22.6.12

Pode a polícia municipal ter sido injuriada e agredida antes de o ser? Indispensável ler Óscar Mascarenhas, amanhã, no DN.

No Arrastão, Sérgio Lavos conta um episódio que Porfírio Silva, muitissimo bem, classificou entre as coisas que desgraçam uma democracia. Portanto, já está tudo dito, basta clicar e ler e eu nada tenho a acrescentar a propósito de o Diário notícias ter impresso, três horas antes de acontecer, o relato de uma intervenção da Polícia Municipal do Porto em que esta teria sido alvo de injúrias e agressões.
Apenas venho ao assunto para avisar que Óscar Mascarenhas, Provedor do Leitor do DN  - que já disse que pediu "esclarecimentos urgentes à Direção do DN, sendo certo que a notícia parece sustentar-se em informações fornecidas pelas forças policiais" - faz amanhã a análise do que aconteceu (como se lê, também no Arrastão).
Veremos se o que parece - ou seja que a Polícia Municipal difundiu  que tinha sido injuriada e agredida num evento que ainda não acontecera - é. Se for é muito grave. Da parte de uma polícia que minta antecipadamente e da parte de um jornal que difunda acriticamente tal comunicado como se de notícia se tratasse e sem sequer ter a cautela mínima de identificar a fonte. Mas, em matérias tão sensíveis, prognósticos só no final do jogo. Indispensável ler Óscar Mascarenhas.


8.6.12

31.5.12

O relógio da crise social continua o seu tic-tac sem que as políticas públicas o ouçam.

Segundo o Barómetro das Crises do Centro de Estudos da Universidade de Coimbra, o aumento do desemprego é concomitante da redução da cobertura de desempregados por prestações d desemprego. Entre Fvereiro de 2010 e Março de 2012 a percentagem de desempregados que recebem prestações de desemprego terá descido de cerca de 60% para menos de 45%. O relógio da crise social continua o seu tic-tac sem que as políticas públicas o ouçam.

Amantes de Baco, alegrai-vos

O vinho protege-nos dos alimentos estragados.

28.5.12

Vigiam a noite (José Carlos de Vasconcelos) [maio florido/maio português]

Vigiam a noite
sons sinistros  sirene   segredo
vigiam a noite
ouvidos ocultos  telefone de medo
vigiam a noite

esquinas agudas  paredes sombrias
vigiam a noite
encapotados de noite  vergonha dos dias
vigiam a noite

gatos  regatos  silêncios vigiam
casas vigiam   vigiam estrelas
barcos  ventos  velas
vigiam a noite
resina do terror suspeita
a cada esquina assomando
vigiam a noite
noite na note de negro cingida
vigiam a noite

noite na note de negro cingida
vigiam a noite
sombra desfeita  assomando outra vez
cigarro de sarro  suplício  coragem

maio florido  maio português

(José Carlos de Vasconcelos,  Poemas Livres 3, Porto, Edição dos Autores, 1968, 94 páginas. Coordenação dos Autores. (s/ Depósito Legal; s/ ISBN)).

23.5.12

Um ano de RSI equivale a 17 dias de juros e encargos da dívida pública

Que "o gasto anual com o RSI corresponde ao pagamento de um pouco menos de 17 dias de juros e outro encargos da dívida pública", é o cálculo do Economia e Finanças. Por que tão pouco dinheiro faz tantos inimigos e move tanta tinta? Será por cometer o pecado de se dirigir aos mais pobres de entre os pobres?

Em prioridade educativa, Açores e Madeira dão cartas ao Continente.

Uma das dimensões da política educativa de Nuno Crato corresponde ao modo como pretende enquadrar-se no recuo do investimento público em educação. Duas das suas medidas recentes nesse sentido são os cortes nos centros de reconhecimento, validação e certificação de competências dos Centros Novas Oportunidades e  o aumento do número de alunos por turma.
Apenas a rendição ao austeritativismo pode justificar tais medidas que agravam os problemas educativos estruturais do país. Felizmente para as suas regiões, ambos os Governos Regionais se demarcaram deste caminho.
Na Madeira, o Secretário Regional Jaime Freitas disse que as Novas Oportunidades são um instrumento importante na política do Governo Regional no sentido de fazermos um combate ao insucesso escolar e ao abandono escolar e por isso são para continuar.
Nos Açores, a Secretária Regional Cláudia Cardoso anunciou a redução do número de alunos por turma no pré-escolar, no básico e no secundário porque "esta redução permitirá desenvolver um trabalho de maior qualidade".
O que une neste ponto as duas regiões e as separa do governo, que para estes efeitos, é só do Continente? A prioridade à educação.

21.5.12