simultaneamente em vários países terão coordenação entre si e que a Turquia terá, por diversas razões, ascendente sobre estes novos regimes.
Pode parecer sobranceiro da parte da diplomacia turca, mas quando diz que é a União Europeia que perde em influência se não os convidar e não aproveitar a sua influência está carregada de razão. A verdade é que a política europeia para o Médio-Oriente não pode ser refém da questão cipriota, sob pena de ser irrelevante.
A Turquia é o país que mais influência ganhou com a Primavera àrabe em importância diplomática. Nas eleições livres da Tunísia e de Marrocos, os partidos-irmãos do partido no poder na Turquia ganharam as eleições. Provavelmente no Egipto vai acontecer o mesmo. A oposição síria reune-se em segredo e coordena operações em cidades turcas. Ainda hoje é notícia que houve um encontro secreto entre várias facções sedeadas no estrangeiro e a ala dissidente das forças armadas na cidade fronteiriça de Hattay.
Tudo aponta no sentido de que, provavelmente, a recente experiência de governo de um partido democrata-islâmico passe de uma excepção permitida pela institucionalização da democracia na Turquia a um modelo de governo hegemónico na região. Não é difícil imaginar que os partidos-irmãos que podem vir a estar no poder simultaneamente em vários países terão coordenação entre si e que a Turquia terá, por diversas razões, ascendente sobre estes novos regimes.
Pode parecer sobranceiro da parte da diplomacia turca, mas quando diz que é a União Europeia que perde em influência se não os convidar e não aproveitar a sua influência está carregada de razão. A verdade é que a política europeia para o Médio-Oriente não pode ser refém da questão cipriota, sob pena de ser irrelevante.
neither "nigger" nor "ingun", o politicamente correcto censura Mark Twain
Não sabia que Huckleberry Finn é o quarto livro mais banido nas listas recomendadas nas escolas americanas nem que isso se devia a que Mark Twain pôs na boca de brancos palavras racistas para definir os negros e os índios. Ou seja, usou as palavras deles para definir o que na época eles diziam. Assim "nigger" aparece mais de 200 vezes no livro e isso é considerado ofensivo por muitos leitores.
Um especialista no autor decidiu propor uma nova edição do livro que obedece às regras do mercado. Se o livro não é aceite porque a palavra choca, isso é injusto para o livro e o seu conceito e lhe estraga o mercado, então substitua-se a palavra ofensiva por uma palavra aceite e preto ("nigger") torna-se escravo ("slave"). Adicionalmente, em Tom Sawyer, o vilão deixa de ser "ingun Joe" para passar a ser "indian Joe". Assim os professores não têm que explicar aos alunos o contexto em que a palavra aparece, os pais não se mobilizam para banir o livro e este vende mais.
Este tipo de gesto vem numa linha de defesa do anacronismo e de reecrita da história que tem várias manifestações, por exemplo, nas leis de memória que oficializam o passado ou nos pedidos de perdão por pecados multisseculares como se os povos de hoje fossem colectivamente responsáveis pelos gestos dos antepassados de alguns - muitos ou poucos - dos seus membros.
Tanta vontade de ser correcto acabar por ser um acto de empobrecimento e destruição da cultura. Como Kenneth C. Davis disse sobre este polémica, de modo, para mim, definitivo:
As someone who cares deeply about American History and Literature, I would like to add my voice to those who find this expurgated version of Huckleberry Finn a shameful act of cultural destruction in the guise of political correctness. While it falls far short of the Taliban blowing up ancient Buddhas, it is a lot worse than draping the bare breasts of two female "Liberty" statues at the Justice Dept. during John Ashcroft's days as Attorney General.
O blogue The Opinion Zone abriu uma sondagem sobre o assunto. Eu já fui lá votar.
(Este texto foi escrito aqui originalmente a 8 de Janeiro de 2011. Mas achei que fazia sentido republicá-lo hoje, aniversário do nascimento de Mark Twain, já que aborda o tema do respeito pela memória e a integridade da sua obra)
Um especialista no autor decidiu propor uma nova edição do livro que obedece às regras do mercado. Se o livro não é aceite porque a palavra choca, isso é injusto para o livro e o seu conceito e lhe estraga o mercado, então substitua-se a palavra ofensiva por uma palavra aceite e preto ("nigger") torna-se escravo ("slave"). Adicionalmente, em Tom Sawyer, o vilão deixa de ser "ingun Joe" para passar a ser "indian Joe". Assim os professores não têm que explicar aos alunos o contexto em que a palavra aparece, os pais não se mobilizam para banir o livro e este vende mais.
Este tipo de gesto vem numa linha de defesa do anacronismo e de reecrita da história que tem várias manifestações, por exemplo, nas leis de memória que oficializam o passado ou nos pedidos de perdão por pecados multisseculares como se os povos de hoje fossem colectivamente responsáveis pelos gestos dos antepassados de alguns - muitos ou poucos - dos seus membros.
Tanta vontade de ser correcto acabar por ser um acto de empobrecimento e destruição da cultura. Como Kenneth C. Davis disse sobre este polémica, de modo, para mim, definitivo:
As someone who cares deeply about American History and Literature, I would like to add my voice to those who find this expurgated version of Huckleberry Finn a shameful act of cultural destruction in the guise of political correctness. While it falls far short of the Taliban blowing up ancient Buddhas, it is a lot worse than draping the bare breasts of two female "Liberty" statues at the Justice Dept. during John Ashcroft's days as Attorney General.
O blogue The Opinion Zone abriu uma sondagem sobre o assunto. Eu já fui lá votar.
(Este texto foi escrito aqui originalmente a 8 de Janeiro de 2011. Mas achei que fazia sentido republicá-lo hoje, aniversário do nascimento de Mark Twain, já que aborda o tema do respeito pela memória e a integridade da sua obra)
29.11.11
"Make aid transparent"
Hoje começa na Coreia do Sul, o IV Fórum de Alto Nível da OCDE sobre a Eficácia da Ajuda. É um bom pretexto para nos juntarmos a quem pede mais transparência e melhor coordenação internacional na ajuda ao desenvolvimento.
Make Aid Transparent from Make Aid Transparent on Vimeo.
Make Aid Transparent from Make Aid Transparent on Vimeo.
Vamos ao contributo do OE para o crescimento da Economia? Junto-me ao repto de Pedro Pita Barros.
Pedro Pita Barros, que acha que se tem sobrevalorizado o aspecto "distributivo" na discussão do Orçamento de Estado dá uma mão amiga ao Governo. Sugere ele: "seria interessante ter de cada Ministério uma folha A4, não mais, sobre que impacto terá sobre taxa de crescimento da economia as medidas que vão adoptar no ano de 2012. Essa reflexão teria três papéis a meu ver úteis: 1) dar a conhecer ao cidadão a actuação de cada Ministério e sua relevância para o principal problema nacional, a estagnação económica, 2) levar cada Ministério a pensar no que é a sua contribuição para o crescimento da economia, e 3) criar um compromisso de cada Ministério para com a Sociedade, um compromisso de servir melhor a Sociedade que possa ser verificado daqui a um ano (ou mesmo mais tarde)".
Junto-me ao repto e sugiro que se comece pelo Ministério das Finanças. Gostava mesmo de ver em que dava o exercício.
Junto-me ao repto e sugiro que se comece pelo Ministério das Finanças. Gostava mesmo de ver em que dava o exercício.
28.11.11
A desigualdade é intrinsecamente má
Esta verdadeira lição de Richard Wilkinson, legendada em português pela Iniciativa para uma auditoria cidadã à dívida, explica quase tudo o que há que explicar.
(furtado no newsletter da Renovação Comunista)
(furtado no newsletter da Renovação Comunista)
The lack of democratic legitimacy in EU is now plain as day.
In my previous entry, a little over 3 weeks ago, I mentioned that Papandreou and Samaras agreed for a new guy to come in and do the same thing that Papandreou’s been doing until now, to hold elections in February and allow Samaras to be voted in to continue doing the same thing. I also noted that since mentioning the referendum, no indignatos have been on the streets and no major strikes backed by the left or the right have been held in Athens; something that continues to this day. This has particularly perplexed me, since I am of the opinion that an appointed government does not have democratic legitimacy and perhaps now is the time that the people should hit the streets, if we actually believe in some of our basic rights and freedoms. Moreover, there are several questions that I have as a result of all of this, some internal regarding the Greek political scene, and some of course, systemic and on a European level.
I will not bore you about our internal political workings for long, since this is indeed a Portugal based blog, but there are a couple of things that I should point out here. First of all, it indeed seemed like the entire political spectrum, all major actors including all major journalists and most of his own political party turned against Mr. Papandreou. OK, so he’s out. But now what? The same policy implemented by the mostly the same officials with a different head, it seems. What makes anybody think that the austerity measures will now work? And if our new banker PM, his name eludes me at this time of night, hands away power on the 19th of February as scheduled and calls elections, the next PM, will do the same, regardless of political “ideology” or colour. So why did we go through all of this in the first place?
As I’m sure most of the world now agrees and as several have been contending for the last two years, the problem is obviously systemic in nature. In my discipline, international relations, we typically study problems at the system, state and personal levels and as with any international question, the European dept crisis, how it arose and how it has been dealt with, in order to be explained and possibly solved (as I mentioned in my previous entry, it is my strong belief that a “solution” can ONLY be political rather than economic in nature), must be looked at wholistically from each perspective. As a student, I usually leaned towards the systemic level of analysis as I believed that these types of analyses had the strongest arguments. For our current predicament, such an analysis is definitely beyond the scope of my simple scribblings, but although we have strong arguments for state and personal levels of analyses, the systemic approach would win again. I’ll go over what I mean very briefly.
On the state level, we have the internal workings of the countries that are involved in any given crisis, and how these workings contributed to the climax (which I do not think we have yet reached regarding our Eurozone woes just yet). In Greece since achieving Eurozone status, we have had easy access to cheap money, did not invest it properly, were not able to transform our quasi-communist market into a competitive machine. Nevertheless, several Greek companies made it outside of Greece, we were excellent consumers for German and French products services and especially military equipment (.. hint, hint..). Hence, bust. I cannot say what the problems were in Portugal. I can say that Spain does not seem to have such large structural problems (dept is only 61% of GDP, but they are on their way to IMF) and I could go into Irelands’ banking problems, but only as an outsider. Once it became clear that the EU was in a crisis situation, the German internal state checks and ballances did not allow “a single euro for the Greeks”, their press, and even bureacracy and executive painted us as lazy womanizing waiters.
At the Individual level of analysis, there is not much to be said. In Greece the incopetency of Kostas Karamanlis and George Papandreou are well documented. The first was elected twice by implementing a crony regime through which primary dept increased by 80 billion between 2004-2009. The second was elected by telling people in 2009 that “there is plenty of money to implement my programme” when the spreads were constantly increasing from 2008. The incompetency of Merkel to deal with such an issue is clearly evident and should not surprise anybody that knows she was born and raised in a command economy and cannot seem to grasp the notion of monetary policy. But again, I am an outsider. Nevertheless, I have to ask myself what would the situation be like if we had much more adept states-people in power the likes of Simitis, Baroso, Chirac and Schroder? As for Sarkozi, Socrates, Berlusconi and the rest of our great leaders, unfortunately my word limit does not allow me to comment.
What I can say, and what most of the world now realizes, is that the system seems to be flawed. It was the argument of all us PIIGS from the beginning, and we still cannot understand why the ECB cannot be a “FED-like” body, issuing Baroso-sanctioned Eurobonds, printing Euro to buy time; why the EIB cannot fund major “Marshal-like” plans across Europe to stimulate growth, especially when the problems of Portugal, Greece, Ireland and Spain all combined, in real numbers, are about equivalent to the problem of Italy. (For a further detailed analysis of the systemic “solution” a great source is the blog of Mr. Yianis Varoufakis http://yanisvaroufakis.eu/ It seems to me that some of his “alternative” ideas just may be implemented, with a 2 year delay of course). As far as I’m concerned, austerity has not and will not work, as it has not anywhere it has been implemented all over the world, ever.
The above solutions, pointing to a deeper Union, bring to light the key issue that has to be dealt with in my opinion on the EU level, that of legitimacy. I remember that since i was a student studying the quagmire of European institutions and their workings the question of lack of democracy for such power was called into question and a heated subject of academic literature. The lack of democratic legitimacy in EU is now plain as day. Who are all these people that define how much we make, how much we spend, where we spend it, our economic outlook and our future? These issues should have already been dealt with in a clear fashion and not with a general European Constitution as it was drafted in the past because it is now evident that economic union seems to mean de facto political union. It seems clear that Europe either moves to a more federal model now, or ceases to exist as we know it. This crisis, as with other crises before it(including for example Yugoslavia), has brought to the fore the classic conflicts regarding the Union itself.
Yannis Parcharidis.
He also contributed to this blog about the rationale of Papandreou's moves and what happened to Greece?
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