A segurança social está em crise? O Sindicato dos Professores da Grande Lisboa convidou-me a escrever o que penso sobre o tema, numa nova revista digital. O resultado está aqui (ver páginas 8 a 10).
18.12.13
16.12.13
Parcerias metropolitanas e concorrência saudável entre grandes cidades
A parceria Porto-Matosinhos-Gaia revela o entendimento do que é uma grande cidade que Almada, que nunca viabilizou um entendimento com Lisboa, nunca conseguiu. E não, a culpa, pelo menos nos últimos anos, não foi de Lisboa, foi da estreiteza de vistas que tem governado Almada. Já que o PCP não deixou a capital antecipar-se ao eixo metropolitano nortenho, viabilizará uma saudável reacção concorrencial?
Tenho dúvidas de que Judas se consiga libertar da ideia de que lidera uma aldeia gaulesa anti-capitalista, etc., etc.
11.12.13
10.12.13
3.12.13
13.11.13
Hipocondriacos, não percam o novo teste do colégio americano de cardiologia ao vosso risco de doença cardiovascular.
O Colégio de Cardiologia dos EUA emitiu novas orientações para o acompanhamento do colesterol que mudam do objectivo de ter um certo nível no teste do colesterol para a ´necessidade de avaliação do risco global de doença cardiovascular. Associadamente, disponibilizou um teste de risco de ter uma doença cardiovascular nos próximos dez anos e até ao fim da vida - fácil de preencher e numa simples folha de cálculo em excel - de que pode fazer download aqui. O meu resultado a 10 anos agradou-me, já quanto ao risco até ao fim da vida, fiquei menos optimista. Contudo, a disparidade quer dizer que há boas hipóteses de durar mais de dez anos se não arranjar outra fonte de problemas de saúde. Do mal o menos! Hipocondriacos que lêem este blogue, não percam o teste.
26.9.13
Também tenho uma narrativa sobre a crise
Estou a acabar um texto sobre os impactos da crise. Uma montanha de dados, quadros e gráficos depois, concluo que desde 2007 se apoiou os bancos, abandonou as empresas à sua sorte, castigou trabalhadores e pensionistas e, com tudo isto, o Estado ganhou... um monte de dívida que não honrará sem várias e profundas restruturações.
Já tenho uma narrativa sobre a crise. Longa vida a todos os que conceberam, trouxeram até nós e aplicam ainda tal estratégia.
23.9.13
In memoriam António Ramos Rosa
Tudo será construído no silêncio, pela força do silêncio, mas o pilar mais forte da construção será uma palavra. Tão viva e densa como o silêncio e que, nascida do silêncio, ao silêncio conduzirá.
(Rosa, António Ramos, "Tudo será construído no silêncio, pela força do silêncio", O Aprendiz Secreto, Vila Nova de Famalicão, Quasi, 2001, p. 11)
18.9.13
Síria e preocupações humanitárias: que opções?
Imaginemos que nos colocamos do ponto de vista estritamente humanitário e queremos diminuir o sofrimento humano do povo sírio sem escolher entre as duas opções de governo do país que parecem estar em cima da mesa. O que fazer? Esta nota de background, plena de informação, sugere que as intervenções militares de terceiras partes exacerbam esse mesmo sofrimento e provocam intensificação da acção militar e das violações de direitos humanos.
A revisão da literatura que aí se faz não é optimista para os que se coloquem no problema do ângulo humanitário: intervenção precoce para prevenir o conflito (na Síria é tarde demais), actividades de monitorização e investigação (com os limites que tenha, a iniciativa russa sobre as armas químicas é inegavelmente um bom passo, mas absolutamente localizado), missões de garantia da manutenção de paz (estamos ainda longe desse estádio).
Pode parecer cínico, mas quem se coloque estritamente no ângulo humanitário perante a questão Síria tem que esperar ou pela vitória total de uma das partes ou pelo efeito da estranha lei da natureza que provoca nos contendores cansaço e vontade de negociar num certo momento e estar preparada para agir.
Podemos também querer ser parte no desfecho, escolhendo entre a expansão da influência das monarquias do Golfo e o eixo hegemonizado hoje pelo Irão. Mas isso já nada tem que ver com causas humanitárias, é escolher um lado e ir à guerra e intervir para que tenha um desfecho favorável, o que sendo legítimo é outra coisa.
9.7.13
Decisão talvez mais irrevogável que a de Portas
Se consegui passar toda a crise do Governo sem ter o impulso para escrever um comentário sobre a irrevogabilidade da decisão de Paulo Portas, as mentiras parlamentares de Maria Luís e o sucesso dos lancinantes apelos de Passos Coelho, com excepção da nota patriótica do post anterior, só pode ser porque a veia político-blogosférica está pouco saliente.
Aproveito a ocasião e tomo a decisão de suspender as prosas que aqui verto desde os tempos em que era quase o único socialista a não louvar quotidianamente Sócrates.
A decisão não é necessariamente irrevogável, mas é capaz de demorar mais tempo a ser revista que a saída de Portas do Governo.
Bom Verão a tod@s.
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