Em 1988 entrei para a Comissão Nacional do PS, por indicação de Vitor Constâncio. Era então o seu mais jovem membro eleito em Congresso.
Fiquei por lá estes 25 anos, em que dediquei com maior ou menor intensidade uma parte da minha vida quotidiana à actividade partidária.
Há dois anos achei que o contributo que poderia dar para a cidadania activa deveria mudar de natureza, mas entendi também que deveria ter o meu nome ao lado de Francisco Assis, que apoiei e foi derrotado, até ao fim da sua candidatura. Não era o momento de sair completamente. Pedi-lhe apenas para sair da Comissão Política.
Agora, com o partido coeso em torno do seu Secretário-Geral eleito quase por unanimidade, iniciando verdadeiramente a caminhada do novo ciclo e preparando-se para o regresso ao poder, é o momento para serem dirigentes partidários aqueles que farão a alternativa que o PS propõe ao país.
Penso que quando como agora
se começam as caminhadas vitoriosas, é o momento natural para alguns saírem e outros entrarem.
Foi por isso que já há alguns dias fiz saber a quem foi mandatado para tratar do assunto que não queria ser indicado de novo para os órgãos nacionais do PS. É por isso que digo agora que o meu empenhamento político próximo passará pela energia que tiver e puder dar para que a esquerda se repense, o que farei fora dos palcos da acção partidária e acreditando que o país só muda para melhor, só sairemos da crise com mais progresso, liberdade e igualdade, se os partidos da esquerda mudarem.
Como diz um provérbio não sei de que origem, se fizermos o que sempre fizemos, teremos o que sempre tivemos.
27.4.13
20.4.13
O senhor diálogo social deixa a liderança da UGT
A liderança de João Proença foi marcante ao ponto de se confundir o líder e a central e não ser fácil saber onde começava e acabava a pressão de qual sobre qual.
A recente greve geral em que o sindicalista João Proença fez greve porque o seu sindicato a convocou, assim como a maioria dos sindicatos filiados na UGT, apesar de o Secretário-Geral João Proença se demarcar dela com palavras duras talvez tenha demonstrado que a fusão entre o homem e a organização tinha atingido limites paradoxais, mas." também simboliza a dificuldade das tarefas do sucessor.
Goste-se ou não do estilo, João Prornca foi o senhor diálogo social em Portugal nas últimas décadas. Nenhum acordo se fez sem a UGT, nenhum governo -excepto o actual - ousou governar sem ela ou contra as suas posições.
Contudo, quando João Proença assumiu a liderança não era o único a ambicioná-lá e tudo apontava para a insustentabilidade da subsistência da UGT como actor relevante. Tinha a sua imagem externa comprometida por suspeitas de fraudes com fundos, estava financeiramente estrangulada por dívidas, uma parte significativa dos seus dirigentes históricos tinham abandonado a actividade sindical . O próprio João Proença viu-se politicamente forçado, nas eleições de 1995 a desistir da histórica candidatura a deputado pelo PS.
Proença porfiou, terá cooptado e excluído, o "animal feroz", férreo, intrépido e implacável que surge por trás do ar simpático, fatigado e algo negligé fez vítimas pelo caminho. Mas João Proença foi sempre coerente na estratégia de defesa dos trabalhadores em que acredita, baseada em diálogo e influência. E foi sempre leal ao valor do diálogo. Pessoalmente, recordarei sempre que salvou um acordo comigo na concertaçao com um telefonema no último minuto.
A UGT é filha, como dizem alguns, da guerra fria ou, pelo menos, da reacção necessária - acho eu - à hegemonia radicalizada no PREC do PCP sobre a CGTP. A UGT é a única instituição portuguesa que subsiste em regime de Bloco Central. A UGT tem enormes fragilidades no sector industrial. Mas João Proença fez dela uma voz que continuou a contar contra todas as tentativas de a destruir, para alegria de alguns, incómodo de outros e frustração de outros ainda.
O seu sucessor, para se afirmar, provavelmente não pode tentar ser seu herdeiro. Mas vai actuar num quadro radicalmente distinto de João Proença. Perante um PCP sem Cunhal e uma CGTP sem Carvalho da Silva; com uma separação de águas crescente entre PS e PSD; com um centrodireita indiferente ao diálogo social e um PS sem agenda político-sindical, terá que construir um novo quadro de influência.
Se não tiver face ao antecessor a mesma liberdade criativa que João Proença teve em relação a Torres Couto, provavelmente não triunfará. Veremos.
Este fim de semana o único dado seguro é o de que o senhor diálogo social abandona o terreno da concertaçao. Mas muito me surpreendia se não o fossemos ver por aí. João Proença não me parece ter feitio para ir para casa escrever livros ou para a televisão fazer de senador da República. A política vai receber um quadro, de peso e de valor.
A recente greve geral em que o sindicalista João Proença fez greve porque o seu sindicato a convocou, assim como a maioria dos sindicatos filiados na UGT, apesar de o Secretário-Geral João Proença se demarcar dela com palavras duras talvez tenha demonstrado que a fusão entre o homem e a organização tinha atingido limites paradoxais, mas." também simboliza a dificuldade das tarefas do sucessor.
Goste-se ou não do estilo, João Prornca foi o senhor diálogo social em Portugal nas últimas décadas. Nenhum acordo se fez sem a UGT, nenhum governo -excepto o actual - ousou governar sem ela ou contra as suas posições.
Contudo, quando João Proença assumiu a liderança não era o único a ambicioná-lá e tudo apontava para a insustentabilidade da subsistência da UGT como actor relevante. Tinha a sua imagem externa comprometida por suspeitas de fraudes com fundos, estava financeiramente estrangulada por dívidas, uma parte significativa dos seus dirigentes históricos tinham abandonado a actividade sindical . O próprio João Proença viu-se politicamente forçado, nas eleições de 1995 a desistir da histórica candidatura a deputado pelo PS.
Proença porfiou, terá cooptado e excluído, o "animal feroz", férreo, intrépido e implacável que surge por trás do ar simpático, fatigado e algo negligé fez vítimas pelo caminho. Mas João Proença foi sempre coerente na estratégia de defesa dos trabalhadores em que acredita, baseada em diálogo e influência. E foi sempre leal ao valor do diálogo. Pessoalmente, recordarei sempre que salvou um acordo comigo na concertaçao com um telefonema no último minuto.
A UGT é filha, como dizem alguns, da guerra fria ou, pelo menos, da reacção necessária - acho eu - à hegemonia radicalizada no PREC do PCP sobre a CGTP. A UGT é a única instituição portuguesa que subsiste em regime de Bloco Central. A UGT tem enormes fragilidades no sector industrial. Mas João Proença fez dela uma voz que continuou a contar contra todas as tentativas de a destruir, para alegria de alguns, incómodo de outros e frustração de outros ainda.
O seu sucessor, para se afirmar, provavelmente não pode tentar ser seu herdeiro. Mas vai actuar num quadro radicalmente distinto de João Proença. Perante um PCP sem Cunhal e uma CGTP sem Carvalho da Silva; com uma separação de águas crescente entre PS e PSD; com um centrodireita indiferente ao diálogo social e um PS sem agenda político-sindical, terá que construir um novo quadro de influência.
Se não tiver face ao antecessor a mesma liberdade criativa que João Proença teve em relação a Torres Couto, provavelmente não triunfará. Veremos.
Este fim de semana o único dado seguro é o de que o senhor diálogo social abandona o terreno da concertaçao. Mas muito me surpreendia se não o fossemos ver por aí. João Proença não me parece ter feitio para ir para casa escrever livros ou para a televisão fazer de senador da República. A política vai receber um quadro, de peso e de valor.
19.4.13
Enviesamento e miséria intelectual. O blogger, o jornalista e o Presidente pressupostamente de todos os portugueses.
José Mendonça da Cruz zurze no Corta-Fitas um jornalista que terá feito uma reportagem enviesada, colocando Saramago num pedestal de herói cultural dos pobres e encostando Graça Moura a uma escola privada de elite. Gosto da poesia de Graça Moura e não me agradam as militâncias estético-políticas, pelo que simpatizo com a crítica, embora não tenha visto a reportagem criticada para saber se me associo a ela ou não. Diz Mendonça da Cruz "notícias culturais enviesadas, ressabiadas, medíocres e manipulativas".
Perante tão veemente crítica - e para estar seguro de que o crítico não sofria do mesmo mal - googlei-o em associação com as palavras Cavaco e Saramago para ler o que teria escrito sobre a enviesada, ressabiada, medíocre e manipulativa omissão de uma referência cultural maior de Portugal, premiada com um Nobel, num discurso de um Presidente pressupostamente de todos os portugueses. Não encontrei nada. José Mendonça da Cruz, diligente contra o jornalista não se insurgiu contra o Chefe de Estado. Indignado com o que deve informar alguns portugueses (os que o vêem), cala-se perante o que deve representá-los todos. Respeitinho, ou retomando as suas palavras, "miséria intelectual"? Enviesamento, certamente.
Perante tão veemente crítica - e para estar seguro de que o crítico não sofria do mesmo mal - googlei-o em associação com as palavras Cavaco e Saramago para ler o que teria escrito sobre a enviesada, ressabiada, medíocre e manipulativa omissão de uma referência cultural maior de Portugal, premiada com um Nobel, num discurso de um Presidente pressupostamente de todos os portugueses. Não encontrei nada. José Mendonça da Cruz, diligente contra o jornalista não se insurgiu contra o Chefe de Estado. Indignado com o que deve informar alguns portugueses (os que o vêem), cala-se perante o que deve representá-los todos. Respeitinho, ou retomando as suas palavras, "miséria intelectual"? Enviesamento, certamente.
Rui Moreira e a candidatura ao Porto
A candidatura de Rui Moreira à Câmara do Porto vai ser a que tem melhor imprensa. Personifica o político-mediaticamente correcto do momento.
O candidato não vem dos partidos ou dos sindicatos ou do futebol, mas de uma associação empresarial, o que noutros tempos seria uma desvantagem porventura inultrapasável mas hoje lhe dá uma aura de vir do mundo real, talvez da única experiência que a maior parte dos eleitores não pode partilhar. Para empresário não se entra por militância, empenhamento cívico ou fé num clube.
O candidato já foi entronizado no comentário televisivo e na opinião jornalística. Faz política, mas não no terreno das realizações sempre discutíveis ou do contraditório do debate parlamentar. Nunca teve que gerir orçamentos públicos escassos e não há erros de escolha política pelos quais possa ser responsável. Não tem que ter obra, basta-lhe oratória de acordo com o espírito do tempo. E ele sabe bem situar-se nele.
O candidato é, como todos sabem, de direita. Mas enquanto cidadão com escolhas ideológicas, teve o azar político de se aproximar de uma direita com pouco valor no mercado eleitoral. Enquanto pessoa do seu espaço político natural, o CDS, nunca seria presidenciável. Mas como independente, com as mesmas ideias e o mesmo apoio partidário passou a ser. Consta que o CDS tentou que fosse seu candidato mas Rui Moreira foi mais inteligente que isso. Transformou o CDS no partido que apoia a sua candidatura. Faz muita diferença? Há situações em que mudar o ângulo da narrativa muda o conteúdo da notícia. Esta é uma delas e parece haver muita gente que não apoiaria o CDS com Rui Moreira disposta a apoiar Rui Moreira com o CDS. faz sentido no quadro político-mediático, prova que Rui Moreira é um homem inteligente que soube posicionar os seus interesses políticos e caracteriza-nos como eleitores tanto quanto a ele como político, que é nessa única qualidade que ele é candidato.
O candidato não vem dos partidos ou dos sindicatos ou do futebol, mas de uma associação empresarial, o que noutros tempos seria uma desvantagem porventura inultrapasável mas hoje lhe dá uma aura de vir do mundo real, talvez da única experiência que a maior parte dos eleitores não pode partilhar. Para empresário não se entra por militância, empenhamento cívico ou fé num clube.
O candidato já foi entronizado no comentário televisivo e na opinião jornalística. Faz política, mas não no terreno das realizações sempre discutíveis ou do contraditório do debate parlamentar. Nunca teve que gerir orçamentos públicos escassos e não há erros de escolha política pelos quais possa ser responsável. Não tem que ter obra, basta-lhe oratória de acordo com o espírito do tempo. E ele sabe bem situar-se nele.
O candidato é, como todos sabem, de direita. Mas enquanto cidadão com escolhas ideológicas, teve o azar político de se aproximar de uma direita com pouco valor no mercado eleitoral. Enquanto pessoa do seu espaço político natural, o CDS, nunca seria presidenciável. Mas como independente, com as mesmas ideias e o mesmo apoio partidário passou a ser. Consta que o CDS tentou que fosse seu candidato mas Rui Moreira foi mais inteligente que isso. Transformou o CDS no partido que apoia a sua candidatura. Faz muita diferença? Há situações em que mudar o ângulo da narrativa muda o conteúdo da notícia. Esta é uma delas e parece haver muita gente que não apoiaria o CDS com Rui Moreira disposta a apoiar Rui Moreira com o CDS. faz sentido no quadro político-mediático, prova que Rui Moreira é um homem inteligente que soube posicionar os seus interesses políticos e caracteriza-nos como eleitores tanto quanto a ele como político, que é nessa única qualidade que ele é candidato.
O delírio Cratico dos exames nacionais da 4a
18.4.13
Perante os disparates governamentais até no Blasfémias se sente necessidade de defender a Constituição
Se Passos Coelho e Gaspar tivessem a mesma lucidez face ao nosso sistema democrático que leio no insuspeito de oposicionismo Blasfémias evitavam algumas dores de cabeça ao país. Mas temos que viver com o Primeiro-Ministro que temos enquanto aqueles de quem ele constitucionalmente depende lhes mantiverem confiança, a menos que o próprio perceba que os limites da sua legitimidade política se tocam, por exemplo, quando tenta atropelar recorrentemente a Constituição e as instituições encarregues de a proteger.
17.4.13
Governo sem salvação possível
António José Seguro não se deixou enredar no simulacro de compromisso que Passos lhe estava a oferecer. acho que fez bem. As convergências exigem muito trabalho prévio, para o qual Passos Coelho nunca mostrou grande abertura e disponibilidade para cedências recíprocas, coisa que a sua carta nem sequer fingia permitir.
O PS em caso algum pode sequer parecer que participa da salvação deste Governo. Todas as convergências de que o país necessita, até podem um dia ter que ser com um PSD liderado por Passos Coelho, mas nunca no quadro da viabilização ainda que tácita deste Governo nem da continuidade da sua linha estratégica face à troika e ao processo de ajustamento do país.
O PS em caso algum pode sequer parecer que participa da salvação deste Governo. Todas as convergências de que o país necessita, até podem um dia ter que ser com um PSD liderado por Passos Coelho, mas nunca no quadro da viabilização ainda que tácita deste Governo nem da continuidade da sua linha estratégica face à troika e ao processo de ajustamento do país.
Almada, eleições, inaugurações. A época está aberta.
Em Almada, ano de eleições é ano de inaugurações, tal como na Região Autónoma da Madeira e em todo o lado em que o planeamento não é feito por forma a melhorar gradualmente os serviços à população mas para obedecer a campanhas eleitorais de estilo manipulador.
Em Almada vem aí a inauguração do Quarteirão das Artes, que se saúda. Mas passaram mais quatro anos sem que todas as crianças do concelho tenham escola a tempo inteiro. Há 3 anos diziam que esta necessidade óbvia conflituava com o endeusado plano (no caso, a carta escolar). Três anos passados e a necessidade agudizada (até pelas crianças que regressam à escola pública), está tudo como dantes. Que pena não se ter inaugurado em tempo as salas de aula que faltam.
Em Almada vem aí a inauguração do Quarteirão das Artes, que se saúda. Mas passaram mais quatro anos sem que todas as crianças do concelho tenham escola a tempo inteiro. Há 3 anos diziam que esta necessidade óbvia conflituava com o endeusado plano (no caso, a carta escolar). Três anos passados e a necessidade agudizada (até pelas crianças que regressam à escola pública), está tudo como dantes. Que pena não se ter inaugurado em tempo as salas de aula que faltam.
As idiossincrasias coimbrãs e os cosmopolitanismos provincianos
Não vi o debate entre Nuno Encarnação e João Galamba. Não sei se a invocação de Adriano pelo Nuno foi apropriada e nem me custa admitir que possa ter sido contraproducente para o autor. Escrevo motivado pelos posts e do Paulo Pinto e o comentário do Nuno Encarnação no Jugular.
Paulo Pinto parece surpreendido pela idiossincrasia coimbrã que faz com que um deputado nascido e criado na direita do pós-25 de Abril se sinta à vontade com as letras e as músicas da balada coimbrã. Não ficaria tão surpreendido se tivesse presente que a direita coimbrã se apegou às "tradições" académicas, depois do 25 de Abril, aliás, à época contra a esquerda e incorporou no seu revivalismo praticamente todas as canções de Adriano, José e Afonso que obedecem aos cânones da "sua" música, algo que inclui quase todo o Adriano e pelo menos o José Afonso até ao início dos anos setenta.
Dentro dessa idiossincrasia reage Nuno Encarnação com uma - começa a ser recorrente - tentativa de ataque a que a esquerda se aproprie dos hinos que eram da esquerda. Pessoalmente felicito Nuno Encarnação por não se sentir incomodado com a Grândola ou a Trova, mas ele sabe melhor que eu que fora do ccírculo restrito dos jovens do fado de Coimbra não tem muitos companheiros no partido ou na coligação para essa batalha. Aliás, essa batalha só faz sentido para os filhos de Abril (e ainda bem que o tentam), porque a direita que érea adulta à época, mesmo quando hoje nos aparece pela esquerda, nunca consegue esconder bem a reacção cutânea a estas cantorias.
Infelizmente o Paulo Pinto precipitou-se porque o cosmopolitismo às vezes é um pouco provinciano em relação àqueles a quem não atribui pedigree e não reconhece linhagem. Porque haviam de ser os deputados do PSD mais parvenus que, por exemplo, os do PS ou do BE? Infelizmente anda por aqui um vestígio de complexo de superioridade que faz mal a debate democrático.
Paulo Pinto parece surpreendido pela idiossincrasia coimbrã que faz com que um deputado nascido e criado na direita do pós-25 de Abril se sinta à vontade com as letras e as músicas da balada coimbrã. Não ficaria tão surpreendido se tivesse presente que a direita coimbrã se apegou às "tradições" académicas, depois do 25 de Abril, aliás, à época contra a esquerda e incorporou no seu revivalismo praticamente todas as canções de Adriano, José e Afonso que obedecem aos cânones da "sua" música, algo que inclui quase todo o Adriano e pelo menos o José Afonso até ao início dos anos setenta.
Dentro dessa idiossincrasia reage Nuno Encarnação com uma - começa a ser recorrente - tentativa de ataque a que a esquerda se aproprie dos hinos que eram da esquerda. Pessoalmente felicito Nuno Encarnação por não se sentir incomodado com a Grândola ou a Trova, mas ele sabe melhor que eu que fora do ccírculo restrito dos jovens do fado de Coimbra não tem muitos companheiros no partido ou na coligação para essa batalha. Aliás, essa batalha só faz sentido para os filhos de Abril (e ainda bem que o tentam), porque a direita que érea adulta à época, mesmo quando hoje nos aparece pela esquerda, nunca consegue esconder bem a reacção cutânea a estas cantorias.
Infelizmente o Paulo Pinto precipitou-se porque o cosmopolitismo às vezes é um pouco provinciano em relação àqueles a quem não atribui pedigree e não reconhece linhagem. Porque haviam de ser os deputados do PSD mais parvenus que, por exemplo, os do PS ou do BE? Infelizmente anda por aqui um vestígio de complexo de superioridade que faz mal a debate democrático.
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