Uma pergunta que nunca devia ter sido feita teve a única resposta correcta que podia dar-se-lhe. Para já, assunto encerrado. Mas sobra uma questão. Quem escreveu o ofício e quem o enviou tem responsabilidades de investigação criminal e acha que pode pedir a uma escola que identifique pessoas pela sua etnia e que funcione como informador em abstracto sobre eventuais colectivos de alunos não identificados, não suspeitos nem constituídos arguidos pela prática de nenhum crime, mas que possam no critério subjectivo de um director de escola sê-lo.
O facto de quem tem responsabilidade de investigação criminal não ter noção da enormidade que estava a escrever pode tentar reduzir-se a um erro localizado de uma pessoa mas parece uma ponta de um icebergue de desrespeito dos direitos humanos bem mais séria. Gostaria de ver as hierarquias responsabilizadas ao nível adequado pela possibilidade de ocorrência deste erro. Num país com uma sólida cultura de direitos humanos não poderia ser diferente.
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21.12.12
5.12.12
A Polícia pode manter-se à margem da lei?
A resposta da Comissão Nacional de Protecção de Dados a António Garcia Pereira é a que todos antecipávamos, depois do que o Ministro Miguel Macedo tinha dito na Assembleia da República. Ele bem fala em terrorismo policial. Mesmo que exagere, é no mínimo embaraçoso para qualquer democrata pensar que a polícia pode manter-se à margem da lei, publica e notoriamente e sem quaisquer consequências. Democracia que se deixa complacente e silenciosamente expôr a tais entorses brinca com o fogo, mesmo que acredite que não há nem haverá pirómanos à frente das suas instituições.
16.11.12
Ou é desmascarado ou desmascarou um mascarado do 14 de Novembro.
A sequência de fotos de Sérgio Lavos no Arrastão - que reproduzo abaixo - perturba-me. Ou ele é desmascarado ou desmascarou um mascarado do 14 de Novembro de um modo que deita por terra todos os discursos deslumbrados, elogiosos ou meramente complacentes com a intervenção da PSP.
Continuo a interrogar-me porque abandonou a CGTP de mansinho o largo em frente à Assembleia, porque se deixou a PSP apedrejar por tanto tempo e porque houve tanta precaução e tão imediata em dissociar os distúrbios da CGTP. De certeza que há quem saiba muito mais do que se passou do que está à vista.
Continuo a interrogar-me porque abandonou a CGTP de mansinho o largo em frente à Assembleia, porque se deixou a PSP apedrejar por tanto tempo e porque houve tanta precaução e tão imediata em dissociar os distúrbios da CGTP. De certeza que há quem saiba muito mais do que se passou do que está à vista.
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