9.2.09

O vício antigo do sectarismo

Vital Moreira registou, com justeza, a expressão adequada para o clima da Convenção do Bloco em relação ao PS: obsessão. Pode ler-se, aqui, aqui e aqui. A atitude do Bloco tem a virtude de não ser equívoca e de procurar destruir todas as pontes antes que sejam lançadas, para que ninguém possa mais tarde sentir-se enganado. O Bloco não pretende juntar forças contra a crise; não pretende juntar forças contra a direita unida em Lisboa; não pretende juntar forças contra a possibilidade de um entendimento político do PS com o PP. Não pretende que toda a esquerda seja maior para que a direita seja circunscrita. O seu inimigo principal é o PS. É contra ele que pretende juntar forças. Quem tanto se engana no adversário enferma de um vício antigo: sectarismo. Mas devo dizer que não me impressiona. A história demonstrou que os sectários de hoje são frequentemente os que mais procuram ter sentido de oportunidade amanhã. O sectarismo e o oportunismo não são adversários, são mesmo irmãos gémeos. Ao PS cabe ter a tolerância de que o Bloco, para exacerbar os seus apoiantes, não é capaz. (Publicado também no Canhoto)

2 comentários:

Aqueduto Livre disse...

Caro Paulo Pedroso,
se tiver tempo para visitar o meu modesto blog, Mainstreet (weber.blogs.sapo.pt)deixei lá umas Notas Soltas sobre o BE, a pretexto da Convenção do passado fim de semana, que, creio eu, vão ao encontro da sua "presunção" para o futuro deste em relação ao PS.

José Albergaria

Chico disse...

Quanto sectarismo camarada.
Vamos a ver: há uma linha entre os exploradores e os explorados, como o PS está (cada vez mais) do lado dos exploradores, não há convergência possível...O Bloco não está mal, o PS é que continua a navegar cada vez mais para a direita.