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9.1.14
Pires de Lima tem posições irrevogáveis, como Paulo Portas.
O IRS devia descer, mas a ideia não passou no conselho de Ministros. O IVA da restauração também, mas ficou na mesma. O salário mínimo devia subir, mas ficou congelado. O ajustamento é demasiado agressivo e rápido. Eis algumas das coisas que o Ministro da Economia, Pires de Lima, diz na entrevista ao Público e podiam ser subscritas por Seguro, ou mesmo Jerónimo e a co-liderança bloquista. É tudo ao contrário da estratégia assumida pelo Governo a que pertence. Mas Pires de Lima tem posições irrevogáveis, como Paulo Portas. Continua Ministro, governando contra as ideias fundamentais que diz defender para a retoma económica.
27.10.12
A metamorfose de Paulo Portas
A liderança de Passos Coelho tem tais características que fez de Paulo Portas um homem de Estado; o único na coligação capaz de dizer que o país deve ser proactivo para com a troika e que o Governo deve procurar entendimentos alargados sobre as saídas da crise.
Que pode fazer a Portugal quem é capaz de dar a Portas espaço para tal metamorfose?
Que pode fazer a Portugal quem é capaz de dar a Portas espaço para tal metamorfose?
22.9.12
Depois do Conselho de Estado há uma nova relação de forças na políticaportuguesa
Se o Governo, como tudo indica que fará, recuar na mexida na TSU, haverá uma mudança de página na definição da relação de forças neste ciclo político.
Pela primeira vez nesta crise "a rua" terá obrigado um governo a arrepiar caminho, ainda por cima numa medida que se apresentou como integrando a espinha dorsal da estratégia de acção para 2013.
O Governo terá pago o preço de governar sem os parceiros sociais e terá sido forçado - provavelmente por Belém - a encontrar uma solução que possa ser defendida pela UGT, reforçando o papel desta ultima como instancia legitimadora indispensável, ainda que por aceitação passiva, de mexidas sociais.
O Governo terá reconhecido que Belém é o seu limite. Não se importou minimamente com o Parlamento, os parceiros sociais e o Tribunal Constitucional, mas recuou perante o PR. E o Palácio é hoje muito sensível à "rua" e sobretudo ao bom clima com a CIP e a UGT.
A esquerda maximalista festejará o recuo, mas sem razão. Para muitos manifestantes, o BE e o PCP também são "os políticos" e manifestamente a influencia dos seus aparelhos nos manifestantes é muito menor que nas grandes manifs de antigamente. Como já tinha acontecido a alguns sindicatos, os partidos de protesto também viram os inorgânicos a crescer à sua volta e passarão por um período de desorientação.
O CDS entrou em phasing-out da coligação. Teme voltar a afundar-se com o PSD como lhe aconteceu com Santana Lopes e passará a falar mais vezes, sempre que temer perder votos.
O PS ganhou este round. Depois do PSD ter rompido o consenso europeu que devia manter o centro-esquerda amarrado à austeridade, ficou muito mais livre para criticar credivelmente a relação do governo com a crise. Mas qual será o peso de Belém (e da UGT) no Rato? O sentido final de voto e o discurso que o PS fizer sobre um OE sem TSU o dirão.
É altamente improvável que não haja sacrificados no altar da remodelação governamental. Não sabemos quem serão os bodes expiatórios escolhidos mas, se imperasse o principio da responsabilidade politica, três Ministros teriam que sair antes do Natal: Vitor Gaspar, que orquestrou a estratégia orçamental; Álvaro Santos Pereira que não teve a força ou a visão necessárias para impôr a sua negociação com os parceiros e Mota Soares que aceitou a "prenda" da TSU e até balbuciou precocemente umas frases em sua defesa. Contudo, quem falhou rotundamente foi Passos Coelho, que não conseguiu gerir a relação com o quarteto que devia procurar manter consigo para evitar que o caldo do consenso europeu se entorne: Cavaco, Portas, Seguro e Proença.
A gestão desta crise mostrou que Passos Coelho não cumpre os requisitos indispensáveis para ser Primeiro-Ministro. É apenas necessário que ele o perceba ou alguém lhe explique que assim é.
Pela primeira vez nesta crise "a rua" terá obrigado um governo a arrepiar caminho, ainda por cima numa medida que se apresentou como integrando a espinha dorsal da estratégia de acção para 2013.
O Governo terá pago o preço de governar sem os parceiros sociais e terá sido forçado - provavelmente por Belém - a encontrar uma solução que possa ser defendida pela UGT, reforçando o papel desta ultima como instancia legitimadora indispensável, ainda que por aceitação passiva, de mexidas sociais.
O Governo terá reconhecido que Belém é o seu limite. Não se importou minimamente com o Parlamento, os parceiros sociais e o Tribunal Constitucional, mas recuou perante o PR. E o Palácio é hoje muito sensível à "rua" e sobretudo ao bom clima com a CIP e a UGT.
A esquerda maximalista festejará o recuo, mas sem razão. Para muitos manifestantes, o BE e o PCP também são "os políticos" e manifestamente a influencia dos seus aparelhos nos manifestantes é muito menor que nas grandes manifs de antigamente. Como já tinha acontecido a alguns sindicatos, os partidos de protesto também viram os inorgânicos a crescer à sua volta e passarão por um período de desorientação.
O CDS entrou em phasing-out da coligação. Teme voltar a afundar-se com o PSD como lhe aconteceu com Santana Lopes e passará a falar mais vezes, sempre que temer perder votos.
O PS ganhou este round. Depois do PSD ter rompido o consenso europeu que devia manter o centro-esquerda amarrado à austeridade, ficou muito mais livre para criticar credivelmente a relação do governo com a crise. Mas qual será o peso de Belém (e da UGT) no Rato? O sentido final de voto e o discurso que o PS fizer sobre um OE sem TSU o dirão.
É altamente improvável que não haja sacrificados no altar da remodelação governamental. Não sabemos quem serão os bodes expiatórios escolhidos mas, se imperasse o principio da responsabilidade politica, três Ministros teriam que sair antes do Natal: Vitor Gaspar, que orquestrou a estratégia orçamental; Álvaro Santos Pereira que não teve a força ou a visão necessárias para impôr a sua negociação com os parceiros e Mota Soares que aceitou a "prenda" da TSU e até balbuciou precocemente umas frases em sua defesa. Contudo, quem falhou rotundamente foi Passos Coelho, que não conseguiu gerir a relação com o quarteto que devia procurar manter consigo para evitar que o caldo do consenso europeu se entorne: Cavaco, Portas, Seguro e Proença.
A gestão desta crise mostrou que Passos Coelho não cumpre os requisitos indispensáveis para ser Primeiro-Ministro. É apenas necessário que ele o perceba ou alguém lhe explique que assim é.
28.6.12
Sabia que para receber o subsídio de desemprego é obrigado a revelar o estatuto laboral do seu cônjuge ou parceiro em união de facto?
De vez em quando deparamo-nos com umas pérolas legislativas que desafiam as ideologias. Por exemplo o que terá levado o PCP e Os Verdes a votar a favor (e o BE a abster-se) num projecto-lei da iniciativa de CDS-PP que passou à história como a Lei nº 4/2010, na qual se diz no nº1 do artº 2º que "é obrigatória a actualização dos dados relativos à situação laboral do cônjuge ou equiparado por parte do requerente das prestações de desemprego"?
O CDS-PP tão avesso ao estatuto das uniões de facto, aqui não se importou de as reconhecer amplamente para criar uma obrigação aos desempregados. E o PCP e os Verdes deram uma de defensores da família como unidade básica da nação. Até podemos dar aos desempregados certos direitos relacionados com o seu estatuto familiar, mas o dever universal de declarar dados das suas uniões de facto e casamentos para receber o subsídio de desemprego a que ganhou direito pelo seu trabalho individual?
O CDS-PP tão avesso ao estatuto das uniões de facto, aqui não se importou de as reconhecer amplamente para criar uma obrigação aos desempregados. E o PCP e os Verdes deram uma de defensores da família como unidade básica da nação. Até podemos dar aos desempregados certos direitos relacionados com o seu estatuto familiar, mas o dever universal de declarar dados das suas uniões de facto e casamentos para receber o subsídio de desemprego a que ganhou direito pelo seu trabalho individual?
28.10.11
Plano para quê? O esquecimento do Governo não é um deslize, é um Programa.
A discussão na generalidade do Orçamento de Estado na Assembleia da República acaba de ser adiada uma semana para que o Governo possa cumprir a lei e entregar as Grandes Opções do Plano que deveria ter depositado na AR em simultâneo com o OE.
Terá sido esquecimento? O PS preferiu, compreensivelmente, chamar-lhe trapalhada, recuperando a expressão jocosa que se instituiu na política portuguesa desde as peripécias do governo de Santana Lopes. Mas eu acredito noutra explicação. O "esquecimento" é o reflexo da ideologia do Governo. Não acredita em qualquer planeamento estratégico da acção do Estado, quer apenas equilibrar as contas e tem uma visão liberal da economia em que o Estado é, se necessário e quando muito, um parceiro silencioso.
Para quem tem a visão deste Governo, as Grandes Opções do Plano são um aborrecimento, uma daquelas coisas que estão na Constituição ese tem que cumprir apenas porque não se pode eliminá-la. Se assim não fosse teriam que ter sido preparadas antes do OE e as opções destes decorreriam delas. Não havia hipótese de distracção no calendário, dada a sequência lógica dos raciocínios.
Acresce que, por tradição, o primeiro esquisso das Grandes Opções do Plano é feito por um serviço na tutela do super-Álvaro, que acredita tanto no plano como o Ministro das Finanças e talvez nem tenha tido tempo para se aperceber de que os seus dirigentes tinham essa obrigação.
Mas, no fundo, para este governo tudo isso são detalhes. Há um défice para cortar. Há um quadro com entradas e saídas para preencher e dar um certo valor.
A única estratégia do Estado é a imposta pela troika. Senão, com este governo, a única estratégia seria deixar o mercado funcionar. Assim sendo, plano para quê? O esquecimento do Governo não é um deslize, é um Programa.
PS. Parabéns ao PS, que foi o primeiro partido da oposição a dar por ela. O PC e o BE, que costumam ser atentos a estas coisas, andam a perder qualidades. E, já agora, cumprimentos à Presidente da Assembleia da República que esbofeteou de luva branca a distracção governamental, impondo ao Governo um humilhante adiamento da discussão do deate na generalidade
Terá sido esquecimento? O PS preferiu, compreensivelmente, chamar-lhe trapalhada, recuperando a expressão jocosa que se instituiu na política portuguesa desde as peripécias do governo de Santana Lopes. Mas eu acredito noutra explicação. O "esquecimento" é o reflexo da ideologia do Governo. Não acredita em qualquer planeamento estratégico da acção do Estado, quer apenas equilibrar as contas e tem uma visão liberal da economia em que o Estado é, se necessário e quando muito, um parceiro silencioso.
Para quem tem a visão deste Governo, as Grandes Opções do Plano são um aborrecimento, uma daquelas coisas que estão na Constituição ese tem que cumprir apenas porque não se pode eliminá-la. Se assim não fosse teriam que ter sido preparadas antes do OE e as opções destes decorreriam delas. Não havia hipótese de distracção no calendário, dada a sequência lógica dos raciocínios.
Acresce que, por tradição, o primeiro esquisso das Grandes Opções do Plano é feito por um serviço na tutela do super-Álvaro, que acredita tanto no plano como o Ministro das Finanças e talvez nem tenha tido tempo para se aperceber de que os seus dirigentes tinham essa obrigação.
Mas, no fundo, para este governo tudo isso são detalhes. Há um défice para cortar. Há um quadro com entradas e saídas para preencher e dar um certo valor.
A única estratégia do Estado é a imposta pela troika. Senão, com este governo, a única estratégia seria deixar o mercado funcionar. Assim sendo, plano para quê? O esquecimento do Governo não é um deslize, é um Programa.
PS. Parabéns ao PS, que foi o primeiro partido da oposição a dar por ela. O PC e o BE, que costumam ser atentos a estas coisas, andam a perder qualidades. E, já agora, cumprimentos à Presidente da Assembleia da República que esbofeteou de luva branca a distracção governamental, impondo ao Governo um humilhante adiamento da discussão do deate na generalidade
17.10.11
O Pedro Marques Lopes anotou o silêncio do CDS.
Que havia Portas de fazer? Foi dar uma volta... que ainda é cedo para deixar o barco.
3.8.11
Os vices do PSD.
Paulo Portas pertencerá, evidentemente, ao Conselho de Estado por designação do PSD e a notícia de que os Vice-Presidentes desse partidose esqueceram do seu nome não tem nenhuma consequência no convite que Passos Coelho inevitavelmente lhe fará.
A notícia, contudo, é relevante. Alguém quis que o "esquecimento" fosse público e esse alguém só pode ser um dos que se "esqueceram", a menos que o DN tenha aderido às técnicas dos súbditos de Murdoch. Logo, ou quiseram dizer em público a Portas que não é muito amado pela direcção do PSD ou a Passos Coelho que as necessidades institucionais óbvias da solidez da coligação não estão no topo das preocupações dos seus vices. São nuvens cinzentas na São Caetano. Ou se dissolvem ou, caso continuem a adensar-se acabarão por dar borrasca. Barroso nunca permitiu estas liberdades aos vices.
A notícia, contudo, é relevante. Alguém quis que o "esquecimento" fosse público e esse alguém só pode ser um dos que se "esqueceram", a menos que o DN tenha aderido às técnicas dos súbditos de Murdoch. Logo, ou quiseram dizer em público a Portas que não é muito amado pela direcção do PSD ou a Passos Coelho que as necessidades institucionais óbvias da solidez da coligação não estão no topo das preocupações dos seus vices. São nuvens cinzentas na São Caetano. Ou se dissolvem ou, caso continuem a adensar-se acabarão por dar borrasca. Barroso nunca permitiu estas liberdades aos vices.
16.6.11
O governo preferido dos leitores do Banco Corrido
Mas para a reflexão necessária nos próximos anos acho que as opiniões aqui recolhidas sobre o Governo preferido deixam algumas pistas interessantes:
1. Os leitores que queriam o PSD no Governo tiveram o governo que pediram. Quem queria o PSD no governo apostou na coligação de direita (44%), ou no governo tripartido (27%), em terceiro lugar no bloco central (23%) e só em último lugar num governo minoritário do PSD (7%).
2. Os que queriam o PS no Governo estavam divididos quanto ao Governo que queriam. Apostaram numa maioria de esquerda (25%), mais do que no PS minoritário (23%) ou no PS coligado com o CDS (15%). Rejeitaram claramente o bloco central (defendido por 11%). Mas, se simplificarmos a leitura para uma agregação PS e esquerda, PS sózinho e PS e direita, o resultado é mais expressivo da fractura: PS e direita, 39%; PS e esquerda, 38%; PS sózinho, 23%.
À direita, o espaço natural PSD-CDS parece sólido para quem aqui veio dar opinião.A grande coligação - o bloco central - não mereceu simpatia dos que aqui deixaram o seu testemunho. À esquerda a fractura é notória, apesar da aproximação de análise da situação do país entre os partidos do "arco da governabilidade" e a diferença abissal de discurso político entre o PS e os partidos à sua esquerda.
A quantidade dos que aqui veio, contra todo o discurso produzido pelo PS, pelo PCP e pelo BE, defender um entendimento do PS com a esquerda não deixa de motivar reflexão sobre a descoincidência entre o posicionamento institucional dos partidos e a percepção dos (e)leitores.
Serão apenas os leitores do Banco a "puxarem" por uma opção de esquerda que não tem, de momento, qualquer adesão à realidade, ou reflectirão um sentimento eleitoral relevante que ñenhuma das forças de esquerda absorveu no seu posicionamento estratégico? Quem quiser continuar o debate é bem-vindo, agora à caixa de comentários.
2.2.11
O CDS não quer contaminações de extrema-direita? Parabéns.
Se o CDS expulsou alguns dos seus membros por serem nacionalistas de direita e homofóbicos, ou seja de extrema-direita, fez muito bem e a direcção do partido merece subir um ponto na consideração democrática dos seus adversários.
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