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terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Almada: a limpeza urbana obedece ao ciclo eleitoral?


Ouço com frequência que a Câmara Municipal de Almada mobiliza excepcionalmente as brigadas de limpeza nas vésperas de eleições para que depois a falta dee higiene urbana volte recorrentemente ao mesmo ponto.
Se assim for, é um exemplo de falta de maturidade democrática que os cidadãos devem condenar. Certo é que as denúncias voltaram. esta foto foi publicada no Em Almada e, com as outras que lá pode encontrar, não deixa margem para dúvidas. muita coisa tem que mudar, para que possamos ostentar com propriedade o título de município limpo.

sábado, 7 de Novembro de 2009

Os desafios dos que defendem a abertura da CGTP ao mundo actual

No último congresso da CGTP, o PCP impôs à central uma política isolacionista no quadro do movimento sindical internacional. Assim, esta ficou de fora da recém-criada e abrangente Confederação Sindical Internacional, que reúne as várias facções do sindicalismo livre a nível mundial.
A submissão da CGTP à agenda de resistência do movimento comunista internacional, em vez da sua participação na reovação do sindicalismo livre é um dos pontos em que melhor se expressa a encruzilhada em que a central se encontra. Para continuar sindical precisa de se emancipar do PCP ou precisaria de um PCP que não a quisesse amarrar tão fortemente à sua agenda ideológica. Para continuar unida precisa de encontrar uma plataforma de convivência com o pensamento sindical da direcção do PCP, que tende a reduzi-la a correia de transmissão. Não é fácil imaginar como este nó se desata.
No quadro desta reflexão, num gesto que me parece extremamente relevante e com raros precedentes, uma dezena de sindicatos que votaram contra a orientação maioritária e defenderam a adesão à CSI, organizam hoje, no Hotel Zurique, em Lisboa, uma conferência sindical internacional sobre "os desafios da acção e organização sindical e a CSI no combate à crise".
Eles sabem, certamente, a dimensão do desafio que lançam.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Gripe A: O ruído comunicacional entre a desvalorização e o pânico

Ainda não se extinguiu o ruído sobre os supostos efeitos adversos da vacina para a Gripe A e já a terrível razão para a urgência em que ela exista e seja administrada nos bateu à porta, sob a forma de notícia de morte de uma criança, vítima da doença.
Infelizmente a comunicação social portuguesa é estruturalmente hipersensível ao ruído dos activistas e tem baixa sensibilidade ao fluxo das notícias. Bastava dar a devida importância ao que vem acontecendo, por exemplo nos EUA, para perceber que não se pode brincar com esta gripe.
Mas, como agora o ruído passou para o lado do alarmismo, não faltará bruáá gerador de pânico nas próximas horas e dias.
A propósito, um amigo que acaba de passar em frente à escola que a criança falecida frequentava diz-me que lá estão quatro carros de exteriores plantados. Temo o pior do tipo de informação que se preparam para produzir, em directo, a partir dali. Espero estar a ser pessimista.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

A regra do jogo: a esquerda blogosférica reforçou-se

A esquerda blogosférica tem um reforço de peso. Chama-se A Regra do Jogo e já os fomos encontrando em outras paragens. Mas a nova formação promete reforçar significativamente a reflexão e intervenção à esquerda neste meio de discussão. Felicidades, car@s amig@s.

A nomeação de Helena André rompe um preconceito, mas parece ter doído à CGTP

Hoje ficaram a conhecer-se os ministros do novo governo. Tenho, evidentemente, grande simpatia por esta equipa e desejo-lhe felicidades na tarefa, bem difícil, de governar o país em minoria com o mundo ainda a viver a maior crise desde os anos trinta do século passado.
Uma das novas ministras é Helena André. A sua nomeação rompe, bem, com um preconceito histórico do PS. Julgo que é a primeira vez que uma pessoa que fez toda a sua carreira no sindicalismo chega à pasta no período constitucional. Surpreendente? Não, surpreendente mesmo é que Carvalho da Silva, secretário-geral de uma central sindical, não tenha sido capaz de se congratular pelo facto e tenha aceite ser o porta-voz de um ataque da CGTP à Ministra, ainda antes de esta tomar posse. Esse ataque não é inesperado mas também não ajuda a elevar o prestígio nem a evidenciar um mínimo de independência da central sindical de que ainda é, formalmente, o dirigente máximo.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Calma, é só um truque do velho escritor

José Saramago decidiu dizer umas frases provocatórias sobre a Bíblia para publicitar o seu novo livro, cujo título se inspira numa história que seguramente deve ser incluida no catálogo da maldade humana.
Percebe-se que Saramago é perseguido pelo tema da fé e já escreveu sobre ela com a profundidade de um ateu atormentado com a possibilidade da existência de Deus. Mas as frases de Penafiel não merecem nem uma nota de rodapé na história - que ela própria interessa apenas a quem interessar - da sua relação com Deus.
É pena que nem o representante da Conferência Episcopal Portuguesa que lhe chamou "antinobel" nem o Vice-Presidente do Partido Popular Europeu, Mário David, que o convidou a renunciar à nacionalidade portuguesa, tenham percebido o que valem estas palavras. De algum modo, cairam no engodo de Saramago, criando uma questão religiosa e política a propósito de um truque publicitário do velho escritor. Felizmente, o episódio não vai passar disto, porque o catolicismo dos portugueses nunca deu gás a este tipo de querelas.

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Vamos fazer de Almada um pólo de nível nacional nas artes performativas

Almada é hoje reconhecida como cidade do teatro graças, essencialmente ao labor de Joaquim Benite e da Companhia de Teatro de Almada. Defendo que devemos procurar tornar-nos na cidade das artes performativas, nomeadamente juntando a música e a dança.
No programa eleitoral do PS expressamos o nosso interesse em acolher no município um equipamento de nível nacional na área da dança, da música ou do teatro, que poderia bem ser a Companhia Nacional de Bailado. Ao mesmo tempo, queremos valorizar a associação entre estas artes e Almada. Acarinho particularmente, neste domínio, a possibilidade de retomar um projecto que tive no governo, então com Catarina Vaz Pinto, que era Secretária de Estado da Cultura: criar um centro de formação para as diversas profissões técnicas do espectáculo e não apenas para a criação artística. Julgo que Almada reune todas as condições para que tal centro aqui surja.