Hui Zeng, professor de Sociologia na Ohio State University estudando dados dos EUA entre 1984 e 2006 concluiu que a desigualdade mata devagar. O aumento da desigualdade começa a sentir-se no aumento da mortalidade 5 anos mais tarde, atinge o seu máximo efeito ao fim de 7 anos e desvanece-se ao fim de 12.
Aos impactos já determinados da desigualdade junta-se a possibilidade de ser também um problema de saude pública. O estudo foi publicado na revista Social Science and Medicine e a notícia pode ler-se no site da Universidade.
9.5.12
8.5.12
Se Portugal fosse a Grécia
Se Portugal fosse a Grécia, o PSD tinha acabado de ganhar por pouco as eleições ao Bloco de Esquerda e o PNR tinha eleito duas dezenas de deputados. O CDS ter-se-ia desvinculado do memorando de entendimento com a troika e por isso apenas o PSD e o PS, que tinha ficado em terceiro lugar, poderiam formar um governo capaz de se manter no quadro da negociação com a dita. Mas, para além da fraglidade resultante de terem sido penalizados pelo eleitorado, faltava-lhes um deputado para chegar à maioria.
Se Portugal fosse a Grécia, Passos Coelho tinha ido a Belém dizer a Cavaco que não conseguia formar governo com Seguro, que tinha ele próprio posto grandes reservas a manter-se no quadro da negociação com a troika. Cavaco teria convidado Francisco Louçã a tentar formar governo, mas Jerónimo já teria feito saber que não o apoiaria, porque exige mesmo a saída do Euro e não apenas a ruptura com a troika.
Nenhum político português tem inveja do seu homólogo grego, excepto o senhor Pinto Coelho. Mas ainda nos falta um segundo memorando de entendimento para que os portugueses entrem no estado face à política e à Europa em que os gregos estão agora. Oxalá os portugueses nunca se sintam no beco sem saída em que os gregos se sentiam no domingo passado.
Se Portugal fosse a Grécia, Passos Coelho tinha ido a Belém dizer a Cavaco que não conseguia formar governo com Seguro, que tinha ele próprio posto grandes reservas a manter-se no quadro da negociação com a troika. Cavaco teria convidado Francisco Louçã a tentar formar governo, mas Jerónimo já teria feito saber que não o apoiaria, porque exige mesmo a saída do Euro e não apenas a ruptura com a troika.
Nenhum político português tem inveja do seu homólogo grego, excepto o senhor Pinto Coelho. Mas ainda nos falta um segundo memorando de entendimento para que os portugueses entrem no estado face à política e à Europa em que os gregos estão agora. Oxalá os portugueses nunca se sintam no beco sem saída em que os gregos se sentiam no domingo passado.
Mais opinião online: Plataforma Barómetro Social
A Plataforma Barómetro Social já anda por aí há mais de um ano, mas eu, confesso a distração, só dei por ela agora. Em Abril, uma série de artigos que merece leitura e de que, por mera razão dos meus interesses pessoais, destaco os de Augusto Santos Silva sobre o desafio à sociologia do alargamento da escolaridade obrigatória, e de Hugo Mota Ferreira sobre a não-notícia construtora de não-opinião.
O Barómetro tem o apoio do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e da FCT. Mais opinião online que vale a pena.
O Barómetro tem o apoio do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e da FCT. Mais opinião online que vale a pena.
6.5.12
Soave sia il vento, Mr. Hollande
Soave sia il vento//Tranquilla sia l'onda// Ed ogni elemento // Benigno risponda //Ai nostri desir.
5.5.12
Dose dupla em tempo de crise: Ridi, pagliaccio; it's a hard life
Freddie Mercury inspirou-se no sofrimento do palhaço espelhado na ária que encerra o 1º acto da ópera "Pagliacci" de Ruggiero Leoncavallo (estreada em Milão em 1892) para a abertura de "It's a hard life", numa ligação entre ópera e rock que continuou até ao fim da carreira.
(Vesti la Giubba, por Lucian Pavarotti)
(Queen, It's a hard life, Works, 1984, vídeo oficial, que a banda parece ter detestado)
(Vesti la Giubba, por Lucian Pavarotti)
(Queen, It's a hard life, Works, 1984, vídeo oficial, que a banda parece ter detestado)
3.5.12
Fotos do parlamento: a democracia faz o seu caminho na Birmânia
A democracia faz o seu caminho na Birmânia. O contraste entre a bancada civil e a militar presnete nas duas fotografias e a presença de Aung San Suu Kyi sintetizam o que está feito e o que está por fazer. Está tudo dito nestas duas imagens de Soe Zeya Tun, para a Reuters (recolhidas na Time):
24.4.12
Hoje, o cinema e a música: Mozart, Piano Concerto No. 21 - Andante
Este segundo andamento, largamente conhecido e justamente aclamado, do concerto tocado pela primeira vez em 10 de Março de 1785, foi rebaptizado no séc. XX, sendo por muitos conhecido como "Elvira Madigan", pela sua associação a um filme que teve estreia mundial na Suécia, a 24 de Abril de 1967. Segundo o IMDb, o filme nunca estreou em Portugal. Mas que a música tem uma suave contemporaneidade, apesar dos seus 227 anos, tem, inegavelmente.
21.4.12
A arte de transformar derrotas em vitórias não é monopólio da esquerda.
Se pensa que só a esquerda é capaz de transformar derrotas em vitórias, leia o artigo de Bernardo Pires de Lima, segundo o qual a vitória de Hollande favorece a Senhora Merkel.
19.4.12
Hoje é dia do padroeiro das causas urgentes
Mão amiga fez-me chegar o lembrete e eu dou-o ao conhecimento deste recanto da blogosfera. Diz ele:
Por uma imperdoável distracção só há pouco fui ver o que dizia o
Borda D'água para hoje - eu guio-me sempre por ele e não me tenho dado
mal - e constatei que hoje é dia de Santo Expedito, o santo das causas
urgentes.
Na emergência das nossas vidas, com toda a urgência aqui vai o
lembrete e um modelo de oração que poderão adaptar em conformidade com
as respectivas preces.
É urgente, senão só para o ano!
17.4.12
RSI: os POC, outra vez.
Há muito que a direita portuguesa personifica nos beneficiários do RSI todos os males da sociedade e faz dos velhinhos e rebaptizados Programas Ocupacionais (POC's) o pau para toda a colher das respostas de quem faz de conta que se empenha na sua inserção (e nas dos desempregados, aliás).
O governo desiste de qualquer estratégia de inserção apostando mediaticamente só na mais pobre de todas - a da actividade ocupacional - fazendo passar a mensagem de que o problema da pobreza extrema é a preguiça. Como desabafa um amigo no mail. "Novo ciclo de POC's? Não tem graça". E espero que o senhor Ministro não se esqueça que o RSI é uma prestação, logo, se houver trabalho no âmbito da inserção, ele terá que ser remunerado, pelo menos, que os beneficiários do RSI são pobres, não são escravos.
O governo desiste de qualquer estratégia de inserção apostando mediaticamente só na mais pobre de todas - a da actividade ocupacional - fazendo passar a mensagem de que o problema da pobreza extrema é a preguiça. Como desabafa um amigo no mail. "Novo ciclo de POC's? Não tem graça". E espero que o senhor Ministro não se esqueça que o RSI é uma prestação, logo, se houver trabalho no âmbito da inserção, ele terá que ser remunerado, pelo menos, que os beneficiários do RSI são pobres, não são escravos.
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