26.2.10
25.2.10
Lula e o castrismo: realpolitik a quanto obrigas
Não acredito que nos dias de hoje Lula morra de amores pela ditadura castrista, mas quer ele quer os Castros sabem que o Brasil não pode ser potência regional, pelo menos enquanto durar o bloqueio, sem dar sinais de estar com Cubs contra os ianques. No contexto extremamente embaraçoso de visitar a ilha a seguir à morte de um preso político em greve de fome, Lula, político habilidoso, bem passou para o lado de cá da objectiva, mas o Wall Street Journal não deixou de ver a foto por causa disso.
Fear the boom and bust - o rap do debate entre Keynes e Hayek
Uma lição divertida de economia a que cheguei pela mão de José Serra.
Mentirosos. A vida deles é isto.
Num país em que é tão fácil chamarmo-nos mentirosos uns aos outros, venho aqui dizer alto e bom som que eles estão a mentir, a vida deles é mesmo isto.
24.2.10
Mais um passo para o alargamento do microcrédito em Portugal
O microcrédito em Portugal surgiu, de facto, pela mão de um pequeno grupo de activistas que criou, há uma década, a ANDC. Com o empenhamento dos seus membros, protocolos com a banca e apoios do Estado abriu uma porta que já se estendeu também a iniciativas bancárias autónomas.
Desde a semana passada, o Governo abriu novos horizontes a esta medida de inclusão pela participação na vida económica, ciando uma nova figura no sistema financeiro, as entidades financeiras de microcrédito.
Apesar de não o mencionar directamente, este diploma é um instrumento da família do que se esperaria do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social.Por mim, gostaria muito de ver entidades da economia social e solidária, incluindo mutualidades, cooperativas e misericórdias tornar-se entidades financeiras de microcrédito, cumprindo os requisitos técnico-financeiros para isso e demonstrando uma mobilização social para a inclusão verdadeiramente à altura da sua importância. Contudo, como é costume acontecer, este regime só terá aplicação real depois da portaria que regula essas entidades ser publicada.
Oxalá a portaria saia rapidamente e, já agora, as entidades do sector social mostrem interesse em ser e consigam ser ouvidas na sua elaboração, para que não tenhamos apenas entidades financeiras de microcrédito de papel.
RIP Orlando Zapata
(via Ana Matos Pires) Como aconteceu com outras ditaduras, os movimentos de mães estão entre as vozes mais difíceis de calar em Cuba. Orlando Zapata era um prisioneiro de consciência adoptado pela Amnistia Internacional. Foi condenado a mais de três décadas de prisão por perturbação da ordem pública, a propósito de ter organizado manifestações de solidariedade com presos políticos cubanos.
Morreu na sequência de uma greve de fome. Saiba mais sobre esta nova vítima da ditadura cubana.
Sociedade inclusiva - os taxis adaptados em Almada
O blogue tetraplégicos noticia a existência em Almada de uma empresa de táxis adaptados, que também proporciona serviços turísticos. Penso, não apenas que uma sociedade onde estes recursos estejam disponíveis é uma sociedade melhor, como também que Almada tem a ganhar em ser cada vez mais um concelho amigo da inclusão dos cidadãos portadores de deficiências e incapacidades. Em campanha eleitoral, fiz mesmo algumas propostas sobre adaptação de equipamentos turísticos, nomeadamente de acesso às praias, que iriam nesse sentido e teriam grandes sinergias com esta iniciativa. Por isso, passe a publicidade, queria saudar especialmente a Taxi Autonomy e o seu contributo para o concelho cosmopolita e inclusivo que Almada deve ser cada vez mais.
23.2.10
Nobres princípios, frases valentes
O Daniel Oliveira não gostou de ver Fernando Nobre a defender a sua novíssima candidatura presidencial dizendo, que nem Pacheco Pereira, que "já ninguém acredita nessas coisas da direita e da esquerda". Mas não deve levar muito a sério estas palavras. Afinal o mesmo Fernando Nobre, para justificar o seu apoio ao partido do Daniel, tinha dito há uns meses que "as ideias que defende o Bloco de Esquerda são as ideias que eu tenho defendido".
Podemos achar o que quisermos do Bloco, mas não podemos acreditar que Fernando Nobre pensava então com honestidade que as ideias do Bloco eram as de que a direita e a esquerda são irrelevantes. Os moralistas em política são muitas vezes assim, intransigentes nos princípios e sólidos até ao dia em que as convicções não dão jeito aos novos objectivos.
Fernando Nobre poderia ter aprendido com Jorge Sampaio, que nunca precisou de renegar a sua convicção de homem de esquerda para fazer uma campanha presidencial de grande transversalidade. Mas não aprendeu.
Podemos achar o que quisermos do Bloco, mas não podemos acreditar que Fernando Nobre pensava então com honestidade que as ideias do Bloco eram as de que a direita e a esquerda são irrelevantes. Os moralistas em política são muitas vezes assim, intransigentes nos princípios e sólidos até ao dia em que as convicções não dão jeito aos novos objectivos.
Fernando Nobre poderia ter aprendido com Jorge Sampaio, que nunca precisou de renegar a sua convicção de homem de esquerda para fazer uma campanha presidencial de grande transversalidade. Mas não aprendeu.
A violação do segredo de justiça não pode continuar a ser uma arma de deslealdade processual
A violação do segredo de justiça não pode continuar a ser uma arma de deslealdade processual e um instrumento de julgamento popular perpetrado através de orgãos de comunicação seleccionados e dependentes de tal divulgação para se afirmarem no mercado.
Uma das coisas que me chocou na minha própria experiência pessoal foi ver a investigação criminal da violação do segredo de justiça dirigir-se em primeira instância a jornalistas, depois a advogados e arguidos e parar à porta de magistrados, funcionários judiciais e polícias, assumindo que estes não teriam intrinsecamente interesse em tal divulgação. É falso, como todos intuimos, mas não podemos provar nem nunca poderemos enquanto os magistrados do ministério público recusarem investigar-se a si mesmos, às suas práticas e às dos investigadores policiais com a mesma objectividade e equidistância com que investigam os cidadãos.
Para que o segredo de justiça deixe de ser uma farsa por vezes trágica é necessário que alguém diga que o rei vai nú, como fez Cândida Almeida e que se tomem as medidas adequadas a que o sindicato que se julga o soviete da justiça resistirá com a mesma energia com que tem politizado a justiça e nem me surpreende, com tristeza o digo, que o distinto Secretário de Estado João Correia o secunde, reafirmando uma presunção de que, infelizmente, há magistrados judiciais que não merecem gozar.
Uma das coisas que me chocou na minha própria experiência pessoal foi ver a investigação criminal da violação do segredo de justiça dirigir-se em primeira instância a jornalistas, depois a advogados e arguidos e parar à porta de magistrados, funcionários judiciais e polícias, assumindo que estes não teriam intrinsecamente interesse em tal divulgação. É falso, como todos intuimos, mas não podemos provar nem nunca poderemos enquanto os magistrados do ministério público recusarem investigar-se a si mesmos, às suas práticas e às dos investigadores policiais com a mesma objectividade e equidistância com que investigam os cidadãos.
Para que o segredo de justiça deixe de ser uma farsa por vezes trágica é necessário que alguém diga que o rei vai nú, como fez Cândida Almeida e que se tomem as medidas adequadas a que o sindicato que se julga o soviete da justiça resistirá com a mesma energia com que tem politizado a justiça e nem me surpreende, com tristeza o digo, que o distinto Secretário de Estado João Correia o secunde, reafirmando uma presunção de que, infelizmente, há magistrados judiciais que não merecem gozar.
Ideia simplex 2010, com mais mérito que muitos números de focas

Ouvir as ideias de quem trabalha nas coisas é um instrumento de mudança poderoso, mas negligenciado. Por estranho que pareça ao senso comum, continua a ser pouco utilizado nas organizações em geral e na administração pública em particular. Daí que iniciativas discretas como o concurso Ideia simplex (veja o regulamento aqui) tenham mais méritos do que muitos números de focas que se publicitam amplamente. faço com gosto propaganda à iniciativa. Se é funcionário público, participe. Se não é, também pode aplaudir, se quiser.
Subscrever:
Mensagens (Atom)