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14.11.12

A perspectiva científica chegou ao PC chinês com 20 anos de atraso em relação à CGTP?

Fonte geralmente bem informada diz-me que a perspectiva científica do desenvolvimento que o Partido Comunista Chinês adoptou já está consagrada no Programa da CGTP há mais de vinte anos e foi proposta e recusada nas teses do PCP.
Assim sendo, o movimento sindical unitário está na vanguarda da renovação comunista, seguido a duas décadas de distância pelo PC Chinês mesmo sem contar com o apoio do partido luso. Como não disponho de meios de verificação autónoma, ofereço a notícia ao escrutínio público para que. na dinâmica colaborativa da net, possa ser confirmada ou mandada para o caixote do lixo da história.

15.3.12

É urgente tornar os chineses 'gente como nós', diz um amigo sinólogo

How would a Chinese superpower treat the rest of the world? Anyone wanting to peer into the future could start by looking back at the past — or, at least, at the official version of China’s past. The message is not reassuring. China’s schoolchildren are being taught a version of history that is strongly nationalist. The official narrative is that their country was once ruthlessly exploited by rapacious foreigners. Only a strong China can correct these historic wrongs.

Há semanas, conversando do outro lado do mundo sobre o papel da China como potência global, o meu interlocutor e amigo zurzia fortemente a teoria da "diferença chinesa" com que muitos de nós revestem de discurso politicamente correto a tolerância para com a ditadura de mercado que vai crescendo sobre as potências do capitalismo democrático. Agora, a pretexto do artigo de Gideon Rachman, no Financial Times, cujo início acima reproduzo, volta à carga. Escreve ele e eu ofereço:

 Depois da nossa conversa sobre a China, encontrei este artigo que vai ao encontro das nossas especulações. Concordo integralmente com a tese do artigo porque é urgente tornar os chineses 'gente como nós', no Ocidente, para aumentarmos as probabilidades de desenvolvimento pacífico das relações Ocidente-Ásia e de solução pacífica negociada dos diferendos crescentes que se esperam quando os recursos do planeta nos parecem (e parecerão) encolher espantosa e rapidamente nas próximas décadas. A fuga a-maoísta da China à autocrítica é lamentável e preocupante. A meu ver, é apenas comparável à fuga do Ocidente comercial à auto-crítica política e diplomática (não basta académica) pelo uso da ópio-dependência como instrumento comercial de subordinação, impondo-a à China, a partir de 1839, à força de bombardeamentos navais e realizando a destruição metódica de um sistema social e político seculares numa escala continental no período vertiginoso de uma vida (70 anos). Sendo a humanidade narcísica e territorial, é difícil fazer a China 'perdoar e esquecer'. Mas enquanto a humilhação durar é mais fácil para o establishment chinês (presente ou um nacionalista extremista que se siga ao colapso desordenado do actual) manipular esse sentimento e gerar mobilizações xenófobas e bélicas, que atrasariam mais a aderência da população chinesa a modelos de sociedade aberta.

9.9.11

Política cambial e comércio internacional: pilares do crescimento do emprego na China

O crescimento do emprego na China tm estado dependente de dois elementos que se relacionam de modo contraditório com a crise económica mundial.
A sua política cambial que torna o país competitivo no mercado externo, diminui a competitividade de economias com moedas muito valorizadas, acelerando as suas dificuldades nos mercados mundiais, num período em que não podem também fazer crescer a procura interna com grande facilidade, dado o caminho da restrição orçamental.
Em sentido contrário, a dependência do país do comércio externo implica que, caso este se retraia, a própria sustentabilidade do crescimento do emprego chinês fica em causa. 
Um relatório de quatro investigadores chineses, acabado de publicar e disponível aqui, deixa claras nas suas conclusões que: 


Ou seja, a China nem pode abdicar da sua política cambial nem resistiria bem ao abrandamento do comércio mundial. . Em certas circunstâncias, a chave do sucesso pode tornar-se num factor pouco sustentável de tensão.

Mao's bloody revolution revealed by Philip Short

9 de Setembro de 1976 - morte de Mao Tse Tung

7.1.11

Viva o mercantilismo-leninismo?

Os líderes chineses devem ter dado mais voltas ao mundo nos dois últimos anos que nas duas décadas anteriores. Parece que vêm resgatar, primeiro a África, depois os EUA e agora a Europa, da crise em que mergulharam, ao mesmo tempo que reforçam a sua posição no acesso às matérias-primas e ganham bases logísticas e acesso aos mercados.
Que China é esta? Segundo este interessante artigo da Foreign Policy, é a força pujante do mercantilismo-leninismo. Diz o autor, Richard McGregor, insuspeito de simpatias comunistas  e antigo chefe do escritório de Pequim do Financial Times, que é preciso desmontar cinco mitos sobre a China actual: o de que a China é comunista só de nome, o de que o Partido quer controlar todos os aspectos da vida dos cidadãos (afinal, o futuro do comunismo é esquecer o totalitarismo), o de que a internet acabará por se sobrepor ao partido (o partido consegue controlá-a e até fazê-la funcionar a seu favor), o de que a via chinesa é facilmente repetível (só está acessível a um partido organizado e que controla mesmo as instituições e em particular o exército, que é do partido e não do país) e o de que o partido não pode governar para sempre (claro que pode se for forte por dentro, evitar lutas scessórias e der pão e circo às classes médias, coisa que não perceberam Estaline nem Mao, mas percebem os actuais dirigentes chineses).
O que me preocupa nisto tudo é que o mercantilismo-leninismo parece vir a ser um dos vencedores da primeira grande crise do capitalismo do séc. XXI. Ou seja, sem explosão do capitalismo, o risco que corremos é que o mercado volte a dispensar - tal como no séc. XIX - a democracia. E, aí, os comunistas teriam uma nova - embora pequenina - janela de oportunidade fora do grande irmão asiático, para além de que este continuaria a gerir ditatorialmente metade da humanidade. Os social-democratas  que não se cuidem...

11.10.10

Um golpe na credibilidade de quem?

O PCP considera que a atribuição do Nobel da Paz deste ano a Liu Xiaobo é um golpe na credibilidade do galardão. A ser um golpe na credibilidade de alguém, este comentário do PCP sê-lo-ia na do Partido que o escreve, se alguma tivesse em matéria de defesa dos Direitos Humanos.

23.3.10

Macau e a implantação da República na China

A "influência de Macau na proclamação da República da China a 10 de outubro de 1911 é tão evidente, quanto mal conhecida", segundo um trabalho de João Guedes, português radicado em Macau, recenseado por Daniel Nunes Mateus (e a que eu cheguei via Homem ao mar!).