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27.2.12

De Napoleão aos Kim, passando por Alves dos Reis?

A semana passada a Time deu conta de novo de uma história que põe a Coreia do Norte a seguir o método Alves dos Reis de fabrico de notas. Simplesmente, fazer notas verdadeiras "apenas" não emitidas pela Reserva Federal. Mas, afinal Alves dos Reis tinha antecessores de peso, incluindo Napoleão... e o método faz parte do arsenal de técnicas de guerra conhecidas:


The “super” moniker does not stem from any particular talent on the part of the North Koreans. It’s a matter of equipment. The regime apparently possesses the same kind of intaglio printing press (or presses) used by the U.S. Bureau of Engraving and Printing. A leading theory is that in 1989, just before the collapse of the Berlin Wall, the machines made their way to North Korea from a clandestine facility in East Germany, where they were used to make fake passports and other secret documents. The high-tech paper is just about the same as what’s used to make authentic dollars, and the North Koreans buy their ink from the same Swiss firm that supplies the US government with ink for greenbacks.
Forging $100 bills obviously gels with the regime’s febrile anti-Americanism and its aim to undercut U.S. global power, in this case by sowing doubts about our currency. State level counterfeiting is a kind of slow-motion violence committed against an enemy, and it has been tried many times before. During the Revolutionary War, the British printed fake “Continentals” to undermine the fragile colonial currency. Napoleon counterfeited Russian notes during the Napoleonic Wars, and during World War II the Germans forced a handful of artists and printing experts in Block 19 of the Sachsenhausen concentration camp to produce fake U.S. dollars and British pounds sterling. (Their story is the basis for the 2007 film “The Counterfeiters,” winner of the 2007 Oscar for Best Foreign Language Film.)

20.12.11

A morte de Kim II não estraga a consoada a Jerónimo de Sousa

A retórica "anti-imperialista" do comunicado do PCP sobre a morte de Kim II deixa mais aberto do que é costume o mal-estar do Partido para com aquilo que a direcção já chegou a designar como experiência de socialismo, embora arrepiando caminho entre a versão provisória e a definitiva de umas teses ao Congresso. De facto, o PCP salienta que escreve uma nota de pesar só depois de instado a tal pelos órgãos da comunicação social E sentiu necessidade de mencionar factos e práticas da realidade política coreana com as quais não se identifica . Como não são reservas atribuíveis só ao camarada de turno na secção internacional, são indicadores suficientes de que o CC poupou Bernardino Soares ao incómodo de apresentar um voto de pesar por Kim II na Assembleia da República e de que Jerónimo de Sousa não vai passar a consoada a caminho de Pyongyang. Essa fava deve ter saído a um funcionário pouco exposto à curiosidade mediática.

20.9.10

Coreia do Norte: mais um passo para entronizar Kim III

Ainda há alguém que chame àquilo socialismo? Em Portugal, ainda há dois anos havia: o Comité Central do PCP. Aliás, ainda pode comprar nas Edições Avante este livro anunciado como conseguindo explicar porque o socialismo sobreviveu na Coreia do Norte, "pelo menos numa certa forma".