10.3.10
9.3.10
Cidade (não) inclusiva: barreiras arquitectónicas confinam pessoas com limitações físicas às suas casas
Houve um tempo em que as cidades não eram pensadas para o uso do espaço público por todos. Felizmente, pensaria eu, esse tempo foi ultrapassado e todos estamos a fazer cidades inclusivas, abertas à diversidade e convidando todos ao usufruto do espaço público.
Mas as barreiras arquitectónicas constituidas têm que ser combatidas por uma actuação persistente e concertada nesse sentido. Em algumas cidades, elas são um dos grandes obstáculos à fruição da vida urbana por pessoas com deficiências e incapacidades motoras. Esta notícia de hoje do Jornal de Notícias reporta-se a um caso extremo e gritante em Almada, de um prédio rodeado de escadas por todo o lado (na foto), habitado por pessoas, nomeadamente idosas, com limitações físicas e que são, assim, confinadas às quatro paredes das suas casas.
Tenho dificuldade em ver como pode alguém ter uma boa justificação para a persistência desta situação e o que pode imnpedir que se congreguem as boas vontades necessárias para que haja o obviamente necessário acesso por rampa a estes prédios ou, melhor dizendo, o acesso por rampa dos cidadãos moradores nestes prédios à cidade em que habitam.
Mas as barreiras arquitectónicas constituidas têm que ser combatidas por uma actuação persistente e concertada nesse sentido. Em algumas cidades, elas são um dos grandes obstáculos à fruição da vida urbana por pessoas com deficiências e incapacidades motoras. Esta notícia de hoje do Jornal de Notícias reporta-se a um caso extremo e gritante em Almada, de um prédio rodeado de escadas por todo o lado (na foto), habitado por pessoas, nomeadamente idosas, com limitações físicas e que são, assim, confinadas às quatro paredes das suas casas.
Tenho dificuldade em ver como pode alguém ter uma boa justificação para a persistência desta situação e o que pode imnpedir que se congreguem as boas vontades necessárias para que haja o obviamente necessário acesso por rampa a estes prédios ou, melhor dizendo, o acesso por rampa dos cidadãos moradores nestes prédios à cidade em que habitam.
Em Almada há um prémio literário importante que devia mudar de nome e de âmbito
Estão abertas as candidaturas ao Prémio Literário Cidade de Almada. É certo que o nome do prémio já não representa bem o município que tem duas cidades e não uma (desde que a Costa da Caparica também é cidade). É mais certo ainda que, alternando entre poesia e romance, deixa de fora a escrita para teatro, o que é estranho numa cidade que ambiciona - bem - a ser uma grande referência do teatro a nível nacional.
O PS propôs as duas alterações no lugar próprio, ou seja, propôs que o prémio passasse a assumir o nome de um personagem do concelho de nível nacional (por exemplo Romeu Correia ou Fernão Mendes Pinto) e que passasse a alternar trianualmente, poesia romance e teatro.
Mas esta iniciativa, mesmo neste formato, vale a pena.
O PS propôs as duas alterações no lugar próprio, ou seja, propôs que o prémio passasse a assumir o nome de um personagem do concelho de nível nacional (por exemplo Romeu Correia ou Fernão Mendes Pinto) e que passasse a alternar trianualmente, poesia romance e teatro.
Mas esta iniciativa, mesmo neste formato, vale a pena.
8.3.10
Imperdível (e não é por eu ser orgulhosamente parcial nesta avaliação).
(Chamber Orchestra Kremlin, Pineiro Nagy, Pedro Luis and Miguel Vieira da Silva, guitars)
Cabo Verde regulariza imigrantes ilegais
Num mundo onde as trocas são permanentes e se intensificam, receber imigrantes é um sinal de sucesso. Mesmo países que imaginamos essencialmente de emigração se tornam em acolhedores a braços com todos os problemas da imigração. É o caso de Cabo Verde que poderá ter hoje 10 a 15 mil imigrantes ilegais a trabalhar no seu território e que deu a semana passada o passo interessante e correcto de promover a legalização extraordinária de imigrantes ilegais oriundos da CPLP.
6.3.10
Um inequívoco sinal de fraqueza dos sindicatos da administração pública.
A recusa liminar por parte de todos os sindicatos da função pública de uma proposta de monitorização conjunta dos indicadores de adesão às greves é um inequívoco sinal de fraqueza.
O campeonato dos números de grevistas é ridículo e descredibilizador de ambas as partes. Quando, na mesma greve, uma parte diz que as adesões estão abaixo dos 20% e a outra as coloca acima dos 80%, não há discrepâncias metodológicas que expliquem a diferença. Uma das partes, por ter sido enganada ou por querer enganar, não está a falar verdade.
O Governo deu um sinal correcto de ter vontade de haver transparência nos índices de adesão às greves o que lhe confere o direito à presunção de que procura divulgar os factos com verdade. Já os sindicatos, deixaram-se colocar numa posição que nos dá a legítima suspeita de que tentam manipular os números.
Isso é bom para o sindicalismo? Acho que não. Já há demasiada gente convencida de que os sindicatos portugueses vivem de jogos de espelhos e reivindicam representatividades e fidelidades que efectivamente só têm parcialmente para que o desinteresse pela medição comum das greves possa ser entendido como coisa diferente do medo da verdade.
O campeonato dos números de grevistas é ridículo e descredibilizador de ambas as partes. Quando, na mesma greve, uma parte diz que as adesões estão abaixo dos 20% e a outra as coloca acima dos 80%, não há discrepâncias metodológicas que expliquem a diferença. Uma das partes, por ter sido enganada ou por querer enganar, não está a falar verdade.
O Governo deu um sinal correcto de ter vontade de haver transparência nos índices de adesão às greves o que lhe confere o direito à presunção de que procura divulgar os factos com verdade. Já os sindicatos, deixaram-se colocar numa posição que nos dá a legítima suspeita de que tentam manipular os números.
Isso é bom para o sindicalismo? Acho que não. Já há demasiada gente convencida de que os sindicatos portugueses vivem de jogos de espelhos e reivindicam representatividades e fidelidades que efectivamente só têm parcialmente para que o desinteresse pela medição comum das greves possa ser entendido como coisa diferente do medo da verdade.
5.3.10
4.3.10
Garcia Pereira e o estado da justiça em Portugal
O político Garcia Pereira é insuspeito de simpatia por José Sócrates e faz o que pode para o derrubar, por isso esta denúncia pelo jurista Garcia Pereira do soviete do Ministério Público e da utilização político-mediática dos processos judiciais ganha um significado acrescido. (via Câmara Corporativa, com os devidos agradecimentos)
3.3.10
2.3.10
Ferro Rodrigues e os 20 anos do Público: sem vénias
Eduardo Ferro Rodrigues saúda o Público pelos seus vinte anos sem vénias de circunstância nem vaias sectárias. Gostei da política vivida assim.
PS. Obrigado Miguel Abrantes, pelo link e por me ter feito ver como o tom predominante dos depoimentos demonstram que em política há mesmo muita falta de memória. Já que estou a citar frases célebres não deixo de lhe dizer que se prepare que, como hoje percebeu O Jumento ao ler o I, quem se mete com o PS leva, nem que seja com a Interpol.
PS. Obrigado Miguel Abrantes, pelo link e por me ter feito ver como o tom predominante dos depoimentos demonstram que em política há mesmo muita falta de memória. Já que estou a citar frases célebres não deixo de lhe dizer que se prepare que, como hoje percebeu O Jumento ao ler o I, quem se mete com o PS leva, nem que seja com a Interpol.
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