Não pronuncies palavras vãs. Aristóteles na hora derradeira como um mendigo entregou a sua alma.
Não desperdices a tua vida neste mundo. Quando já não lhe pertenceres os homens te dirão apenas que estás morto.
É essa a única verdade. Bebe como eu vinho puro pelo copo da eternidade.
(Khwaja Shamsu d-Din Muhammad Hafez-e Shirazi)
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31.12.11
8.10.11
Sidónio Muralha, Roteiro [homem não tem avesso]
Parar. Parar não paro.
Esquecer. Esquecer não esqueço.
Se carácter custa caro
pago o preço.
Pago embora seja raro.
Mas homem não tem avesso
e o peso da pedra eu comparo
à força do arremesso.
Um rio, só se fôr claro.
Correr, sim, mas sem tropeço.
Mas se tropeçar não paro
- não paro nem mereço.
E que ninguém me dê amparo
nem me pergunte se padeço.
Não sou nem serei avaro
- se carácter custa caro
pago o preço.
Sidónio Muralha, "Poemas" Editorial Inova, Porto, p.196
(na blogosfera, publicado já em Além de mim)
Esquecer. Esquecer não esqueço.
Se carácter custa caro
pago o preço.
Pago embora seja raro.
Mas homem não tem avesso
e o peso da pedra eu comparo
à força do arremesso.
Um rio, só se fôr claro.
Correr, sim, mas sem tropeço.
Mas se tropeçar não paro
- não paro nem mereço.
E que ninguém me dê amparo
nem me pergunte se padeço.
Não sou nem serei avaro
- se carácter custa caro
pago o preço.
Sidónio Muralha, "Poemas" Editorial Inova, Porto, p.196
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