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29.1.14

Obama e o estado da Uniâo: Há quem não se engane no sentido da agenda para sair da crise

Obama State of the Union 2014


"Our job is to reverse these trends.  It won’t happen right away, and we won’t agree on everything.  But what I offer tonight is a set of concrete, practical proposals to speed up growth, strengthen the middle class, and build new ladders of opportunity into the middle class." (Read more: http://www.businessinsider.com/state-of-the-union-speech-full-text-2014-1#ixzz2rm1RuDD0)

Há chefes de estado que não se enganam na agenda necessária para saír da crise. Infelizmente para nós, o autor da frase manda do outro lado do Atlântico e não é ouvido em Berlim, Bruxelas ou Lisboa..

16.2.13

Dinheiro pode não dar felicidade, mas vida dá.

Um estudo da segurança social americana demonstrou mais uma vez um efeito da desigualdade vital, encontrado em muitos outros contextos. Entre pensionistas, quanto maior o rendimento menores os índices de mortalidade. Dinheiro pode não dar felicidade, mas vida dá.

31.1.13

O autor de "we the people" era deficiente motor e faria hoje 261 anos


Governeur Morris, o pai fundador esquecido, nasceu a 31 de Janeiro de 1752 e é-lhe atribuído o estilo em grande parte do texto da constituição americana, incluindo a célebre entrada "We the people". Foi também o representante que mais vezes falou na Convenção Constitucional. Antes tinha sido um dos autores principais da Constituição de Nova Iorque.
Ao contrário de outros, Morris acabaria por não desempenhar posteriormente nenhum cargo de grande relevo, embora tenha representado os EUA em negociações com o Reino Unido e em França (substituindo Jefferson), passou uma década viajando pela Europa e apenas foi eleito uma vez para o Senado, em 1799, perdendo a reeleição.
Enquanto jovem, sofreu dois acidentes de que resultaram extensas lesões. Uma queimadura grave no braço direito e a amputação da perna esquerda abaixo do joelho. Esta deficiência fará dele o primeiro grande político deficiente da era moderna. Mas, não apenas as biografia sobre ele escasseiam como "silenciam" a sua deficiência e os efeitos que possa ter tido sobre a sua identidade.
Num artigo publicado no início de 2012 na Disability Studies Quarterly, Thomas A Foster procura colmatar esta lacuna, usando o diário que Governeur Morris manteve em Paris entre 1789 e 1793. Foster defende que o exemplo de Morris nos mostra uma concepção social sobre a deficiência também ele na transição para a modernidade: já não corrresponde à concepção da deficiência como aberração divinamente provocada mas também ainda não surge a visão medicalizada de deficiência. Contudo, Foster extrai dos diários a ideia de que estaria a nascer um contexto cultural negativo que via os deficientes como diferentes dos não-deficientes.

30.11.12

Num blogue perto de si

Sobre a crise que anda por aí
Ainda Paul de Grauwe, António Figueiredo em Interesse Privado, Acção Pública
O pensamento ministerial e a realidade, Pedro Lains, em Pedro Lains

À direita, os ânimos andam exaltados
Cata-ventos, jfd em Forte Apache

Qualquer semelhança com ficção é pura coincidência 
It's time to stop killing in secret, David Cole em NYR Blog
Governo ucraniano negoceia com desconhecidos, Jest em Da Rússia

Justiça visgarolha
Operação Outono, JM Correia Pinto em Politeia

27.11.12

Num blogue perto de si

A carga policial de 14 de Novembro feriu os limites do Estado de Direito?
A luta contra o terrorismo policial continua, Garcia Pereira em António Garcia Pereira

A crise vai andar por aí
Por qué la crisis y recesión española irá a peor, en 10 gráficas, Marco Antonio Moreno em El Blog Salmón

Nos EUA os refundadores não se desculpam com a troika
Killing social security, with a smile, Froma Harrop em Real Clear Politics

Recomendações de leitura
Young People and Politics: Political Engagement in the Anglo-American Democracies. Aaron J. Martin. Routledge. May 2012.  (Apresentação de Jacqueline Briggs, em British Politics and Policy at LSE)

(...)
The chapters provide a fascinating insight into the topic of young people and politics but, of particular interest, is the detailed discussion of the political engagement facilitated via the internet. This new channel for political participation and political communication is discussed in an analytical and thought-provoking manner. The topic is given added relevance when one considers the way young people adopt new technology and are often at the forefront of its usage. New technology has the potential to facilitate the political socialisation process. The speed and ease of access mean that political messages can spread around the globe in a nanosecond. Witness, the 2011 Arab Spring and the way in which young people were at the forefront of that wave of protest and political action. An interesting aspect of internet usage, however, is the participatory inequality, not just in terms of who can access the internet but also in relation to what usage they make of it. This is to say that those young people more likely to participate in politics per se are precisely the young people who will participate via the internet. As Martin states, ‘… the more educated and politically interested (i.e. precisely those who would participate in politics regardless of the internet) are the group most likely to be politically engaged on the internet’ (p.113). ‘Twas, ever thus!
(...)

7.11.12

Na noite passada os super-ricos americanos não perderam tudo

A boa notícia para os "super-ricos" americanos não é o resultado das presidenciais mas a manutenção do controlo do Congresso pelos Republicanos. Um estudo recentemente publicado pela American Sociological Review sustentou que o controlo republicano do Congresso é um dos factores que explicam a subida do nível de rendimento do top 1% da população americana (ver referência e abstract abaixo). Contrariar esta tendência é mais uma tarefa hercúlea do inquilino da Casa Branca.

Thomas W. Volscho e Nathan J. Kelly, "The rise of the super-rich: power resources, tazes, financial markets, and the dynamics of the top 1 percent, 1949-2008"

Abstract
The income share of the super-rich in the United States has grown rapidly since the early 1980s after a period of postwar stability. What factors drive such changes?
In this study, we investigate the institutional, policy, and economic shifts that explain rising income concentration. We utilize single-equation error correction models to estimate the long and short-run effects of politics, policy, and economic factors on pre-tax top income shares between 1949 and 2008. We find that the rise of the super-rich is the result of rightward-shifts in Congress, the decline of labor unions, lower tax rates on high incomes, increased trade openness, and asset bubbles in stock and real estate markets.

America moves forward; "love, charity, duty, patriotism; that's what makes America great" (Obama's victory speech)

6.11.12

Obama desceu à terra no Ohio


As sondagens dão a Barack Obama boas hipóteses de ganhar as eleições de hoje e ainda bem. Mas nesta campanha nada foi como há 4 anos. Há muitas décadas que ninguém ganha a reeleição partindo de tão baixos níveis de popularidade. E talvez nada possa tão sinteticamente simbolizar a luta árdua pela reeleição quanto o facto de que, num Estado decisivo para o desfecho da batalha presidencial - o Ohio - Obama tenha sido por duas vezes, no lançamento e no encerramento da campanha, incapaz de encher um estádio com menos 20 000 lugares. O Obama que arrastava multidões desceu à terra no Ohio, ainda que tudo aponte para que consiga a reeleição que os republicanos tentaram desde o primeiro dia do seu mandato impedir que acontecesse.

25.9.12

18.9.12

A manipulação do povo contra o Estado. E se o ataque de Romney aos dependentes do Estado fosse traduzido para Portugal?

A gravação da conversa de Mitt Romney com os seus apoiantes em que diz que tem dificuldades de convencer os beneficiários do Estado americano a votar nele causou controvérsia. No New York Times, David Brooks recorda que o grupo que recebe desproporcionalmente esses benefícios públicos é republicano, idoso, branco e diplomado.  É das classes médias e não o pobre dependente do Estado que se insinua nas palavras do candidato. E cá? Será por os governos sucessivamente se aperceberem da mesma distorção entre representação e realidade que o ataque cerrado às "gorduras do Estado" de todas as oposições desaparece miraculosamente quando se passa das palavras de campanha aos actos de Governo? Sim, quem se atreve a dizer quem são os maiores beneficiários do Estado português, por classe social, grupo etário e sentido de voto?

18.5.12

Os americanos desconfiam de tudo menos do aparelho securitário

Segundo uma sondagem Gallup, apenas o exército, a polícia e os pequenos negócios recebem a confiança da maioria dos americanos.
Na última década, a confiança no Presidente e no Supremo Tribunal passou de maioritária a minoritária e apenas a religião, o sistema médico  o sistema de justiça criminal, embora sem apoio maioritário, registaram aumento de confiança.
A Presidência e os bancos foram as instituições em que a descida da confiança foi mais abrupta. O Congresso, as grandes empresas e o trabalho organizado são as três instituições em que a desconfiança é mais generalizada.
Para onde pode estar a ir a maior democracia e a maior sociedade capitalista liberal do mundo, com cidadãos tão desconfiados dos pilares políticos e económicos em que assenta?

9.5.12

A desigualdade mata? Sim, devagar.

Hui Zeng, professor de Sociologia na Ohio State University estudando dados dos EUA entre 1984 e 2006 concluiu que a desigualdade mata devagar. O aumento da desigualdade começa a sentir-se no aumento da mortalidade 5 anos mais tarde, atinge o seu máximo efeito ao fim de 7 anos e desvanece-se ao fim de 12.
Aos impactos já determinados da desigualdade junta-se a possibilidade de ser também um problema de saude pública. O estudo foi publicado na revista Social Science and Medicine e a notícia pode ler-se no site da Universidade.

16.3.12

Os jovens vão deixar de ser o target publicitário por excelência?

As empresas americanas estão a mudar os seus targets publicitários, em desfavor da geração de jovem que era o consumidor perfeito desde o baby boom. Os dados são impressionantes: a percentagem de jovens (18-24 anos) com emprego é a mais baixa desde que há registos, situando-se nos 54%; os jovens estão a saír mais tarde de casa e devem 1 trilião de dólares de empréstimos bancários para a frequência universitária. Se os dados americanos impressionam por si mesmos, também fazem pensar que este filme também está em exibição num cinema perto de si.