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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009


Segundo a BBC, esta será a maior central a produzir energia solar do mundo. Está a ser construída em Portugal. Um dia, José Sócrates e Manuel Pinho serão conhecidos por terem sido pioneiros na transformação do nosso país em líder na energia verde e na redução da dependência dos combustíveis fósseis e não pelos fait-divers que o presente sobrepõe às visões estratégicas. A Fotoreportagem é da BBC e chegou-me via Twitter, pela mão de Martins Lampreia, retweetando Simão Carvalho.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Bases para o contrato com os cidadãos de Almada: participe na discussão

Foram apresentadas no domingo e desde então que pode encontrar online as bases do contrato com os cidadãos de Almada que o PS propõe. esta iniciativa resulta das conclusões dos 55 encontros do forum Espaço Almada 2009 e é um novo começo. Para esta nova etapa contamos com a Comissão de Cidadãos, que agora vai elaborar connosco esse contrato e depois fiscalizar a sua execução. Mas contamos também com os contributos de todas as cidadãs e de todos os cidadãos que queiram associar-se à iniciativa, comentá-la ou debater as ideias que nela são apresentadas.
Como já é evidente, o nosso processo participativo é aberto e constrói-se realmente em diálogo com os cidadãos, não resulta de conclusões pré-cozinhadas. Assim será também a nossa gestão municipal. A sua opinião, para nós, conta mesmo. Vai ver que também pode ajudar a a fazer o futuro de Almada, 35 anos depois.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

O sinal errado

Conversa-se, evidentemente, com quem se achar útil, mas não me parece que se devam dar sinais errados quanto à distância a que o PS deve manter os gurus do centro-direita.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

As convergências impossíveis e o paradoxo da esquerda portuguesa

Hoje, no DN, Mário Soares faz o requiem dos entendimentos à esquerda neste ciclo político.Escreve ele:

Nos últimos anos, com efeito, empenhei-me em estabelecer pontes e convergências à Esquerda, que se revelaram impossíveis. A culpa não será exclusiva de ninguém. É certo. Mas cabe, maioritariamente, ao Bloco e ao PCP, que com crescente agressividade - e em competição - fustigaram quase exclusivamente o PS e, em especial, Sócrates. Para quê? Respondo: oxalá não seja para dar a vitória ao PSD ou para tornar o País dificilmente governável. Se isso vier a acontecer - espero que não - poucos meses depois, serão os primeiros a arrepender-se. Porque, ao contrário do que dizem, PS e PSD são muito diferentes no exercício do poder. Não obstante o chamado "centrão de interesses", que deploro, como socialista, mas que tem peso na política.

Mário Soares tem razão, quer na conclusão, quer na repartição de responsabilidades. E o que diz tanto pode aplicar-se às eleições legislativas a nível nacional como às autárquicas em Lisboa, só para dar outro exemplo.
O PS entrou a presente legislatura com excessiva sobranceria face a todos os movimentos à sua esquerda. Por sua vez, estes, e em particular o BE, não perceberam que o seu crescimento eleitoral é também uma metamorfose da sua base de apoio. Se o PS esteve errado ao tratar de modo igual a oposição à direita e à esquerda, o PCP e o BE não estão menos errados ao tratar de modo igual o PS e o PSD.
Ainda é cedo para tirar a moral da história, mas encaminhamo-nos para um paradoxo curioso: o aumento da votação no conjunto dos partidos de esquerda implicar a redução da probabilidade do país (e de Lisboa) ser governado por um partido de esquerda. Ou seja, se o eleitorado se deixar conduzir pela retórica anti-PS do PCP e do BE, poderá votar à esquerda e ter como consequência prática ver o país (e Lisboa) governado pela direita.
Pode parecer impossível, mas se os partidos não mudarem a sua atitude recíproca durante o Verão nem os eleitores mudarem o modo como os avaliam pode estar mais perto do que se julga.
Se o paradoxo se materializar não faltará capacidade para distribuir culpas, mas veremos o país entregue por uma maioria eleitoral de esquerda ao tandem Aníbal Cavaco Silva-Manuela Ferreira Leite, com a capital entregue por outra maioria eleitoral de esquerda a Pedro Santana Lopes.
Como os partidos de esquerda estão a ser irresponsáveis na relação com a questão da governabilidade do país (e de Lisboa), já só os eleitores podem impedir que tal pesadelo se verifique ainda antes do fim de 2009.

Semidemocracia islâmica ou ditadura? Os futuros imediatos do Irão.

A notícia de que a disputa política em torno dos resultados das eleições presidenciais do Irão tem implicado, de ambos os lados, os clérigos, vem confirmar que estamos perante fracturas internas do regime.
O país é uma semidemocracia, com elementos de pluralismo político, tutelada pela hierarquia religiosa. Ao que parece, há agora uma fractura entre sectores que se reivindicam da herança espiritual da revolução islâmica, como os intelectuais que a apoiaram e serviram os seus primeiros governos e os clérigos que a teorizaram e os que se cimentaram nos poderes "seculares" que esta gerou, como os guardas da revolução e o exército.
Ao contrário do que poderia imaginar um ocidental desatento, é nos sectores "espiritualistas" (ou islamistas se preferirem), que o descontentamento popular tem mais eco e nos "seculares" (o aparelho militar-policial) que estão os novos duros do regime. Os primeiros têm uma visão da sua "revolução" que assenta na necessidade de renovar a sua legitimidade e de enquadrar o povo no seu projecto político, bem como a sua ambição de hegemonia os leva a perceber o que tem que mudar para que o regime possa persistir. Os segundos têm apenas a consciência do que podem perder se o poder lhes sai das mãos.
Não sabemos se o regime vai conseguir reenquadrar o descontentamento, particularmente nos meios urbanos e persistir como semidemocracia com legitimidade popular ou vai evoluir no sentido da ditadura, prescindindo dessa legitimidade e forçando um ciclo de repressão que pode ser duradouro. Em nenhum dos casos se tornaria numa democracia secular, mas no primeiro deles seria um parceiro mais previsível no cenário internacional. Porque quando uma ditadura tenta reganhar apoio popular fá-lo sempre pelos mais cruéis populismos internos e por gestos internacionais altamente simbólicos mas irresponsáveis. Com Amadhinejad acossado internamente, mantido no poder pela força policial e sem a benção de parte significativa do clero, o mundo tem um factor adicional de crise, que se dispensava.
Acresce que não se pode prever com rigor como reagirão os movimentos que gravitam na sua órbita, como o Hezbollah, à divisão que atravessará nesse caso o país, como isso interferirá na estabilidade do Líbano e, necessariamente, em todo o Médio Oriente. De facto, a questão de legitimidade também os afecta porque têm uma filiação ideológica no regime iraniano.
Os países aliados, esses, serão imunes à questão. O que liga, por exemplo, a Síria ao Irão não é nenhuma visão do Islão e muito menos a Rússia fragilizará a sua aliança com o regime por este se tornar mais ditatorial.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Angola: os oligarcas também têm dificuldades de tesouraria

Há entre nós uma certa tendência para exagerar os efeitos dos "mercados" políticos, isto é, economias frágeis que podem garantir grandes encomendas porque quem comanda os Estados aposta nelas, por necessidade do país ou de alguém.
Angola é o maior desses mercados que precisam de aspas porque não há nada de mercado numa economia controlada por uma pequena oligarquia que se apropriou do Estado. Segundo o Rui Almas, a notícia de que as empresas que apostaram nesse país podem estar a enfrentar dificuldades de pagamento não era situação difícil de prever face à redução do preço do petróleo e aos efeitos da crise mundial na produção e comercialização de diamantes. Os oligarcas também têm dificuldades de tesouraria.

Um conselho aos vândalos (actualizado)

O vandalismo é lamentável, sejam quais forem as suas vítimas e as circunstâncias em que ocorrem. Em Almada há vândalos que têm alvos focalizados.
Eu próprio dei aqui conta de um desses casos. O blogue Em Almada dá relevo a outros, envolvendo lojas que optaram por protestar contra as dificuldades que enfrentam.
Ermelinda Toscano, autarca do Bloco de Esquerda, a quem agradeço o gesto, cujo valor é reforçado por nem sequer ser suspeita de ser parcial a favor do PS, registou as vagas que têm atingido os cartazes da minha campanha. O mesmo fizeram o blogue liberdade para Almada e o PS em Almada, a quem igualmente agradeço.
Sobre tudo isto, gostaria apenas de deixar um conselho aos vândalos: parem, porque estão a prejudicar quem julgam proteger.