29.10.09

Gripe A: O ruído comunicacional entre a desvalorização e o pânico

Ainda não se extinguiu o ruído sobre os supostos efeitos adversos da vacina para a Gripe A e já a terrível razão para a urgência em que ela exista e seja administrada nos bateu à porta, sob a forma de notícia de morte de uma criança, vítima da doença. Infelizmente a comunicação social portuguesa é estruturalmente hipersensível ao ruído dos activistas e tem baixa sensibilidade ao fluxo das notícias. Bastava dar a devida importância ao que vem acontecendo, por exemplo nos EUA, para perceber que não se pode brincar com esta gripe. Mas, como agora o ruído passou para o lado do alarmismo, não faltará bruáá gerador de pânico nas próximas horas e dias. A propósito, um amigo que acaba de passar em frente à escola que a criança falecida frequentava diz-me que lá estão quatro carros de exteriores plantados. Temo o pior do tipo de informação que se preparam para produzir, em directo, a partir dali. Espero estar a ser pessimista.

1 comentário:

Rui Figueiredo Vieira disse...

Na verdade a gripe A é uma gripe como outra qualquer, a diferença é que se propaga com maior facilidade, a comunicação social empolgou em demasia a situação. Cumprimentos